Dia 3/11 - Chegando em Osaka, Dotonbori e Castelo de Osaka
Começamos o dia tomando um café da manhã no Mcdonalds, o menu do Japão no café é bem mais diferente do que o normal se comparado com o Brasil: tem macaron, panquecas, aquele hambúrguer de porco que chamam de sausage e o delicioso hash browns.
Típico café da manhã do Mcdonalds no Japão (foto do Pedro) |
A viagem de Kyoto pra Osaka é um trem normal de um pouco mais de meia hora, de centro pra centro demora mais eu chegar da Liberdade pro centro de Osasco do que a gente demorou de Kyoto pra Osaka.
Chegamos, novamente, antes do horário de check-in então deixamos nossas malas no lobby e fomos explorar Osaka. Esse hostel em particular era numa distância andável de Dotonbori, então fomos lá.
| Tako Yaki de Dotonbori |
Dotonbori é uma grande tourist trap, não tem muita coisa que dá pra salvar lá. Comemos um takoyaki logo no começo da rua, porque não tava lá muito caro, e tava até que bom, mas acabamos ilhados num arcade porque começou a chover pra caralho uma hora. Chegou uma hora que estávamos com fome e não tinha nada com preço razoável e que parecesse gostoso lá por perto, então andamos até o Parco de Shinsaibashi, um shopping.
Lá eu queria achar algo típico de Osaka que fosse palatável pro pessoal, então almoçamos num restaurante de Okonomiyaki.
| Okonomiyaki (foto do Alvin) |
Esse restaurante era legal porque os caras preparavam o prato na cozinha e na chapa da mesa era mais pra servir mesmo, ao contrário do usual do cliente ter que fazer tudo na mesa. E tinha yakisoba e umas carnezinhas maneiras pra comer também, que pegamos. Quero dizer, era legal porque se deixasse pra gente preparar ia ser um desastre.
Mas enfim, nesse Parco em particular, que entramos por pura sorte, tinha absolutamente tudo o que você pode imaginar: loja do Pokémon, Jump, Studio Ghibli, Muji, etc.
Voltamos pro hostel, demos check-in. Nosso quarto aqui era bem espaçoso, e assim como em Kyoto não tinha banheiro nem geladeira e nem podia comer nada no quarto(!!) mas o lobby era bem legal e tinha cozinha e geladeira e tudo mais.
| Nossa quarto em Osaka (foto do Nathan) |
Foi de longe a hospedagem mais barata da viagem, mas teve pontos negativos além dos que falei acima: só deram dois keycards pra gente, então tínhamos que ficar fazendo revezamento pra conseguirmos entrar no quarto; o colchão era quase um futon de tão fino, e não era lá tão grande também; os chuveiros não eram tão legais quanto os de Kyoto. Mas em compensação o lobby era super grande e convidativo, tinha uns eventos do hostel que pareciam bacanas (mas não tivemos tempo de aproveitar), tinha uma rede no nosso quarto e a localização talvez tenha sido a melhor (relativamente) de todos os lugares que ficamos.
Depois de descansarmos um pouco no hostel, fomos ver o Castelo de Osaka. O ideal pra ver o castelo mesmo seria no horário comercial, já que dá pra entrar lá e tudo mais, mas como a gente sabia que de dia é um inferno trafegar por ele, fomos de noite pra ver a iluminação mesmo.
O castelo de Osaka fica beeeeemmmmmmm dentro do parque onde ele tá localizado, da estação até chegar perto dele tem tipo meia hora de caminhada e escadas pra caralho, mas ele é bem bonito,
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| Ele é muito imponente ao vivo, séloco. |
O Castelo é muito bonito, a iluminação destaca ele no meio do parque e toda a caminhada até vê-lo parece ser recompensante depois de você ver o dito cujo. Não tinha nada aberto no parque tirando um festival que tava rolando de Natal... que tinha entrada paga, então voltamos pra jantar perto do hostel. Pior que eu queria comprar um chaveirinho que seja do peixe dourado que fica no todo do castelo, uma pessoa que conheci tinha uma fixação tão grande nele (inclusive andava com um pingente do peixe) que fiquei com vontade de comprar algo relacionado também, mas fica pra próxima.
Voltando pra perto do hostel eu dei ideia da gente comer num yakiniku, escolhi um na rua do hostel mesmo e onde não tinha um puto de um estrangeiro.
| Yakiniku pegando fogo (foto do Nathan) |
Pegamos um set com wagyu e tudo mais, delicioso. A gente comeu pra caralho, bebemos pra caralho (pelo menos pro meu nível de tolerância) e voltamos felizes pro hostel.
Dia 4/11 - Universal Studios e Estação de Osaka
O grande motivador pra gente visitar Osaka era a Universal. Eu particularmente não sou muito fã de parques de diversão mas acho que viajar com meus amigos desse jeito já é algo que vai ser raro de rolar daqui pra frente, irmos para um parque de diversão então? Não sei se terei mais chances nessa vida. Então vamos lá.
A gente pegou o Express Pass pra uma série de atrações: Jaws, Harry Potter Forbidden Journey, Mario Kart, Donkey Kony Minecart Madness e um dos Minions (escrevi tudo isso de memória, chances são que errei coisa).
Chegamos cedo lá e tava uma multidão do caralho na entrada. Apesar disso não demorou muito pra gente entrar no parque.
A primeira atração que fomos foi a do Jurassic Park, que não tava no nosso Express Pass mas aproveitamos que tava sem fila.
| Entrada pra parte final do trajeto do Jurassic Park (foto do Alvin) |
A Atração do Jurassic Park é um trajeto de barquinho com todo um storytelling de dinossauros fugindo do controle do parque. Os barquinhos são todos guiados por trilhos debaixo d'água (ou seja: não são barquinhos) e no final tem uma pequena grande surpresa que fez todo o negócio valer à pena.
Depois demos uma volta e decidimos ir na nossa primeira atração do Express Pass: Jaws.
| Entrada da atração do Jaws (foto do Nathan) |
A atração do Jaws foi também um passeio de barquinho mas mais teatral, onde a guia do barco fazia toda uma encenação caçando o Tubarão (que não sei se tem nome, não vi o filme).
A gente tinha uma janela meio limitada pra comer antes das próximas atrações no nosso Express Pass, então almoçamos meio cedo, fomos no Diner logo na entrada do parque pra comer o mais legítimo hambúrguer americano.
| Acho que todos nós pegamos mais ou menos a mesma coisa (foto do Alvin) |
Assim, o hambúrguer não tava ruim, mas uns dois dias atrás nós comemos o maravilhoso Olu Burger, então bateu aquela depressãozinha. O preço pelo combo tá na notinha do Alvin aí na foto: 1800 yen, meio caro mas pra um parque de diversões tá bem ok, aposto que com o preço convertido (uns 70 conto?) você não consegue comer algo decente no Hopi Hari hoje em dia.
Então rumamos para a parte temática do Harry Potter no parque. O Universal Studios de Osaka tem duas áreas temáticas meio que separadas do resto: a do Harry Potter e a da Nintendo. Elas têm um limite de visitantes então você não tem entrada garantida nessas áreas dependendo do horário que você quiser entrar. O nosso Express Pass dava entrada garantida nessas áreas porque a gente tinha atrações nas duas áreas programadas pra certos horários, a área do Harry Potter tava tão de boa que nem tavam vendo quem entrava.
Eu só assisti até o quinto filme do Harry Potter e li só os dois primeiros livros, então não sei e não lembro de muita coisa.
| A área temática de Harry Potter no parque (foto do Pedro) |
A área toda era baseada na vilinha que fica no lado de Hogwarts (Hogsmeade acho?) e tinha lojinhas de docinhos, varinha, roupas temáticas e tal, e claro, algumas atrações. O pensamento de comprar uma varinha passou pela minha mente mas cada uma era tipo 300 conto acho, e nem curto essa porra. As filas pras comidas que achei interessante também estavam meio longas e acabamos indo pra atração que a gente tinha direito no Express Pass.
O Harry Potter Forbidden Journey (ou algo do tipo) era uma montanha russa indoor com projeções e tudo mais. Foi legal sim! Mas me deixou bem tonto, essas coisas de VR/projeção contam muito com aceleração brusca pra dar sensação de movimento, aí no final eu tava tontaço.
Aí andamos mais por outras áreas porque quando entrássemos na área da Nintendo, certamente não sairíamos até o final.
Chegada a hora fomos lá pra área da Big N, a fila tava enorme mesmo pra quem tinha Express Pass. O parque tava cheio de gente mas parece que boa maioria só queria ir pra parte da Nintendo mesmo.
| Entrada pra parte da Nintendo do parque (foto do Pedro) |
Uma coisa que não percebi pelas fotos e vídeos que vi no Instagram é como essa parte do parque é apertada, ela é toda compacta e cheia de escadas, lá embaixo é mais de boa (na parte que vai pra área do Donkey Kong) mas essa porra foi muito mal planejada, tem muita gente pra pouco metro quadrado.
| Super Nintendo World em toda sua glória (foto do Alvin) |
A gente andou bastante mas tinha fila em todo lugar, o sorvete do DK tinha um valor meio abusivo e eu sinceramente sou a pessoa mais propensa a gastar dinheiro de forma burra, mas sei lá, quando gasto dinheiro numa coisa questionável eu geralmente me pergunto se vou me arrepender de não ter comprado, mas pras coisas que vi na Universal em geral nada me chamou muita atenção.
A primeira atração da Nintendo que fomos foi o do Mario Kart.
| Castelo do Bowser onde tinha a atração do Mario Kart (foto do Alvin) |
Cara, eu achei essa atração bem mais ou menos mas a tecnologia de AR que tinha no visorzinho que cada um tinha que usar é super massa. A experiência foi legal sim mas podia ser melhor se os karts fossem individuais (eram em 4 pessoas cada) mas visto a ENORME fila que tem pra essa porra, entendo economia de escala o suficiente pra ver o porquê de ser do jeito que é hoje.
| Entrada da área do DK (foto do Alvin) |
Mas enfim, depois fomos pra área do Donkey Kong, que tá dentro da área da Nintendo mesmo, pra ir no Minecart Madness, a montanha russa do DK.
| Entrada do Minecart Madness (foto do Alvin) |
A montanha russa foi do caralho. Vocês podem ver vídeos dela em um monte de lugares, mas o carrinho da montanha russa é guiado por trilhos que ficam na lateral e botam trilhos falsos e buracos no meio pra dar sensação de que o carrinho descarrilhou, por mais que seja meio óbvio que tudo aquilo lá faz parte da atração, não dá pra evitar de sentir o frio na barriga real.
A próxima atração que a gente tinha no Express Pass era uma dos Minions mas era só de noite, decidi vazar antes pra conhecer um pouco mais de Osaka. Eu e o Nathan saímos mais cedo e o Alvin e o Pedro ficaram no parque.
Eu e o Nathan fomos pra estação de Osaka pra comprar as passagens de trem bala de volta pra Tokyo mas também exploramos a estação, fomos na Uniqlo e nas lojas que tinham no shopping ligado lá, e tomamos sorvete na Baskin Robins, delicioso por sinal.
Depois disso me despedi do Nathan pra dar uma olhada numas lojas em Shinsaibashi (que era bem perto do nosso hostel) e depois esperamos os dois que estavam no parque pra gente jantar.
A gente jantou num restaurante de Tsukemen bem na esquina antes do nosso hostel. O sistema de pedir era aquela máquina de tickets e eu tava explicando pros meus amigos como funcionava até que o dono do restaurante saiu de trás do balcão e ficou me encarando, meti um inglês e ele falou um "You look japanese bot don't speak japanese?" e dali tive que explicar o porquê de ter japonês no Brasil. Acho que foi a maior interação que tivemos com os japoneses nessa viagem, a gente ficou conversando com o dono enquanto comíamos e foi super legal bater um papo com um nativo, o cara era meio coreano meio japonês e sabia pelo menos japonês, coreano, inglês e chinês (porque no meio da nossa conversa umas clientes chinesas entraram no restaurante). O tsukemen lá era bem interessante que você podia escolher o macarrão entre lámen, soba e udon.
Dia 5/11 - Onsen, Shinsekai e Denden Town
Chegou o dia esperado: o dia da gente ficar pelado.
A ideia de ir pra um onsen ronda a cabeça de todo turista que vai pro Japão, mas geralmente esbarra ou na vergonha ou no impeditivo de ter tatuagem, vou levar em conta que os leitores deste blog sabem o rolê todo que o pessoal do Japão tem com tatuagem.
Por sorte nenhum de nós quatro têm tatuagem, mas sobrou o que? A vergonha de ficar pelado.
| A entrada do onsen que nós fomos, é tipo um spa no meio da cidade (foto do Alvin) |
A gente foi num onsen em Osaka mesmo, eu tinha procurado um lugar que fosse ao mesmo tempo em conta, que tivesse bastante coisa pra fazer e fosse numa localização conveniente. Tinha umas opções em Tokyo mas por tipo o dobro do valor, então fomos nesse mesmo.
Nesse onsen você tinha que tirar o sapato na entrada e botar num footlocker, a chave do footlocker vinha com um rfid que seria tua comanda pro resto da estadia, com esse rfid você paga as comidas, massagens adicionais, etc. E claro, na entrada a gente podia escolher uma yukata pra usar lá dentro, e cada um escolheu uma diferente.
| A gente de yukata na ponte que passava sobre nada (foto de duas moças japonesas que tiraram a foto pra gente mas que está no celular do Alvin) |
A gente pegava uma toalha menor no começo e uma maior no vestiário antes dos banhos. Obviamente cometemos uns erros de principiante: entramos com a toalha grande pra dentro dos banhos, quando era pra entrar, no máximo, com a toalha pequena. Mas tinha gente que fez pior: entraram enrolados com a toalhas nos banhos, algo que tava até com plaquinha no lado proibindo.
Mas todo o processo de ficar pelado e entrar nos vários banhos foi bem de boa, agimos todos com maturidade e naturalidade mas claro, dali pra frente nossa amizade chegou no nível "JÁ TE VI PELADO HEIN!!!!!" e amizade assim, como todos sabem, é pra sempre na vida.
Depois saímos pra almoçar e dar uma passeada pelas instalações do Onsen. O lugar era bem grande e queria imitar uma cidade de Onsen mesmo: tinha uma ponte, um mini-templo, uma sala cheia de gacha e um belo arcade com uma clássica mesa de ping pong.
Depois saímos pro jardim central pra andar um pouco. Os banhos onde ficamos pelados eram divididos por gênero mas o jardim era comum para todos. Demos uma molhada no pézinho e nos dividimos: como era o último dia em Osaka eu queria conhecer umas coisas que não tinha visto, então saí mais cedo com o Pedro, enquanto isso o Nathan e o Alvin ficaram mais no Onsen.
Eu e o Pedro paramos numa GEO (loja de jogos e eletrônicos usados) no lado do Onsen mas não tinah nada legal, nos separamos e fui em busca da minha camisa de baseball.
Um dos meus objetivos nessa viagem era pegar uma camisa de baseball, não sou particularmente fã mas queria ter uma, como não queria ser mainstream eu já tinha descartado pegar dos Yomiuri Giants e do Hanshin Tigers, então fui pro Kyocera Dome pegar a camisa do Oryx Buffaloes.
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| Memorial das conquistas do Oryx Buffaloes dentro do Kyocera Dome |
Eu me perdi pra tentar entrar no estádio porque o negócio é imenso, mas consegui entrar lá e peguei a camisa, gastei bons 9000 yen mas o tecido e tudo mais são de uma qualidade bem boa então tá tudo certo.
Depois rumei pra Shinsekai pra ver a torre Tsutenkaku.
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| Torre Tsutenkaku |
Shinsekai é o lugar mais decadente que visitei no Japão dessa vez, não tem outro jeito de descrever. Não tinha a caralhada de turistas que tinha em Dotonbori, não tinha as lojas de Shinsaibashi e tinha umas shotengais que tavam com boa parte das lojas fechadas. Poxa, era uma quarta chuvosa de Novembro mas esperava um pouco mais de vida, mas foi legal ver um lugar assim na viagem.
Depois de eu dar uma volta na Donki de Shinsekai, acabei indo pra Den Den Town, a Akiba de Osaka, porque o Pedro falou que tava lá e era uns 20 min andando.
O que achei incrível na andada de Shinsekai pra Den Den Town foram as lojas de usados que encontrei no caminho. Tinha loja de consoles usados que tavam com preços bizonhos de caro e tinha MUITA loja de DVD pornô, MUITA. Não via coisa assim nem em Akiba! Mas enfim, lá em Den Den eu acabei indo pra Animate e lojas do gênero e vi uns desenhos do mangá de romance que falei neste blog (da moça caixa de supermercado).
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| Juro que só vi depois a plaquinha de proibido fotografar, desculpa. |
Passei na Super Potato e não achei nada demais, então voltei pro hostel. Nossa janta nesse dia foi num izakaya na avenida perto do hostel, foi bem mais ou menos pra falar a verdade, depois fomos no mercado pra comprar mais coisas pra comer de noite.
Mas enfim, foi isso nossa passagem por Osaka! Acho que foi bem curta e devíamos ter ficado mais tempo pra conhecer a cidade mesmo, mas qualquer dia a mais aqui seriam dias a menos em Tokyo, então optamos pelo mais desejado. Osaka e Kyoto foi onde comemos mais coisas boas e diferentes na nossa viagem, conhecemos mais restaurantes locais e nos aventuramos pra fora do roteiro comum. O resto dos dias da viagem foram mais solos (comparado com a viagem até este ponto) então esperem por mais relatos meus em lugares aleatórios que quis ir.
E é isso, obrigado por lerem até aqui e faltam uns 7 dias pra escrever ainda!
vlw flw, té mais!




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