Dia 1/11 - Fushimi Inari e Nara
Já passamos dois dias em Kyoto e só fomos no templo/santuário do lado do hostel! Vamos mudar isso!
Começamos o ida comendo no bom e velho Yayoi, restaurante que comemos todas as manhãs que passamos em Kyoto.
![]() |
| Preguiça de girar a foto |
O café da manhã no Yayoi não tinha nada de muito diferente do que comemos no Matsuya lá em Ueno: era uma proteína, arroz (no Yayoi era um arroz mais diferente, mas ainda arroz), missoshiru e um tofu ou outra guarnição que você podia pedir, mas nós gostamos bem mais do sabor dos pratos deles do que do Matsuya, então acabamos tomando nosso café todo dia no Yayoi, além do negócio ser literalmente do lado do nosso hostel.
Rumamos então para o Fushimi Inari.
| Os famosos toriis do Fushimi Inari (foto do Nathan) |
O Fushimi Inari estava CHEIO, muito CHEIO. Cara, esse é aquele santuário com dez mil toriis (talvez mais?) e que a galera gosta de tirar foto e fazer merda. Tinha tanta gente no túnel de toriis que a gente tava andando num ritmo de procissão. A gente parou antes dos toriis pra pegar o goshuin e eu em especial parei pra pegar o caderno de goshuin ilustrado pelo Yoshitaka Amano (ilustrador dos primeiros Final Fantasy), comprei uns omamoris e então rumamos pelos toriis.
Uma hora lá no meio, vendo que não ia ter muita coisa mais além dos toriis, decidimos dar uma desviada numa trilha pro meio da montanha e fomos parar numa floresta de bambu.
![]() |
| Não é Arashiyama, mas tava vazio. |
Não era lá AQUELA floresta de bambus, mas tava vazio e o clima tava agradável.
A gente foi para nuns cemitérios e mini-templos pela montanha e só seguimos reto e seguimos até dar numa estradinha no lado de um monte de plantações.
| Finalmente nos livramos dos turistas em Kyoto (foto do Nathan) |
Andamos e andamos seguindo o Google Maps pra estação mais próxima mas achamos umas joias no meio do caminho.
| Lojinha sem vendedor com livros de gravuras artesanais (foto do Nathan) |
Passamos por uma lojinha onde vendia livros de gravuras artesanais, cara, era o tipo de artesanato muito maneiro e bem feito de verdade. Comprei um livrinho com uns poemas e gravuras mas tudo nessa lojinha era muito bem feito. A lojinha em si era totalmente na base da confiança: você pegava o produto e deixava a grana na caixinha.
Passamos por um templo subindo uma bela escadaria, onde dava pra ver parte da cidade de Kyoto.
Já vimos tudo do Fushimi Inari (que tínhamos saco pra ver), então decidimos ir pra Nara.
Pra chegar em Nara a gente pegou um trem da Estação de Kyoto pela linha Nara, descendo na estação Kintetsu Nara.
A estação está ligada a um shotengai e como já era umas 13h, decidimos arranjar um lugar pra comer lá, fomos num Tonkatsu.
| Tonkatsu com Ebi Furai (foto do Pedro) |
Esse restaurante de Tonkatsu era interessante: vinha um pilãozinho pra macerar gergelim e misturar os molhos que você quisesse, pra dar textura e tal. De resto era um teishoku normal, delicioso. Na fila um cara turco ficou perguntando pros meus amigos se eles sabiam o que tinha nos pratos, ele nem tentou falar comigo, provavelmente por achar que eu era nativo.
Bem almoçados, fomos em direção ao parque de Nara pra ver os veadinhos, no caminho comprei um saquinho de baby castella fresquinhos, pensa na massa de Taiyaki/Crepe só que em forma de bolinhas, bom demais (comprei o saquinho grande e ele acabou durando até Osaka).
Rumamos meio sem rumo até ver que tinha um templo lá perto pra ver.
![]() |
| Tem um monte deles pela cidade toda, chega a ser engraçado. |
![]() |
| Templo Kofukuji em Nara |
Olhar de fora é de graça mas entrar nos salões dos templos precisava de ingresso, já que a gente tava lá, acabamos pagando. Tava tendo uma demonstração de naginata na frente do templo.
Depois fomos pegar o goshuin e mais omamori.
Descemos na rua comercial do templo e fizemos umas compras, destaque pro mochi preparado na hora, aquele mesmo que tá famoso no Instagram "YOISHO HAI HAI HAI YOISHO HAI HAI HAI". Passamos em umas lojas do shotengai no aldo da estação e vazamos pra casa.
De noite fomos pra Estação de Kyoto pra explorar e comemos num izakaya, tava mais ou menos. Exploramos as lojas da estação e voltamos pro hostel.
Dia 2/11 - Kiyomizudera e Delta do Kamogawa
Acordamos cedo pra ir ao Kiyomizudera, um dos templos que você pensa quando pensa em Kyoto.
O Kiyomizudera é um dos templos que é meio chatinho de ir de transporte público, porque as ruinhas que dão acesso a ele são íngremes e bem, são ruinhas.
A gente acabou não indo ao Kinkakuji porque tinha que pegar ônibus e nem dava pra entrar no negócio dourado, então o Kiyomizudera (junto com o Fushimi Inari) foram os templos mais populares que fomos.
O Kiyomizudera tem uma parte que tem acesso de graça, mas maioria do complexo do templo você só tem acesso depois de pagar um ingresso. Sinceramente, vale bem a pena. Os omamoris e goshuin são mais baratos que os templos que visitamos até então e tem bastante coisa pra explorar.
![]() |
| Essa estrutura de madeira não tem nenhum prego |
![]() |
| Meu pai me falou que essa foi uma das únicas fotos boas que tirei na viagem |
O atrativo do Kiyomizudera é uma fonte que tem água com efeitos místicos ou coisa do gênero, obviamente eu e meus amigos bebemos.
Depois descemos a rua comercial do templo e inventei de comer aquele pepino no espeto que aparece em anime e sempre comem no verão... e só quando dei a primeira mordida que me dei conta que é um tsukemono mas de PEPINO INTEIRO, comi o pepinão sofrendo, o negócio é muito azedo.
Depois de explorar (bem) os arredores do Kiyomizudera a gente foi pro Palácio Imperial de Kyoto... era esse o plano pelo menos, o negócio tava fechado (acho que era domingo) e já era 13h! A gente tava morrendo de fome. Eu dei a ideia de comer hamburguer, mas não de rede, então achamos um restaurante perto do palácio: o Olu Burger.
| Olu Burger em toda sua glória (foto do Pedro) |
Caros leitores e leitoras, pra tudo o que comemos nesta viagem eu recomendo muito vocês experimentarem os pratos, não necessariamente os restaurantes, porque não comemos em nenhum lugar específico onde a forma que o restaurante em específico fazia alguma diferença. O Gyukatsu era bom mas muitos lugares faziam igual, o kaisendon idem, mas esse hamburguer? Puta que pariu.
Foi o melhor hamburguer que comi na vida, simples assim. O pão é claramente feito no restaurante e a carne era 100% wagyu puta que pariuuuuuuuuuuuu. Muito bom. Recomendo fortemente que vocês comam no Olu Burger se forem pra Kyoto, queria eu estar sendo pago pra fazer essa divulgação, mas realmente foi uma experiência incrível.
Bem, terminada e experiência transcendental de comer no Olu Burger, cada um foi pra um lugar, era a tarde livre antes da gente ir pra Osaka.
Eu queria conhecer a Universidade de Kyoto (Kyodai), sim, por causa de Tatami Galaxy mas lá é também onde o Genji e a Yui do Evangelion estudaram, além de ser relativamente perto de onde a gente tava.
![]() |
| A famosa árvore e a torre do relógio da Kyodai |
A Universidade de Kyoto é bem parecida com a Universidade de Tokyo: as duas são bem urbanas e têm um campus bem denso, eu já falei isso quando escrevi sobre a Universidade de Tokyo mas reforço: a USP não tem nada a ver com as duas, se eu demorava meia hora saindo da Poli indo pro bandejão central, em 40 minutos você consegue cruzar o campus todo dessas duas universidades. Eu sinceramente preferiria que o campus da USP fosse assim, ainda mais a parte de ser mais urbano e perto do transporte público, mas vejo valor também na Cidade Universitária como ela é.
Enfim, na ida pra Kyodai eu vi o famoso delta do Kamogawa, lugar onde os estudantes da Kyodai e jovens em geral da região vão pra descontrair.
![]() |
| Delta do Kamogawa, um dos meus lugares favoritos nessa viagem. |
O delta do Kamogawa e suas margens são um espaço bem maneiro de socialização. O delta em especial é um parque, tinha um monte de casais e famílias curtindo o clima meio ameno de fim de outono, tinha rodinha de violão e nas margens do rio eu vi pelo menos três bandas de jazz ensaiando.
![]() |
| Eu pulei essas pedrinhas pra chegar no meio, o rio é bem raso |
Pode ser meus rose-tinted-glasses de turista mas porra, que lugar legal. Eu tinha passado num Seven Eleven e peguei um potinho de Calbee Jagariko e um chá pra aproveitar o Delta, então me acomodei numa encosta com grama e fiquei lá curtindo o clima por umas horinhas, até botei um alarme pra tirar uma sonequinha de 20 minutos porque o clima tava muito incrível pra deixar passar.
No verão eu sei que a galera bota cadeira no meio do rio e fica lá curtindo a água, que inveja! A água é bem rasa então imagino que seja um lugar bacana pra ir com família e amigos.
O rio Kamo (ou Kamogawa, gawa/kawa é rio em japonês) corta Kyoto inteira, e por toda sua extensão a margem tem toda uma estrutura pro pessoal andar e ciclofaixas, acho que essa integração só é possível porque o rio é ridiculamente raso na maioria do ano mas é algo que a gente não vê em Tokyo por exemplo, o Kamogawa é mais charmoso e tem um papel mais social que o Sumida/Tama/Arakawa.
Enfim, como era nosso último dia em Kyoto, decidi fazer umas compras, rumei pra Kawaramachi que é a rua comercial (queria achar coisa na Uniqlo). Achei o famoso moletom do Gengar da Uniqlo e uma camiseta do Chainsaw Man!!!
Enfim, nisso chamei meus amigos pra comprar essas roupas de collab da Uniqlo (que em Tokyo não tínhamos achado) e rumamos de volta pro hostel, o jantar do dia foi bento do Supermercado. No dia seguinte a gente ia rumar pra Osaka.
Kyoto foi a parte que mais me surpreendeu na viagem, eu esperava que seria uma cidade 100% histórica mas ela tem uma vida social bem ativa e a cidade em si é super charmosa, o foda é que as linhas de trem não se comparam com Tokyo, muitos pontos turísticos exigem que você pegue ônibus ou ande pra caralho mas assim, ainda é bem melhor que São Paulo por exemplo, é só que Tokyo que é fora da curva mesmo. As comidas são deliciosas, o supermercado do lado do hostel foi o melhor que frequentamos nessa viagem (te amamos, Fresco!) e o hostel também foi talvez o melhor que ficamos. Eu acho que conseguimos fazer tudo o que queríamos mas na próxima vez eu queria explorar mais algumas coisas, amei de verdade essa cidade. Eu nem sou fã de coisas históricas assim mas é uma cidade que usa a história pra construir algo bacana que não fica na mesmice de só visitar templo e castelo.
E é isso, pessoal! Como ficamos só três dias em Osaka, vou tentar botar Osaka inteira num post só.
vlwflw té mais!









Nenhum comentário:
Postar um comentário