Ontem fez um ano da morte do meu amigo Romito, e por mais que eu achasse que, inevitavelmente, me esqueceria dele cedo ou tarde, tem um memento dele que vejo todo dia antes de sair de casa: uma garrafa de vodka Balalaika que ele deixou na minha casa nos meados de 2016.
Eu odeio festas, não gosto de qualquer bebida destilada e não sou muito fã de qualquer droga (por mais que você pense o contrário quando lê este blog), mas eu tinha uma curiosidade genuína em conhecer uma festa da FFLCH. Depois de experiências broxantes em algumas festas da Poli eu achava que minha vibe era mais humanas e menos playsson, foi nessa que eu e meus amigos da TdT decidimos ir numa festa da FFLCH.
Como toda boa festa, o esquenta foi no meu apê. O Romito chegou portando umas 10 garrafas, dentre Balalaikas, Catuabas e uma motherfuckin' Para Tudo! (que deve ter sido a pior substância que já ingeri na vida), a gente achou que aquilo tudo overkill então deixamos uma garrafa de Balalaika no armário de destilados aqui (que por sinal não toco faz alguns meses). A festa foi legal e tal, aposto que escrevi um post descrevendo-a à exaustão, mas acho que foi uma das últimas lembranças que tenho dele antes da hospitalização, lembro de uma ocasião quando cobrei dele uma dívida antiga e ele falou que a garrafa de Balalaika era o pagamento.
Como a gente nunca foi do tipo de trocar presentes, a garrafa de Balalaika acabou sendo um dos únicos mementos materiais que tenho dele hoje, já pensei diversas vezes sobre o que fazer com a garrafa: acabar com ela numa data especial junto com o pessoal da TdT em homenagem ao Romito ou simplesmente deixá-la no cantinho especial como uma lembrança para sempre? Passar ela pra frente pra outro membro da TdT ou ficar comigo? Eu já não sei e acho que esse pode ser um assunto a se discutir em uma noite fria enquanto comemos no SukiYa na São Joaquim.
Lembro até hoje que desde os tempos do ensino médio, uma das minhas fantasias para a faculdade era voltar de uma festa dirigindo (sóbrio obviamente) e parar com toda a TdT no SukiYa lá pelas 3h da matina pra um Gyu Don Negui Tama M com Kara Ague e uma Coca gelada, lá discutiríamos a vida amorosa de um, o sucesso acadêmico de outro, a falta de noção de mais outro mas no final, debruçados sobre tigelas enormes de porcelana com restos de arroz, nos sentiríamos em casa e com um pouco de saudades dos tempos menos complicados do Ensino Médio.
15 anos de blog e continuo escrevendo a mesma besteira de sempre, consistência é chave mermão. Os erros de português ocasionais são propositais, aqui somos contra o uso de IA pra escrever posts.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
terça-feira, 15 de maio de 2018
Porque venero a voz da Chiaki Sato
Eu ia postar alguma coisa pro dia das mães e não deu, tive prova no dia seguinte, mas fica aí um abraço pras mães dos leitores deste blog, e pras mães que leem este blog também por favor leiam algo melhor.
Se você já leu alguns posts deste magnífico blog e se deparou com postagens sobre música japonesa, com certeza você sabe de duas coisas:
Kinoko Teikoku começou com um grupo de amigos que se conheceram numa faculdade budista de ciências humanas lá perto de Tokyo, não achei direito quais cursos eles faziam mas tome o "faculdade budista" com mesmo impacto que "faculdade católica" faria aqui no Brasil. A banda se formou em 2008 e lançou a primeira demo em 2011, sendo que a vocalista Chiaki Sato lançou um EPzinho em 2010. Acho que você pode falar que a banda é uma mistura de shoegaze com Radiohead eu acho? Um indie rock mais voltado pro shoegaze em outras palavras, depois foi pra um dream pop e depois pra um indie rock genérico mas enfim.
Outro dia me perguntei: "qual é a minha cantora favorita? Sem contar composições e talento pra tocar instrumentos." e me vi forçado a falar que é a Chiaki Sato, a voz dela é limitada mas puta que pariu, que voz linda.
Ouçam essa música, puta que pariu, sempre choro (ainda mais depois que vi a letra). A voz da Chiaki Sato é tão suavinha e de certa forma andrógina que me comove.
Ouçam essa agora! Caralho, dá pra sentir ela FULL 10000%PISTOLA e a forma como ela anda na corda bamba do gritar/cantar no refrão sempre me faz gritar junto o NANKA ZENBU MENDOUKUSEEEEEEEEE (que quer dizer literalmente "FODA-SE TUDO"), não tem música melhor pra cantar quando estou puto.
E é isso que eu amava nas releases do Kinoko Teikoku: EMOÇÃO, sentir na música a tristeza dela com as desilusões da vida ou a raiva que ela sente do ex (eu estou inventando os motivos), mesmo quando a música era mais pesada pro Shoegaze (tipo Eureka) a voz da Chiaki ainda brilhava, e brilhava mais que qualquer uma, em músicas assim a voz dela toma forma de um instrumento, o canto sussurrado dela me dá calafrios sempre que ouço:
E reforço de novo a tristeza que tenho quando ouço as músicas novas da banda, são músicas que na maioria nem fazem proveito da voz da Chiaki, além de serem genéricas pra cacete.
Enfim, é isso. Tenho quase certeza que já fiz um post sobre Kinoko Teikoku mas foda-se, eu peguei pra ouvir eles de novo esses dias e deu vontade de falar sobre a voz da Chiaki Sato, que mulher.
vlwflw té mais
Se você já leu alguns posts deste magnífico blog e se deparou com postagens sobre música japonesa, com certeza você sabe de duas coisas:
- Eu idolatro a Shiina Ringo, apesar das cagadas que ela anda fazendo nos últimos álbuns;
- A maior decepção da minha vida foram os álbuns lançados pelo Kinoko Teikoku depois que eles foram pra uma major label.
Kinoko Teikoku começou com um grupo de amigos que se conheceram numa faculdade budista de ciências humanas lá perto de Tokyo, não achei direito quais cursos eles faziam mas tome o "faculdade budista" com mesmo impacto que "faculdade católica" faria aqui no Brasil. A banda se formou em 2008 e lançou a primeira demo em 2011, sendo que a vocalista Chiaki Sato lançou um EPzinho em 2010. Acho que você pode falar que a banda é uma mistura de shoegaze com Radiohead eu acho? Um indie rock mais voltado pro shoegaze em outras palavras, depois foi pra um dream pop e depois pra um indie rock genérico mas enfim.
Outro dia me perguntei: "qual é a minha cantora favorita? Sem contar composições e talento pra tocar instrumentos." e me vi forçado a falar que é a Chiaki Sato, a voz dela é limitada mas puta que pariu, que voz linda.
E é isso que eu amava nas releases do Kinoko Teikoku: EMOÇÃO, sentir na música a tristeza dela com as desilusões da vida ou a raiva que ela sente do ex (eu estou inventando os motivos), mesmo quando a música era mais pesada pro Shoegaze (tipo Eureka) a voz da Chiaki ainda brilhava, e brilhava mais que qualquer uma, em músicas assim a voz dela toma forma de um instrumento, o canto sussurrado dela me dá calafrios sempre que ouço:
Enfim, é isso. Tenho quase certeza que já fiz um post sobre Kinoko Teikoku mas foda-se, eu peguei pra ouvir eles de novo esses dias e deu vontade de falar sobre a voz da Chiaki Sato, que mulher.
vlwflw té mais
segunda-feira, 30 de abril de 2018
O que é este blog
Este blog já está fazendo sete aninhos e acho que fiquei devendo um post introdutório, vamos lá:
Olá visitante! Se você veio parar neste blog, eu só consigo pensar em três motivos:
Enfim, pra você que chegou agora só falo uma coisa: não leia os primeiros dois ou três anos deste blog, eu era um moleque serelepe COM UMA AUTO ESTIMA DA PORRA e falava muita bosta, muita bosta mesmo, só não deleto os posts por respeito às memórias que tive nesse período, vai que bato a cabeça e esqueço do meu ensino médio né.
Outra coisa é que de 2015 pra cá meus post se dividem em relatos do meu dia a dia e opiniões randômicas sobre games, animes, mangás, livros, música japonesa e, raramente, política. Eu pensei seriamente em organizar tudo por tags mas fiquei com preguiça, você vai perceber que isso é recorrente por essas terras.
Pela primeira vez desde.. muito tempo... acabei mudando um pouco o layout da sidebar ao lado, botei uns links de coisas que escrevi em outros lugares (Rate Your Music e My Anime List no caso), a lista de "Melhores álbuns já criados pela humanidade" é particularmente interessante, fui botando alguns álbuns que eu gosto (nunca mais de um por artista) e escrevendo mini-reviews, está sendo um processo legal, a lista está sempre mudando. Os outros dois links são reviews que fiz com meu inglês lastimável, não me julgue. Acho que vou linkar este post aí no lado também.
Aliás, se você chegou aqui pela música japonesa por favor me add no last.fm e no RYM, meu username nos dois é tesslakane. É foda como é difícil achar gente pra discutir a genialidade da Shiina Ringo ou a raiva sentida depois do Kinoko Teikoku ter fugido do shoegaze no álbum que eles lançaram em 2014, normies nunca entenderão essa dor.
Pois bem, eu criei esse blog pra escrever merda mesmo, por isso não fico divulgando aos quatro ventos (apesar de eu ter botado links no meu perfil do FB, Instagram e RYM) e é por isso também que as postagens aqui falam de assuntos tão desconexos, não bastasse meu dia a dia monótono, tenho ainda que falar de música japonesa underground! Eu estou praticamente pedindo pro pessoal não ler essa merda.
Valeu, falou.
Me chamem pra beber uma cerveja ou tomar um café.
Olá visitante! Se você veio parar neste blog, eu só consigo pensar em três motivos:
- Você me conhece e ficou curioso em ver as besteiras que escrevo online;
- Você chegou aqui através do Google, procurando alguma coisa sobre música japonesa alternativa;
- Você estava procurando alguém falando mal da, ó grandiosa e ilustríssima, Escola Politécnica da USP.
Enfim, pra você que chegou agora só falo uma coisa: não leia os primeiros dois ou três anos deste blog, eu era um moleque serelepe COM UMA AUTO ESTIMA DA PORRA e falava muita bosta, muita bosta mesmo, só não deleto os posts por respeito às memórias que tive nesse período, vai que bato a cabeça e esqueço do meu ensino médio né.
Outra coisa é que de 2015 pra cá meus post se dividem em relatos do meu dia a dia e opiniões randômicas sobre games, animes, mangás, livros, música japonesa e, raramente, política. Eu pensei seriamente em organizar tudo por tags mas fiquei com preguiça, você vai perceber que isso é recorrente por essas terras.
Pela primeira vez desde.. muito tempo... acabei mudando um pouco o layout da sidebar ao lado, botei uns links de coisas que escrevi em outros lugares (Rate Your Music e My Anime List no caso), a lista de "Melhores álbuns já criados pela humanidade" é particularmente interessante, fui botando alguns álbuns que eu gosto (nunca mais de um por artista) e escrevendo mini-reviews, está sendo um processo legal, a lista está sempre mudando. Os outros dois links são reviews que fiz com meu inglês lastimável, não me julgue. Acho que vou linkar este post aí no lado também.
Aliás, se você chegou aqui pela música japonesa por favor me add no last.fm e no RYM, meu username nos dois é tesslakane. É foda como é difícil achar gente pra discutir a genialidade da Shiina Ringo ou a raiva sentida depois do Kinoko Teikoku ter fugido do shoegaze no álbum que eles lançaram em 2014, normies nunca entenderão essa dor.
Pois bem, eu criei esse blog pra escrever merda mesmo, por isso não fico divulgando aos quatro ventos (apesar de eu ter botado links no meu perfil do FB, Instagram e RYM) e é por isso também que as postagens aqui falam de assuntos tão desconexos, não bastasse meu dia a dia monótono, tenho ainda que falar de música japonesa underground! Eu estou praticamente pedindo pro pessoal não ler essa merda.
Valeu, falou.
Me chamem pra beber uma cerveja ou tomar um café.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
A arte de preferir o material impresso
Eu sempre fui um preguiçoso, tenho quase certeza que pra qualquer pessoal que você perguntar "qual foi a primeira impressão que você teve do Yoiti?" A resposta certamente conterá as palavras "preguiçoso" ou "folgado", o que não está errado pra falar a verdade.
Mas aí que tá, eu sempre tive um certo receio de assistir algo ao invés de ler, eu odeio assistir séries, raramente vejo animês e filmes precisam ser muito bons pra que eu me dê o trabalho pra ver. Agora com mangá e livros a história é outra, por incrível que pareça, tem uma caralhada de livro que acabei comprando só pela capa (Pelos Olhos de Maisie) ou pelo nome (A Insustentável Leveza do Ser), além de outros que comprei só porque tinha ouvido falar que eram bons e nem tinha visto a sinopse (Cem Anos de Solidão) e ainda tem os do Murakami que comprei praticamente às cegas depois de ter lido Norwegian Wood. No caso dos mangás, bem, digamos que meus hábitos sãoBEM mais impulsivos.
Porque eu prefiro o material impresso? Por uma série de razões pra ser sincero.
No caso dos animês/mangás é porque quando leio o mangá dá pra ler no ritmo que eu quiser, pra apreciar a arte do desenho e ver detalhes que, por mais que o animê seja bem feito, você nunca notaria normalmente. Tipo os filmes do Shinkai "wow que background!", cara, ce já leu Otoyomegatari? Ou Nausicaa? Ou até mesmo a merda do Platinum End (que tem uma arte linda mas uma história bem bosta)? Por mais que a produção de animês agora esteja 100x melhor do que na época que eu acompanhava uma caralha de anime (lá pelos idos de 2010), eles nunca vão chegar no patamar de mangás (bem feitos) desenhados à mão, o nível de detalhamento é bem diferente porque né, não dá pra ficar pausando pra apreciar cada frame de um anime.
No caso dos filmes e séries, eu não curto por preguiça, filme blockbuster acho sempre mais do mesmo e tem que ser uma coisa bem excepcional ou muito aleatória pra me fazer ter o trabalho de assistir, é essa a razão pela qual o único seriado que assisti inteiro (pelo menos até agora) foi Narcos, era sobre um assunto que me interessava e tinha o Wagner Moura falando portunhol, como não gostar?
Minha relação com livros vocês já devem saber, é um negócio periódico que nunca sei quando vai acontecer, eu consigo ficar meses sem tocar um livro mas quando estou na vibe eu leio uns 10 livros num mês. Acho que o que eu mais gosto nos livros é como eles ainda são o melhor meio pra desenvolver personagens, nem filmes, nem série, nem animê e nem mangá conseguiu chegar no grau de detalhamento que os livros conseguem dar a um personagem.
Afinal, o que são as waifus dos mangás comparadas às waifus que tenho do mundo literário? Por exemplo: Sumire (Minha querida Sputnik), Yuki (Dance Dance Dance), Julia (1984), Sabina e Tereza (Insustentável Leveza do Ser), Loli- TO ZOANDO GALERA, TO ZOANDO.
Enfim, livros são do caralho mas também são foda de se dedicar, uma história que te tomaria no máximo 2h num filme acaba levando boa parte de uma semana nas páginas de um livro, o lado bom é que dá pra ler nos metrôs dá vida, a não ser que você esteja lendo James Joyce. E acho que livro é o meio que mais tem obras que dei 10/10, foram sete livros e um conto que receberam 10 na escala Yoiti:
Pois bem, estão aí minhas razões pra preferir mangás/livros ao invés de filme/anime/série, a disputa pode ficar mais interessante se botarmos games no meio... mas acho melhor deixar essa pra próxima.
vlwflw té mais
Mas aí que tá, eu sempre tive um certo receio de assistir algo ao invés de ler, eu odeio assistir séries, raramente vejo animês e filmes precisam ser muito bons pra que eu me dê o trabalho pra ver. Agora com mangá e livros a história é outra, por incrível que pareça, tem uma caralhada de livro que acabei comprando só pela capa (Pelos Olhos de Maisie) ou pelo nome (A Insustentável Leveza do Ser), além de outros que comprei só porque tinha ouvido falar que eram bons e nem tinha visto a sinopse (Cem Anos de Solidão) e ainda tem os do Murakami que comprei praticamente às cegas depois de ter lido Norwegian Wood. No caso dos mangás, bem, digamos que meus hábitos são
Porque eu prefiro o material impresso? Por uma série de razões pra ser sincero.
No caso dos animês/mangás é porque quando leio o mangá dá pra ler no ritmo que eu quiser, pra apreciar a arte do desenho e ver detalhes que, por mais que o animê seja bem feito, você nunca notaria normalmente. Tipo os filmes do Shinkai "wow que background!", cara, ce já leu Otoyomegatari? Ou Nausicaa? Ou até mesmo a merda do Platinum End (que tem uma arte linda mas uma história bem bosta)? Por mais que a produção de animês agora esteja 100x melhor do que na época que eu acompanhava uma caralha de anime (lá pelos idos de 2010), eles nunca vão chegar no patamar de mangás (bem feitos) desenhados à mão, o nível de detalhamento é bem diferente porque né, não dá pra ficar pausando pra apreciar cada frame de um anime.
No caso dos filmes e séries, eu não curto por preguiça, filme blockbuster acho sempre mais do mesmo e tem que ser uma coisa bem excepcional ou muito aleatória pra me fazer ter o trabalho de assistir, é essa a razão pela qual o único seriado que assisti inteiro (pelo menos até agora) foi Narcos, era sobre um assunto que me interessava e tinha o Wagner Moura falando portunhol, como não gostar?
Minha relação com livros vocês já devem saber, é um negócio periódico que nunca sei quando vai acontecer, eu consigo ficar meses sem tocar um livro mas quando estou na vibe eu leio uns 10 livros num mês. Acho que o que eu mais gosto nos livros é como eles ainda são o melhor meio pra desenvolver personagens, nem filmes, nem série, nem animê e nem mangá conseguiu chegar no grau de detalhamento que os livros conseguem dar a um personagem.
Afinal, o que são as waifus dos mangás comparadas às waifus que tenho do mundo literário? Por exemplo: Sumire (Minha querida Sputnik), Yuki (Dance Dance Dance), Julia (1984), Sabina e Tereza (Insustentável Leveza do Ser), Loli- TO ZOANDO GALERA, TO ZOANDO.
Enfim, livros são do caralho mas também são foda de se dedicar, uma história que te tomaria no máximo 2h num filme acaba levando boa parte de uma semana nas páginas de um livro, o lado bom é que dá pra ler nos metrôs dá vida, a não ser que você esteja lendo James Joyce. E acho que livro é o meio que mais tem obras que dei 10/10, foram sete livros e um conto que receberam 10 na escala Yoiti:
- Stoner (John Williams)
- Norwegian Wood (Haruki Murakami)
- O Mestre e Margarida (Mikhail Bulgakov)
- Apanhador no Campo de Centeio (J. D. Salinger)
- 1984 (George Orwell)
- Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez)
- O Grande Gatsby (Francis Scott Fitzgerald)
- Os Mortos (James Joyce), esse é conto aliás.
Pois bem, estão aí minhas razões pra preferir mangás/livros ao invés de filme/anime/série, a disputa pode ficar mais interessante se botarmos games no meio... mas acho melhor deixar essa pra próxima.
vlwflw té mais
sábado, 7 de abril de 2018
Legend of the Galactic Heroes e um reflexo da nossa sociedade atual, um estudo sobre
Eu deveria estar dormindo ou estudando agora mas eu também fiquei com vontade de escrever coisas, logo cá estou eu.
Está começando a season de provas na Poli então não tenho muitas notícias desse front AINDA, logo mais você vai ver por aqui algumas reclamações, como sempre.
Enfim, eu queria falar sobre meu anime favorito: The Legend of the Galactic Heroes (ou simplesmente LOGH), que recentemente ganhou um remake, de qualidade questionável mas acho que de suma importância pros tempos em que vivemos.
LOGH trata de uma guerra entre duas nações espaciais: A Aliança dos Planetas Livres (ou Free Planets Alliance, FPA) que tem como protagonista Yang Wen-Li, um estrategista nato que na verdade queria ter se tornado um historiador, e o Império Galáctico (que chamarei aqui simplesmente de Império) que é comandado por Reinhard von Lohengramm, um prodígio almirante extremamente ambicioso.
O anime original da década de 80 era genial por focar não somente nos personagens principais do anime mas também em pessoas normais de ambos os lados da guerra, o que acaba sendo bem imparcial e não pinta qualquer um dos lados de "vilão" do anime, junte a isso o fato da soundtrack ser composta por horas de música clássica executadas por grandes orquestras do mundo todo e à duração do anime: dois filmes, 110 episódios da série principal e mais 50 de extras (famoso Gaiden). É uma puta obra de arte.
Pra começar o anime já deixa claro que o narrador onisciente é um historiador que está revisando os fatos descritos ali de um futuro distante, aí já vemos que não será seu anime de quarta a tarde.
De início você já percebe as shortcomings dos dois lados: enquanto a FPA sofre com a burocracia de um sistema democrático falho e corrupto, além da incompetência dos oficiais do alto escalão que jogam fora milhares de vidas de soldados e civis, o Império carrega uma herança aristocrática onde sua posição na hierarquia militar é definida pela sua linhagem e não pelo mérito próprio além de né, ser uma porra duma autocracia.
Em diversos pontos na trama é debatido se o sistema democrático é melhor que o autocrático e vice versa e apesar da tendência em se retratar melhor uma democracia que uma monarquia, no LOGH a democracia é uma merda e o Império acaba sendo o exemplo de uma monarquia realmente boa, com indícios de uma futura constituição (lá pelos últimos episódios da série tho).
Mas enfim, porque resolvi escrever sobre LOGH agora? É que tem muita lição boa que dá pra tirar do anime (ainda mais do casa de fracasso da FPA como democracia):
LOGH é totalmente centrado nos personagens, apesar da história de proporções épicas, a cereja do bolo é o elenco de mais de 30 personagens principais, todos com os melhores dubladores da época e com screentime decente, ver as interações extremamente formais entre almirantes do Império e o trash-talk entre soldados da FPA é uma das coisas mais gratificantes de se assistir este anime.
Outra coisa que amo é como os personagens do Império possuem todos nomes bizarramente germânicos:
ERNST VON EISENACH.
AUGUST SAMUEL WAHLEN.
Não tá aí mas meu favorito é o WILLIBALD JOACHIM VON MERKATZ.
Por fim eu só queria falar mesmo que só toquei aqui em um dos pontos do anime, que é a política, tem ainda a estratégia militar, a realidade da guerra do ponto de vista das pessoas normais (civis e militares de baixa patente), os personagens (que na minha opinião é o ponto forte do anime), os dubladores (que eram os melhores da época com certeza) e a soundtrack com uma caralhada de música clássica.
Enfim, recomendo pra todo mundo esse anime, agora que tão lançando o remake é uma boa hora pra dar uma olhada, acho que o remake não vai superar o original mas é melhor que nada.
vlwflw té mais
Está começando a season de provas na Poli então não tenho muitas notícias desse front AINDA, logo mais você vai ver por aqui algumas reclamações, como sempre.
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| Remake que está sendo lançado neste ano |
Enfim, eu queria falar sobre meu anime favorito: The Legend of the Galactic Heroes (ou simplesmente LOGH), que recentemente ganhou um remake, de qualidade questionável mas acho que de suma importância pros tempos em que vivemos.
LOGH trata de uma guerra entre duas nações espaciais: A Aliança dos Planetas Livres (ou Free Planets Alliance, FPA) que tem como protagonista Yang Wen-Li, um estrategista nato que na verdade queria ter se tornado um historiador, e o Império Galáctico (que chamarei aqui simplesmente de Império) que é comandado por Reinhard von Lohengramm, um prodígio almirante extremamente ambicioso.
O anime original da década de 80 era genial por focar não somente nos personagens principais do anime mas também em pessoas normais de ambos os lados da guerra, o que acaba sendo bem imparcial e não pinta qualquer um dos lados de "vilão" do anime, junte a isso o fato da soundtrack ser composta por horas de música clássica executadas por grandes orquestras do mundo todo e à duração do anime: dois filmes, 110 episódios da série principal e mais 50 de extras (famoso Gaiden). É uma puta obra de arte.
Pra começar o anime já deixa claro que o narrador onisciente é um historiador que está revisando os fatos descritos ali de um futuro distante, aí já vemos que não será seu anime de quarta a tarde.
De início você já percebe as shortcomings dos dois lados: enquanto a FPA sofre com a burocracia de um sistema democrático falho e corrupto, além da incompetência dos oficiais do alto escalão que jogam fora milhares de vidas de soldados e civis, o Império carrega uma herança aristocrática onde sua posição na hierarquia militar é definida pela sua linhagem e não pelo mérito próprio além de né, ser uma porra duma autocracia.
Em diversos pontos na trama é debatido se o sistema democrático é melhor que o autocrático e vice versa e apesar da tendência em se retratar melhor uma democracia que uma monarquia, no LOGH a democracia é uma merda e o Império acaba sendo o exemplo de uma monarquia realmente boa, com indícios de uma futura constituição (lá pelos últimos episódios da série tho).
Mas enfim, porque resolvi escrever sobre LOGH agora? É que tem muita lição boa que dá pra tirar do anime (ainda mais do casa de fracasso da FPA como democracia):
- Tem político com boas intenções que acaba fazendo bosta;
- É fácil mandar teu exército pra morrer em guerras sem sentido quando você tá confortável em casa;
- Nem sempre o povo sabe o que é melhor pra ele (não querendo defender a autocracia... mas as vezes o povo é burro);
- Sob a ameaça de um inimigo poderoso o governo investe nas forças armadas mas pra suprimir o próprio povo, mesmo em certas democracias;
- Em uma democracia, a responsabilidade dos atos de um governo recai sobre o povo que o elegeu, e este acaba sendo o maior pecado da autocracia: tirar o peso da responsabilidade da escolha de um povo;
- Um bom governante de um regime totalitário não justifica o risco de aparecer um megalomaníaco depois (isso pode ser justificado pela sequência de bons imperadores de Roma que foi sucedida pelo porra loca do Cômodo);
- A política se vinga daquele que a subestima.
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| Alguns dos personagens principais de LOGH |
LOGH é totalmente centrado nos personagens, apesar da história de proporções épicas, a cereja do bolo é o elenco de mais de 30 personagens principais, todos com os melhores dubladores da época e com screentime decente, ver as interações extremamente formais entre almirantes do Império e o trash-talk entre soldados da FPA é uma das coisas mais gratificantes de se assistir este anime.
Outra coisa que amo é como os personagens do Império possuem todos nomes bizarramente germânicos:
ERNST VON EISENACH.
AUGUST SAMUEL WAHLEN.
Não tá aí mas meu favorito é o WILLIBALD JOACHIM VON MERKATZ.
Por fim eu só queria falar mesmo que só toquei aqui em um dos pontos do anime, que é a política, tem ainda a estratégia militar, a realidade da guerra do ponto de vista das pessoas normais (civis e militares de baixa patente), os personagens (que na minha opinião é o ponto forte do anime), os dubladores (que eram os melhores da época com certeza) e a soundtrack com uma caralhada de música clássica.
Enfim, recomendo pra todo mundo esse anime, agora que tão lançando o remake é uma boa hora pra dar uma olhada, acho que o remake não vai superar o original mas é melhor que nada.
vlwflw té mais
domingo, 18 de março de 2018
Violet Evercryden
Eu tava fazendo um post sobre uma nostalgia que me atacou do meio do nada e por isso fiquei umas boas 4h procurando música de abertura de anime do começo dos anos 2000 MAS acabei seguindo a indicação de um amigo meu e assisti os episódios que saíram de Violet Evergarden até agora e rapaz...
CHOREI PRA CARALHO, PRA CARALHO
Nunca na minha vida eu tinha chorado tanto pra um pedaço de ficção quanto chorei pro episódio 10 desse anime, puta que pariu, não foram simplesmente lágrimas silenciosas não senhor, chorei de soluçar pra essa porra. O anime até então tava bem meh, o episódio 7 me fez chorar um pouquinho mas ainda tava tudo sob controle ainda, chega no 10 e sussa: a storyline já era bem manjada pra falar a verdade mas puta que pariu, que soco no estômago do caralho, vai se foder.
Até hoje a coisa que mais tinha me feito chorar tinha sido o game To The Moon (que recomendo pra geral) e de uns tempos pra cá eu ando chorando pra qualquer merda, até pro trailer do Final Fantasy XV eu chorei, pena que o game final ficou uma merda.
Enfim, se recomendo Violet Evergarden? Hmmmmm, eu achei o anime bem médio e ele tá constantemente tentando te fazer chorar de uma forma bem óbvia, vamo ver como ele vai terminar pra dar um veredito.
Vou lá estudar termo, espero passar das coisa nesse ano.
vlwflt té mais
CHOREI PRA CARALHO, PRA CARALHO
Nunca na minha vida eu tinha chorado tanto pra um pedaço de ficção quanto chorei pro episódio 10 desse anime, puta que pariu, não foram simplesmente lágrimas silenciosas não senhor, chorei de soluçar pra essa porra. O anime até então tava bem meh, o episódio 7 me fez chorar um pouquinho mas ainda tava tudo sob controle ainda, chega no 10 e sussa: a storyline já era bem manjada pra falar a verdade mas puta que pariu, que soco no estômago do caralho, vai se foder.
Até hoje a coisa que mais tinha me feito chorar tinha sido o game To The Moon (que recomendo pra geral) e de uns tempos pra cá eu ando chorando pra qualquer merda, até pro trailer do Final Fantasy XV eu chorei, pena que o game final ficou uma merda.
Enfim, se recomendo Violet Evergarden? Hmmmmm, eu achei o anime bem médio e ele tá constantemente tentando te fazer chorar de uma forma bem óbvia, vamo ver como ele vai terminar pra dar um veredito.
Vou lá estudar termo, espero passar das coisa nesse ano.
vlwflt té mais
domingo, 4 de março de 2018
Gamer é o termo mais retardado que já se criou na Internet
De uns tempos pra cá meu interesse por videogames anda numa decrescente nunca antes vista.
Pra começar eu nunca fui muito fã dos jogos multiplayer, joguei poucos MMORPGs quando Ragnarok estava no auge (lá pelos idos de 2005~2007) e me aventurei na terra dos Fighting Games competitivos durante meu ensino médio (e até hoje sei a diferença entre os botões Sanwa, Seimitsu e Happ) mas nunca fui muito fã de jogar com/contra outras pessoas, acho que é divertido um splitscreen com seus amigos ou uma run coop de Diablo por exemplo, mas com pessoas que não conheço? Meh.
Sempre levei os games como sendo uma forma de arte com nada a dever à literatura ou ao cinema, por isso sempre priorizei os jogos com bom storytelling e uma trama no mínimo interessante, e foi daí também que surgiu meu caso de paixão com visual novels, mas isso é papo pra outro post. Assim, desde a mais tenra idade, os jogos que eram presunçosos o suficiente para se classificarem como sendo "obras de arte" acabam me atraindo: Ico, Shadow of the Colossus, Katamari, Okami, etc. SIM, EU SEMPRE FUI UM HIPSTER DO CARALHO.
Enfim, desde que entrei na Poli o tempo que uso pra me dedicar aos videojuegos caiu drasticamente, agora eu só pego um jogo longo logo depois de um período de provas e rusho ele como se não tivesse amanhã, Persona 5 eu terminei em incríveis 78h em duas semanas onde minha rotina se limitava a acordar-ir pra Poli-voltar pra casa-jogar-dormir, foi bizonho e foi quando comecei a tacar o foda-se pra minha barba, realmente uma experiência única, fiz a mesma coisa com Nier Automata, mas aí foram uns 3 dias onde pude ter uma experiência bem mais agradável já que o jogo era curtinho (mesmo tendo 25 finais diferentes... peguei os 5 principais pelo menos).
Mas aí que tá, Persona 5 é um jogo pra você mergulhar de cabeça e curtir, não rushar, terminei o jogo com uns personas fraquíssimos e acabei nem tocando num guia pra ver como conseguia fundir uns personas decentes, quando zerei P3 Portable eu tinha amado ter feito aquela sequência de fusões de Alice-Thanatos-Messiah, acho que devo ao Persona 5 uma run decente ainda.
Esse negócio todo de rushar os jogos acabou fazendo com que eu me sentisse numa obrigação de zerar os jogos que compro, assim acaba que o que era pra ser leisure time acaba se tornando uma maratona de apertar X até meu dedão ficar vermelho, isso não se faz quando você quer aproveitar o jogo. Aí acabou mesmo que eu voltei a ler pra aproveitar meu tempo livre, agora só jogo mesmo quando sai games que realmente não posso perder (um novo RPG por exemplo), jogar por jogar pra passar o tempo acabou ficando meio pointless pra mim.
Se eu julgo quem é viciado em joga? Nem um pouco, os videogames têm um apelo muito grande: não é um meio que você fica totalmente passivo como nas séries/filmes/animes, e dá menos trabalho que ler livros, se eu não tivesse enjoado da mesmisse pelo qual passam os jogos hoje, ainda estaria viciado nessas coisas.
Pois bem, é isso ae
vlwflw té mais
Pra começar eu nunca fui muito fã dos jogos multiplayer, joguei poucos MMORPGs quando Ragnarok estava no auge (lá pelos idos de 2005~2007) e me aventurei na terra dos Fighting Games competitivos durante meu ensino médio (e até hoje sei a diferença entre os botões Sanwa, Seimitsu e Happ) mas nunca fui muito fã de jogar com/contra outras pessoas, acho que é divertido um splitscreen com seus amigos ou uma run coop de Diablo por exemplo, mas com pessoas que não conheço? Meh.
Sempre levei os games como sendo uma forma de arte com nada a dever à literatura ou ao cinema, por isso sempre priorizei os jogos com bom storytelling e uma trama no mínimo interessante, e foi daí também que surgiu meu caso de paixão com visual novels, mas isso é papo pra outro post. Assim, desde a mais tenra idade, os jogos que eram presunçosos o suficiente para se classificarem como sendo "obras de arte" acabam me atraindo: Ico, Shadow of the Colossus, Katamari, Okami, etc. SIM, EU SEMPRE FUI UM HIPSTER DO CARALHO.
Enfim, desde que entrei na Poli o tempo que uso pra me dedicar aos videojuegos caiu drasticamente, agora eu só pego um jogo longo logo depois de um período de provas e rusho ele como se não tivesse amanhã, Persona 5 eu terminei em incríveis 78h em duas semanas onde minha rotina se limitava a acordar-ir pra Poli-voltar pra casa-jogar-dormir, foi bizonho e foi quando comecei a tacar o foda-se pra minha barba, realmente uma experiência única, fiz a mesma coisa com Nier Automata, mas aí foram uns 3 dias onde pude ter uma experiência bem mais agradável já que o jogo era curtinho (mesmo tendo 25 finais diferentes... peguei os 5 principais pelo menos).
Mas aí que tá, Persona 5 é um jogo pra você mergulhar de cabeça e curtir, não rushar, terminei o jogo com uns personas fraquíssimos e acabei nem tocando num guia pra ver como conseguia fundir uns personas decentes, quando zerei P3 Portable eu tinha amado ter feito aquela sequência de fusões de Alice-Thanatos-Messiah, acho que devo ao Persona 5 uma run decente ainda.
Esse negócio todo de rushar os jogos acabou fazendo com que eu me sentisse numa obrigação de zerar os jogos que compro, assim acaba que o que era pra ser leisure time acaba se tornando uma maratona de apertar X até meu dedão ficar vermelho, isso não se faz quando você quer aproveitar o jogo. Aí acabou mesmo que eu voltei a ler pra aproveitar meu tempo livre, agora só jogo mesmo quando sai games que realmente não posso perder (um novo RPG por exemplo), jogar por jogar pra passar o tempo acabou ficando meio pointless pra mim.
Se eu julgo quem é viciado em joga? Nem um pouco, os videogames têm um apelo muito grande: não é um meio que você fica totalmente passivo como nas séries/filmes/animes, e dá menos trabalho que ler livros, se eu não tivesse enjoado da mesmisse pelo qual passam os jogos hoje, ainda estaria viciado nessas coisas.
Pois bem, é isso ae
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