Dia 8/11 - Localizações do filme do Chainsaw Man em Jimbocho e Shows em Shinjuku
Esse dia foi o mais planejado da viagem (pelo menos por mim). O dia começou comigo indo pra Jimbocho, famoso bairro das livrarias em Tokyo, pra tirar fotos de localizações que aparecem no filme do Chainsaw Man.
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| Escadaria que aparece no filme do Chainsaw Man. |
Jimbocho é um bairro mais residencial, ele é famoso pelas livrarias de usados, que chamamos de sebo por aqui, mas entrando pra além das avenidas você só vê uns comércios menores e residências. É um bairro bacana mas não entrou na minha lista de favoritos.
Eu fui pra ver as localizações do filme do Chainsaw Man e fui meio guiado por uns reels que tinha visto na noite anterior, então tem uns lugares que achei meio meteção de louco, falaram que uma cabine telefônica era a que aparecia no filme mas ela no fim não tinha nada a ver, a escadaria era o lugar mais certo mesmo, e o café acho que também. O engraçado foi ver que em todos os lugares que eram minimamente especulados que inspiraram localizações no filme tinham flores aos montes deixadas por fãs.
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| Café que, supostamente, inspirou o Café que aparece no filme do Chainsaw Man, note as garrafas com flores de fãs. |
Eu sinceramente deixaria flores pelo menos no café ou na escadaria. É paia? Com certeza, mas porra se a morte da Reze não me afetou.
Enfim, depois de pay my respects era hora do principal: ver meus shows.
Eu queria ver pelo menos uma banda nessa viagem pro Japão, e num dia aleatório eu tava vendo a agenda de uma cantora que gosto (Lovely Summer Chan) e vi que ela ia tocar num festival, fui ver a lineup e quase caí pra trás:
| Grade do Shin Onsai |
Yeye!! Lovely Summer chan!!! Ohzora Kimishima!!!!! Odotte Bakkari no Kuni!!!!!1 Sunny Day Service!!!!! Shutoku Mukai!!!!!!!!!!! PORRAAAAAAAAAAAA
Eu não lembro se falei mas tinha comprado o ingresso no segundo dia da viagem numa Lawson no lado do nosso então hostel em Ueno, o sistema era de reserva e eu precisava ir no dia do show numa Lawson de novo pra efetivamente imprimir o ingresso, foi uma confusão danada porque eu não sei um puto de japonês e nenhum show que eu tinha ido em 2019 tinha sido assim, mas enfim, consegui pegar o ingresso na Lawson no lado do nosso airbnb.
Eu já falei do festival no primeiro post que fiz depois de voltar da viagem, mas em suma: era um festival onde cada casa de show funcionava como um palco e você tinha que basicamente cruzar o bairro indo de um show pra outro. Eu acho que esse tipo de festival funciona melhor em bairro menos caóticos que Shinjuku, mas no geral a experiência foi ótima, eu consegui ver artistas muito incríveis por um preço bem razoável. Os destaques foram o Ohzora Kimishima num set solo acústico fodido de incrível e Odotte Bakkari no Kuni no Shinjuku Loft quase superlotado.
Eu escrevi o post sobre o show antes dos shows da Ichiko Aoba e do Oasis mas ainda penso o mesmo que pensei naquele 8 de Novembro no Shinjuku Loft: eu nunca senti o que senti quando o Odotte Bakkari no Kuni tocou ghost. Por uma sorte descomunal, tem um mano no Twitter que filma todos os shows da banda e ele tava bem do meu lado nesse dia, e ele filmou ghost (é o terceiro vídeo).
Nesse dia, entre o show do Ohzora Kimishima e do Odotte Bakkari no Kuni eu tinha uma janela de umas 3 horas e fiquei passeando por Shinjuku, eu acabei pegando uns pôsteres de Chainsaw Man no popup store que tinha na Parco da estação, fiquei com aquela porra num show fodido de cheio depois mas deu tudo certo no final.
Mas enfim, eu ia ficar pro último show no Loft, que era de uma das bandas mais importantes do rock alternativo japonês, Sunny Day Service, mas eu tinha chorado pra caralho com Odotte Bakkari no Kuni, então decidi que já tava bom.
| Chorar pra caralho no meio de Kabukicho, não dá pra ser mais Yakuza que isso. |
Eu acabei encontrando com um amigo meu que tava por perto e fomos explorar a nova Kabukicho Tower.
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| O Shin Onsai tava com um DJ tocando bem na praça na frente da Kabukicho Tower. |
Cara, eu achei que seria uma tourist trap, e é, mas nada absurdo. Mas assim, não vale a pena ir mesmo, eu e o Pedro só ficamos lá porque tinha um bar pra gente descansar as pernas, mas pagamos um preço meio alto pra uns coquetéis meia bomba. Dentro do prédio tem uma área com restaurante meio que imitando um izakaya gigante no térreo e no andar de cima tem um arcade (só com máquina de garrinha), um monte de gachapon e umas popup stores, além do bar que ficamos, ou seja: nada que valha a pena.
O Nathan chegou e então fomos atrás da janta, eu dei a ideia de comer um yakiniku, eu tinha ouvido falar do Yakiniku Like então fomos atrás da unidade mais perto, que era em Nishishinjuku, uma andadinha de Kabukicho. O legal de Shinjuku é como muda a paisagem só de você andar ao redor da estação. Kabukicho é um inferno cheio de turista sem noção, Sanchome é o paraíso LGBT em Tokyo e Nishishinjuku é onde ficam os centros empresariais (da região pelo menos), então os comércios por lá são bem focados nos engravatados saindo do trabalho tarde.
Mas o que é o Yakiniku Like afinal? Yakiniku é um tipo de restaurante que você grelha a própria carne, geralmente é uma experiência de grupo, a mesa cabe quatro e tem uma grelha no meio, mas o Yakiniku Like só tem balcão e é INDIVIDUAL, loucura loucura loucura.
| Setup típico do Yakiniku Like (foto do Nathan) |
Aí você pede seu combinado, tem uma torneira de água filtrada na tua frente (o que é o usual no Japão) e os molhos estão espelhados pelo balcão, acho que tinha uns 6 se me lembro bem. Os preços são super convidativos e pagando uns 50 reais já dava pra botar umas fatias de wagyu, o combo sempre vinha com arroz e missoshiru e uma porção de kimchi. Assim, saía mais caro que qualquer lamen ou gyudon mas era uma refeição muito boa por um preço que não ia matar ninguém. Eu devo ter gasto uns 100 reais pra comer BEM no Yakiniko Like, por 100 conto em São Paulo você tem sorte de comer um contra filé de verdade.
Mas enfim, comemos bem e voltamos pra casa.
Dia 9/11 - Compras em Asakusa e Akihabara
Foi o dia pra conhecer Asakusa. Saímos cedo de casa e fomos a pé pra Asakusa, era realmente perto, coisa de 20 minutos andando, mas a paisagem era bem bacana.
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| Skytree vista do outro lado do rio Sumida. |
Eu comprei uma mala nova na famosa GINZA KAREN lá no Shotengai que passa pelo Sensoji, aliás, quem pagou foi o Pedro porque combinamos que meu pagamento por ter sido o planejador da viagem seria uma mala e um tênis novo, que ia dar uns 10k yen pra cada um (uns 350 reais) o que sinceramente foi um valor bem baixo pro trampo que tive, mas a ideia original era eles botarem 10k yen cada pra comprar uma figure, só que uma figure de 30k yen é algo que eu não tava pronto pra ter, muito menos pra levar pra casa (maioria é ginorme pra justificar o preço), então o combo mala + tênis me pareceu mais útil. A mala foi 10k yen.
Depois disso demos umas voltas por Asakusa e voltamos a pé pra casa, almoçamos no Mcdonalds da Skytree, me critiquem o quanto quiserem mas o Mc lá é melhor do que aqui tá.
Depois disso cada um foi pra um canto e eu fui pra Akihabara pra fazer minhas compras.
Eu andei pra caralho por Akihabara e tal e o mais engraçado que aconteceu foi quando eu tava vendo merch do Chainsaw Man no Raido Kaikan (prédio onde a máquina do tempo colide no Steins;Gate) e uns otaku começaram a puxar conversa comigo. Primeiro que os caras não acreditaram que eu era brasileiro, segundo que a comunicação tava sofrida, os maluco não sabiam um puto de inglês e meu japonês sub-N5 também não ajudava muito, ele me convidaram pra jantar mas eu tava zero afim de jantar com uns otakão japonês ME DESCULPEM mas eu não tava afim.
Depois fui comprar um óculos e não tinha meu grau lá na loja, me deram dois dias de prazo pra fazer a lente mas eu eeeeehhhhhhhhhhhh não queria perigar de deixar um óculos lá no Japão, então comprei só a armação mesmo.
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| Compras que fiz no dia lá em Akihabara, a caixinha preta é o óculos. |
Voltei pra casa e nos encontramos pra jantar. Comemos numa rede chamada PEPPER LUNCH, onde te servem uma chapa de ferro PELANDO um arroz com carne (crua) e você tem que ir mexendo ou deixando a carne chegar no ponto que você deseja. Cara, é um negócio bem diferente e achei bom até, mas não é lá algo memorável, só fui lembrar desse lugar quando fui ver onde comemos.
Dia 10/11 - Monte Fuji
Um dos dias mais esperados, o Monte Fuji!
Saímos cedo de casa pra Shinjuku, onde íamos pegar o ônibus pra Fujikawaguchiko. A gente foi pra um lugar que era um velho conhecido meu: a rodoviária de Shinjuku. Não mudou muita coisa desde 2019 e pegamos mais ou menos a mesma rota que eu fazia pra Kofu (mesmo portão que eu peguei uns ônibus de volta pra Yamanashi inclusive), então me deu uma certa nostalgia do baito.
Chegamos lá e tava CHEIO. O foda é que a estação de Kawaguchiko, onde tem o terminal de ônibus, não foi feita pra ter a quantidade de turistas que tinha no dia, então tinha fila pra tudo lá e tava um caos. A gente desceu e já pegamos a fila pra comprar o passe livre pras linhas de bus que trafegam ao redor dos lagos do Monte Fuji e nos enfiamos no primeiro que fazia sentido pra ter uma vista mais legal.
| O lugar onde descemos do ônibus (foto do Pedro) |
A gente queria andar, então descemos na primeira parada onde parecia que ia ter alguma coisa. Não foi a ideia mais brilhante mas ninguém morreu por isso também, o Outono tava bem forte e as folhas de momiji estavam lindas naquele dia.
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| Não é o Monte Fuji aí atrás não. |
Andamos pra caralho, eu já tava com vontade de mijar e achei que teria que cometer um crime ambiental naquele lugar tão lindo mas achamos umas instalações pra turistas (com banheiros!) e andando um pouco mais achamos um festival que tava rolando com food trucks, feirinha de artesanato e tudo mais.
Nisso, o Monte Fuji ainda tava meio encoberto por nuvens, então decidimos comer nos food trucks e tentar a sorte depois.
| O Kebab que almoçamos, tava delicioso (foto do Alvin) |
Comemos, demos uma andada na feira de artesanatos e comprei umas camisetas pros meus pais, a ideia original era comprar umas camisetas na Uniqlo pra eles mas porra, camisetas do Festival de Outono de Fujikawaguchiko 2025? Não dá pra ser muito mais exclusivo que isso.
Tomei um sorvete e fomos ver o Monte Fuji.
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| Ele mesmo. |
Cara, não dá pra descrever muito bem o Monte Fuji. Eu nunca vi grandes montanhas então posso estar sendo emocionado, mas eu fiquei embasbacado ao ver o Fuji de perto. O negócio é gigantesco e aí entendi porque alpinistas fazem o que fazem, é um negócio muito bonito mesmo.
| A gente de frente pro Grande (foto de um gringo no celular do Pedro) |
Depois de muitas fotos e muitos minutos hipnotizados pelo Fuji-san, já era quase hora do nosso busão de volta pra Tokyo, então pegamos o bus de linha pra estação Kawaguchiko. No fim acho que nem valeu a pena pegar o passe livro pro dia todo, só fizemos uma viagem de ida e uma de volta, mas a paz de espírito valeu a pena acho.
Na estação pegamos uns souvenires, como sempre muito bem feitos no Japão, e voltamos pra Tokyo.
A gente voltou e já era meio quase de noite, tava escurecendo cedo nos dias que a gente tava lá. No próprio prédio da rodoviária tem o Takashimaya onde tinha a loja da New Balance, falei pros meus amigos que era hora de pagarem o que faltava da minha taxa de planejamento da viagem e fomos lá pegar o tênis.
| Eu e o Nathan testando o 9060 (foto do Pedro) |
Acabei pegando o 9060, que era mais ou menos 20k yen, justo o que faltava pro valor que eu tava pedindo, olha só. O tênis é bizarramente confortável e é o que mais uso hoje quando vou sair. Depois disso fomos pra Shibuya, aproveitar a noite naquele lugar mágico.
Aqui cada um foi pra um canto mas eu particularmente me perdi pra caralho. Shibuya está com umas passarelas ENORMES ligando os prédios e estações, de forma que não tem mais cruzamentos numa parte lá do bairro. E os guindastes que já eram parte da paisagem quando vim em 2019 parecem que nunca vão sair daquele bairro.
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| aesthetic |
Fui pra Tower Records pra pegar uns CDs que eu queria e depois fui me perder na Loft, lá comprei presente pra todo mundo que conheço que gosta de coisa de papelaria, me encontrei com o Nathan e o Pedro e fomos jantar o que? Isso mesmo, Yakiniku Like.
Depois voltamos pra casa.
A daytrip pra Kawaguchiko foi o último GRANDE evento da viagem, no dia seguinte (próximo post) fomos pra Skytree mas a gente já estava focado em comprar as quinquilharias pra levar pra casa. Acho que o foda de viagem assim é isso, chutando baixo pelo menos um terço da viagem vai ser pra fazer compras, mesmo no arubaito eu dediquei boa parte da minha última semana no Japão pra fazer compras pra levar pra casa. O meu ideal IDEAL seria distribuir mais as compras durante a viagem e ser um negócio mais orgânico, mas estou sendo muito otimista.
Eu tava pensando sobre a minha ideia de fazer um mochilão pelo Japão sozinho e eu realmente queria que fosse uma viagem onde eu só ia pra conhecer mesmo os lugares que não pude ir, óbvio que não vou resistir de entrar numa Book Off lá na pqp do Japão, mas não queria que fosse o foco, mas isso deixo pra decidir quando eu tiver a grana pra fazer isso.
Enfim gente, a nossa saga no Japão está chegando ao fim! Faltam só mais dois dias e já adianto que não tem nada transcendental nesses dois dias, mas tem umas surpresas,
vlw flw, té mais!!!








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