Dia 6/11 - De volta pra Tokyo
Como o check-in no próximo lugar era meio tarde e não tinha recepção pra deixar mala (era um Airbnb com self check-in), decidimos pegar uma passagem de tarde pra volta de Osaka pra Tokyo. Eu acho que foi uma ideia meio ruim porque viagem no meio do dia quebra muito os planos tanto na primeira cidade quanto na segunda, fica o aprendizado.
O Alvin comprou o famoso cheesecake que faz boing boing pra gente comer de café da manhã.
| Famoso Cheesecake do Rikuro's (foto do Alvin) |
O cheesecake é meio estranho no quesito textura: ele é um bolo fofo mas tem um que de cheesecake que faz parecer que a massa está meio crua, mas é bom, e tem umas passas no meio pra deixar a textura do negócio mais interessante.
Eu sinceramente não lembro o que almoçamos nesse dia, mas sei que nosso trem bala de volta estava pras 14h mais ou menos. Chegamos na estação de Tokyo lá pelas 17h.
Não exploramos muita a estação de Tokyo porque na ida já tínhamos andado um bocado por lá, então fomos direto pra nossa próxima hospedagem.
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| Essa era a vista do rooftop do nosso Airbnb. |
O lugar onde ficamos nessa última leg da viagem era bem interessante, era um prédio bem estreito com um apartamento por andar, mas assim, nada luxuoso. Eram uns 6 andares e no topo tinha um rooftopzinho com sofás e uma visão incrível pro negócio mais estapafúrdio que podíamos ter em Tokyo: a Skytree.
Cara, vocês não tem ideia da magnitude dessa merda de torre. Eu tinha visto já a Tokyo Tower e não tinha sido nada demais, ohhhh torre, mas a Skytree chega a ser ridícula de grande, ela tem 600 metros!!!!! SEISCENTOS METROSSSSS!!!!!!!! Muito grande. O bom era que essa porra era a tipo 100 metros do nosso Airbnb, então se tivéssemos perdidos praticamente num raio de 5km daquela porra, era só se guiar indo em direção à Skytree.
A gente foi explorar o shopping na base da Skytree achando que seria mais um daqueles shoppings pequenos em lugares turísticos que estão lá só por estar, mas porra, o shopping da Skytree não perde em nada pros Parco ou Takashimaya que visitamos, era tudo mais compactado pra caber mais mas tinha um Pokemon Center enorme e várias outras coisas bem grandes, tipo a praça de alimentação e um supermercado. Eu me perdi umas três vezes nesse shopping.
Estávamos com vontade de comer lamen e lá dentro só tinham opções meio questionáveis, então fomos num lugar que se entitulava "Yokohama Ramen" lá no ladinho da Skytree, muito bom por sinal.
| Yokohama Ramen, o caldo não chegava a ser Tonkotsu, mas era meio salgado (foto do Pedro) |
Eu esqueci minha pochete embaixo da bancada e um atendente veio atrás da gente correndo pra entregar, cês acreditam que aconteceu a mesma coisa na vez que fui pro arubaito? Acho que fico tão relaxado com meus pertences quando vou pro Japão que acabo esquecendo até o que tenho.
Voltamos pro hostel e dormimos, talvez a melhor cama que tivemos no Japão.
Dia 7/11 - Odaiba, Toyosu, Shimokita e Ikebukuro
Hoje era o dia de conhecer a baía de Tokyo.
Acordamos cedo e partimos pra Odaiba. A gente ficou bem no leste da cidade, então a parte da baía de Tokyo era pertinho de onde ficamos. Pegamos o monotrilho que passa pela Rainbow Bridge (linha Yurikamome) e foi uma experiência bem bacana que eu nem lembrava de ter passado quando tinha ido pra Odaiba com meus primos pra Comiket em 2018,mas o monotrilho chega a dar um loop pra ganhar altitude pra passar pela Rainbow Bridge, a linha parecia uma montanha russa, passando ao lado dos prédios.
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| Rainbow Bridge. Odaiba é uma área bem bonita. |
Chegamos em Odaiba e vimos a estátua da liberdade, que por incrível que pareça foi construída em homenagem aos franceses... compreensível. Andamos pelo shopping no lado da estátua e depois andamos até a estátua do Gundam.
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| Estátua do Gundam Unicorn. |
O Gundam se transforma nuns horários marcados, o foda é que o próximo era bem no horário do almoço e a gente tinha FOME, então demos umas voltas no shopping atrás do Gundam (inclusive na lojinha oficial do Gundam atrás dele) e fomos pro Mercado de Toyosu.
O Mercado de Toyosu era o novo mercado de peixes que surgiu após perceberem que o Mercado de Tsukiji já tinha virado uma grande tourist trap, os dois coexistem e o de Toyosu até tem uma parte turística, mas o nível de tourist trap é, alegadamente, menor que em Tsukiji.
A estação que desce no mercado já tem passarelas que ligam ao mercado e à parte turística com barraquinhas de comida e tal, no prédio do mercado tinha uns restaurantes, então arrastei meus amigos pra gente comer o famoso kaisendon.
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| Kaisendon, tava absurdamente bom. |
O Kaisendon era basicamente todos os sashimis frescos do dia num donburi com arroz,eu sinceramente achei que seria um negócio maior, mas foi um prato muito bom e o preço, enquanto caro pros padrões japoneses (3500 yen, uns 120 conto aqui convertendo), tava um preço bem ok convertendo pra reais. Depois de comer a gente foi pra parte com as barraquinhas pra conferir e aproveitei pra comer uma das coisas que mais sonhava: ayu no espeto.
| Ayus e Sanmas na fogueirinha (foto do Alvin) |
Po, achei simplesmente delicioso. Foi 1000 yen redondo e comi de boa porque o Kaisendon não sendo tão grande deu essa possibilidade. Comemos mais umas coisinhas e cada um foi pra algum lugar diferente, eu fui voltar pra Shimokitazawa pra buscar o óculos que fiz antes de ir pra Kyoto.
Eu peguei o óculos lá na Zoff, andei um pouco por Shimokitawa (ainda mais na parte do Village Vanguard) mas logo rumei pra Ikebukuro, queria assistir o filme de Chainsaw Man de novo, dessa vez em Screen X.
Eu nem tirei foto da sala mas o Screen X é mais ou menos a mesma ideia do IMAX, só que ao invés de ser uma tela côncava, é uma tela que cobre a frente toda e as paredes dos lados. O filme não passa todo em todas as "telas", elas só mostram cenas específicas pra aumentar a imersão. No filme do Chainsaw Man em especial elas "ligam" nas cenas de luta e de romance, além da abertura. É bem gimmicky mas é bacaninha, as telas laterais não são tanto pra você prestar atenção, é mais pra você se sentir dentro do negócio mesmo, e acho que dá até que certo. Essa sessão que fui em Screen X tinha bem mais gente que na sessão com legendas em inglês que fui em Shinjuku no começo da viagem.
Depois de ver o filme eu encontrei com o Alvin e o Pedro pra gente comer no Saizeriya. O Saizeriya é o último lugar que você quer ir se for pro Japão como turista, mas é essencial se você mora lá: é um restaurante "italiano" mas pensa num restaurante italiano só que imaginado pelos japoneses, pois é. Assim, o Saizeriya tá pro Japão assim como o Habib's (ou o Ragazzo, já que estamos falando de comida italiana) está pro Brasil .
O Saize é um dos Family Restaurants, que é basicamente um tipo de restaurante que tem pratos por preços (relativamente) baixos, bebida à vontade por um preço bem simbólico e é frequentado por famílias e jovens de ensino médio, além de Habib's e Ragazzo eu pensaria nos restaurantes de praça de alimentação aqui no Brasil, pensa num lugar que você iria com amigos e família mas não com um date.
Mas enfim, eu particularmente gosto muito do Doria, que é tipo um arroz de forno gratinado, e do Hamburg Steak, que é um hamburguer numa chapa com acompanhamentos, e foi isso que pedi. A comida do Saizeriya não vai impressionar ninguém, mas é uma sensação muito única você comer num Saize 22h no meio de Ikebukuro no meio de um monte de hosts e hostess e gente bêbada. A minha memória com o Saize era comendo no shopping da cidade onde a gente morava em Yamanashi, essa experiência foi tipo um 180 do que eu tinha como lembrança, mas incrível de qualquer jeito.
Eu tava meio ansioso porque tava meio tarde e eu tava com medo de perder o último trem, então voltamos pra casa. Acabamos chegando com uma hora de sobra.
Enfim, estou escrevendo os posts de forma meio espaçada porque estou com preguiça e meu ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS ESTÁ CHEGANDO e não estou com muita vontade de comemorar, mas vou escrever algo especial pra ocasião.
E é isso rapaziada, ia botar 3 dias neste post mas queria soltar logo post novo pra não deixar o blog parado, apesar de eu estar escrevendo mais ultimamente do que nos últimos 10 anos...
é isso,
vlw flw
té mais!




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