sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Viagem pro Japão 2025: Capítulo 3

Dia 28/10 - Ueno

 O dia começou com a gente saindo (relativamente) cedo do hostel e atravessando o Parque de Ueno. Nada no Japão abre antes das 10h da manhã então planejamos dar uma visitada na Universidade de Tokyo (ou Toudai).

 

Hachiko encontrando o dono, estátua na frente da faculdade de agronomia da Universidade de Tokyo

A atração principal foi a estátua do Hachiko encontrando o dono. Todo mundo conhece a estátua do Hachiko em Shibuya mas você sabia que tem uma estátua dele encontrando o dono? E que ele era professor de agronomia na Universidade de Tokyo? Pois é. Essa estátua é bem legal e extremamente fora do roteiro pro turista médio em Tokyo, ela é meio longe da estação de Ueno e fica dentro de uma universidade, então não é a coisa mais fácil de achar, mas é legal dar um rolê pela Toudai e ver a estátua.

Eu acabei visitando a Universidade de Kyoto também, e as duas são bem charmosas. Eu não conheço muitas universidades, acho que só o campus do Butantã da USP, a UFSC, a UFPR e umas particulares, e por incrível que pareça a faculdade brasileira que mais me lembrou as duas que visitei no Japão foi O MACKENZIE. LEMBRANDO QUE ESTOU FALANDO DO CAMPUS SÓ.

Porque pensa bem comigo, são faculdades com campus urbano, bem condensadas e que abrigam (maioria) dos cursos numa área bem arborizada mas sem grandes espaços vazios que nem a USP, acho, pra falar a verdade só passei pelo Mack umas duas vezes e foram duas vezes a mais do que eu queria, mas isso não anula o fato do campus lá do Higienópolis ser bonito.

Mas voltando: o campus é lindo e eu já tinha amado a vez que fui em 2019 (tanto que comi lá) mas dessa vez com as folhas de Gingko, apesar de fedidas, deram um charme especial para o campus.

Boulevard que vai pro Auditório Yasuda, o principal da Toudai

 Saímos por um portão escondido e andamos um bom bocado por trás pra passar na Universidade de Artes de Tokyo (Geidai).

A faculdade que aparece no Blue Period

A Geidai aparece bastante no Blue Period, meu mangá favorito, então foi um no-brainer ter que passar lá pra tirar uma fotinha no portão. O legal é que tem uns bueiros temáticos do mangá atrás da faculdade.

Yatora, gente como a gente.

Yuka-chan, minha personagem favorita no começo do mangá.

Acabamos passando num My Basket, que é tipo um Mini Extra japonês, você se pergunta "Mas isso não seria uma konbini?" Nope, o My Basket tem coisa que só teria em mercado normalmente: carne, frutas, legumes, bentôs mais variados e maior variedade em bebidas de 2 litros, e o melhor? O preço é mais próximo ao de mercado também. Por algum motivo os My Basket têm uma fama similar aos Oxxo aqui no quesito de serem impopulares entre o público geral e serem uma poluição visual nos bairros, o que eu sinceramente não entendi, é basicamente uma konbini na identidade visual, mas enfim,

A gente passou no My Basket pra comprar algo pra tomar de café da manhã, era tipo 9h e a fome estava batendo. Eu peguei uns onigiris, um chá e um lanche, os outros foram mais ousados e pegaram uns bentôs. Fomos então para o Parque de Ueno pra comer nos bancos pra depois ir pro nosso próximo destino: o Museu Nacional de Tokyo.

Museu Nacional (foto do Nathan)

 O museu é ginorme, ele é bem focado na história do Japão, então espere por muitas katanas, armaduras, cerâmicas e algumas obras de arte. Nessa hora eu tava meio chateado porque já era o terceiro dia no Japão e não tinha visto nada de novo novo mesmo, eu só tava repetindo as coisas que vi em 2019 com meus amigos. Eles foram bem compreensivos e falaram que conseguiam se virar sozinhos e era pra eu aproveitar a viagem também, então decidimos andar pelo resto de Ueno e dar uma passada em Akihabara.

Andamos pela Ameyoko mais porque eu tava com a ideia de comprar uma sukajan mas olhando elas ao vivo, e o preço meio salgado delas, eu me perguntei onde caralhos eu usaria uma delas, aí acabei desencanando da ideia. A Ameyoko é um lugar bem legal de ir e apesar de ter tourist trap a cada metro quadrado, não é a tourist trap refinada que a gente acha no Nishiki Market, Dotonbori ou Akiba, é uma tourist trap tão inocente que chega a ser admirável, só indo lá pra saber do que estou falando. 

 Comemos no confiável Sushiro em Ueno, sushi de esteira, nos empaturramos totalmente de ATUM BLUEFIN e era absurdo, o negócio era pornograficamente gostoso e o trio com três sushis, cada um com uma parte do atum, era tipo 500 yen, a gente comeu uns 5 pratos desses. Você tem noção do que é comer sushi de bluefin por menos de 20 conto??????? Vai se fuder, que sushi delicioso puta que pariu (não tiramos foto porque tava muito gostoso pra parar pra tirar foto).

 Depois disso demos uma descansada no hostel e fomos pra Akihabara. Meu objetivo era um só: achar o 3DS edição especial do Love Plus da Manaka, meus amigos estavam afim de ver fone de ouvido então deixei eles na maior loja de fones do Japão: a e-earphones.

 Rodei TODAS as lojas e jogos antigos, TODAS de Akihabara e só achei a edição da Rinko, e estava tipo 60000 yen, eu tava disposto a pagar uns 50000 no da Manaka e isso se eu tivesse bem maluco da ideia.

Jogo de Lain pra PS1. É pra tanto?

Indo de loja pra outra era legal ver que umas 5 lojas tinham o jogo de Lain pra PS1 e sempre tava num preço absurdo, sempre acima de 150000 yen, CENTO E CINQUENTA MIL!! Cara, isso é mais de CINCO MIL REAIS!!!!!!! Enfim, é legal ver essas raridades porque me sinto num museu vendo coisa que só via pela tela do meu PC.

Passei na Fandom, loja com tudo de Vtubers, e comprei umas coisas da Suisei rsrsrsrsrs Comprei uma pelúcia super kawaii da minha oshi virtual e fiquei felizão, por uma fração do preço que ia gastar num 3Ds que nem ia usar de qualquer jeito.

Comprei uma figure da Ai do Oshi no Ko na pose clássica dela também.

 Enfim, voltamos pro hostel e depois saímos de noite pra jantar, fomos num izakaya de rede perto (que minha prima indicou) e foi eeehhhhh ok. Acho que eu esperava mais de um izakaya mas izakaya é pra beber no final do dia, e fizemos isso comendo uns petiscos, então tá tudo bem.

Dia 29/10 - Dia Solo em Shibuya e Shimokitazawa

Nesse dia falei pros meus amigos irem pra Yokohama porque vale muito a pena, mas eu tava afim de tirar o dia pra mim, então só tinha uma opção pra isso: Shimokitazawa.

Mas antes disso queria assistir o filme do Chainsaw Man. Os filmes de anime mais populares têm sessões legendadas em inglês nos maiores cinemas do Japão, eu no caso fui na Toho de Shinjuku, provavelmente o cinema mais famoso do Japão inteiro.

O cartaz era do tamanho A3

 Era a primeira sessão do dia, 8h30, então o cinema tava bem vazio e basicamente só tinha os gringo que vieram assistir o filme legendado, contei uns 15 no máximo.

A tela da sala era enorme, e era uma sala normal, então fiquei bem surpreso de ver o negócio do tamanho de um prédio na minha frente. Comprei um livreto que tinha umas entrevista e concept art do filme, bem feitinho e bem legal de ter na coleção. Fui então ver o filme, tinha passado numa konbini antes pra tomar café, que pra quando estou sozinho era invariavelmente dois onigiris e uma Calpis Water. Fui ver o filme.

FILMAÇO 

Porra moleque, que filme. Já sabia tudo da história porque li o mangá mas caralho mané. Reze se tornou umas personagem bem maior do que já era antes.

Fui convencido, precisava ir na pop up store de Chainsaw Man em Harajuku.

baseyard tokyo my beloved

 A loja tinha vários merch do filme e foi basicamente o único lugar no JAPÃO que tinha coisa do filme, pode acreditar em mim, eu procurei. Então comprei um poster e outras coisinhas. O legal da loja é que tinha uns rascunhos e coisas autografadas expostas.

Eu comprei esse poster da Reze no canto superior direito, queria o autógrafo da Reina Ueda...

 De Harajuku pra Shibuya é só uma caminhadinha certo? ERRADO! Ou pelo menos eu errei de uma forma muito burra (provável). Eu não sei o que caralhos tava rolando com o Maps dessa vez mas o localizador em tempo real tava uma merda e tava apontando que eu tava em lugares totalmente aleatórios, mas enfim, depois de me perder, passar nuns templos e sentir que meus pés iam explodir... cheguei em Shibuya. Por que fui de novo pra lá? Porque consegui reservar um horário pra entrar na pop up store do Oasis finalmente.

Comprei essa camiseta preta aí, uma das minhas favoritas.

 Fui lá na loja do Oasis (não a da Adidas que fomos anteriormente) e comprei duas camisetas e um imã pra minha irmã. As camisetas tavam bem caras, paguei 8000 e 7000 por cada uma, isso dá quase 300, foi com certeza a coisa mais overpriced que comprei no Japão ATÉ ESTE MOMENTO mas valeu muito a pena, onde mais eu poderia comprar camiseta do Oasis exclusiva do Japão? Não comprei a de São Paulo que fui no show mas tenho a de Tokyo, escolhas.

Mas enfim, comprei as coisas que queria e tava com fome, onde o Yoiti foi almoçar? Isso mesmo, no Panda Express do Miyashita Park.

Cara, o Panda Express é o China in Box dos Estados Unidos, só que eu tava no meio de Tokyo. Pessoas me matariam se soubessem que gastei uma refeição no Japão na porra do Panda Express mas eu tava com fome e aquela caralhada de comida que os caras botam no bowl tava muito apetitosa pra passar. Obviamente nem tirei fotos, não queria produzir provas contra mim mesmo, mas tava gostoso pra caralho. Peguei carne, camarão e porco agridoce com meio chahan meio chow mein, mermão, tava bom mesmo tá.

Mas enfim, compras feitas e só me restava ir pra um lugar: Shimokitazawa, a terra prometida.

Porra cara, se você lê meu blog você já deve saber mais de Shimokita que um japonês médio, eu não to brincando, então nem preciso falar muito de novo sobre o bairro né. Mas muitas coisas mudaram: a praça que tem na frente da Estação da linha Odakyu foi totalmente reformada, prédios novos ao redor dessa praça dominam a paisagem e boa parte ao redor das duas estações foi totalmente reformada, tem uns comércios gentrificados mas acho que isso já tinha quando fui em 2019.

Shimokita em toda sua glória (um pouco gentrificado)

 

Andei pelo bairro sem rumo, visitei a Village Vanguard e, felizmente, ela ainda estava do mesmo jeito, e aquele prédio onde ela fica ainda parece abandonado. Fui fazer um óculos lá na nova Zoff no lado da estação e me disseram que só ficaria pronto dali uns 5 dias, até fiquei feliz, porque teria desculpa pra voltar lá em Shimokita depois. Vendo agora eu devia ter pego o óculos num lugar mais diferente que a Zoff, é tipo você ir pra Roma e tomar café no Starbucks, mas pelo menos posso falar que comprei meu óculos em Shimokitazawa.

Enfim, andei andei e fui parar num café no segundo andar de um prédio de frente pra praça das estações de trem. Cara, eu não sei japonês mas eu tava full convicto de pelo menos FINGIR ser japonês, pois bem. Entrei no café, bonito, com vista pra Shimokita, e falei que tava sozinho. Primeiro ponto: só tinha casais lá, sentei no balcão de frente pro bar. Beleza, pra pedir era no QR Code, e o que pode ser uma merda aqui, me salvou lá, por que? Porque dá pra botar o Google Translator pra traduzir qualquer página no navegador e porra, me salvou. Pedi o combo de cold brew e sorvete de dia, O QUE PODERIA DAR ERRADO? Pois bem, o sorvete do dia na verdade era uma seleção de uns 8 sabores que, pasmem, estavam escritos numa lousa a mão. Então fiz a coisa mais razoável: Falar que não sei japonês e perguntar em inglês? JAMAIS! Escolhi o ÚNICO sabor que tava em katakana (e não kanji) e mesmo sabendo ler, eu tava tão nervoso que não entendi o que caralhos era o sabor, mas pedi. Era de nozes com passas.

É isso que meu nível de japonês consegue me garantir

Tomei o sorvete, fiquei mexendo no celular tomando meu cold brew (ambos estavam muito bons), quando já tava cansado eu fui no caixa pagar a conta, e com o maior orgulho de não ter arregado a qualquer momento pra falar inglês: pra todos os efeitos, os caras do café acharam que eu só era um japonês com fobia social que não conseguia falar direito, e não só mais um turista que não fala japonês. Uma vitória pro Yoiti com um ano de aprendizado na língua.

Enfim, acabei dando mais uma volta mas como eu já sabia que ia voltar pra Shimokita pra pegar o óculos dali uns dias e tava cansado por ter me perdido mais cedo, acabei voltando pro hostel.

Os meus amigos demoraram ainda pra voltar de Yokohama e aproveitei pra passar na Estação de Tokyo pra ver a Character Street, uma parte do subsolo lá tem um monte de loja de coisas de anime e tal, incluindo uma loja oficial do Hololive. Fui lá, não tinha nada da Suisei, então dei uma volta nas outras lojas. Na loja da Tamiya (tipo a HotWheels do Japão) em particular eu fiquei um tempo e comprei uma MP4-4 (carro do Ayrton Senna) e um Subaru Impreza STI, depois voltei pra casa.

Eu realmente não lembro o que jantamos nesse dia, eu sei que esperei o pessoal voltar pra comer mas não lembro o que comemos nesse dia em específico.

Pois bem, aqui terminamos nossa primeira parte da viagem em Tokyo! Próximo post vai ser a ida pra Kyoto e nossos dias lá.

É isso por hoje, vlw flw té mais! 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Viagem pro Japão 2025: Capítulo 2

 Dia 27/10 - Shinjuku (de novo) e Shibuya

O plano era começar o dia no prédio da Prefeitura de Tokyo (em Shinjuku) pra ver o mirante lá, já que no dia anterior ele estava fechado, e depois ver Shibuya e quem sabe mais alguma coisa, spoiler: não teve mais muita coisa porque Shibuya é Shibuya.

 Começamos o dia comendo no Matsuya no lado da estação de Ueno, o Matsuya é um dos concorrentes do Sukiya lá no Japão, e o café da manhã nesses restaurantes é o clássico missoshiru, arrozinho, uma (ou mais) proteína e umas conservas.

Café da Manhã no Matsuya (foto do Pedro)

  Depois rumamos pra Shinjuku, descemos na estação lá que é ligada diretamente à prefeitura e nos perdemos, acabamos achando a fila do mirante (que ainda estava fechado) e esperamos junto com um grupo de turistas falando espanhol (o que vai ser algo constante nos relatos dessa viagem). Subimos de elevador e chegamos ao mirante.

 

Vista do mirante no prédio da prefeitura de Tokyo.

Pra ser bem sincero eu tirei poucas fotos porque eu tinha ido já nesse mirante em 2019 e a vista de Tokyo não mudou tanto pra perceber de cima, mas foi legal ver a reação dos meus amigos. No andar do mirante tem um café e uma lojinha de souvenirs, meus amigos gastaram uma grana lá por mais que eu os tenha alertado que tem lugar com coisa melhor e mais barata "mas tudo aqui é tão bem feito!" e só fiquei sentado vendo os crimes financeiros sendo cometidos.

Prédio da Prefeitura de Tokyo visto de baixo, lindão.

 

Com as fotos da paisagem tiradas e as compras feitas, descemos, e meus amigos pararam na livraria que tinha no térreo, primeira livraria que viram na viagem, e depois finalmente rumamos para o nosso próximo destino: o resto de Shinjuku que não vimos no dia anterior.

Eu acabei levando eles só pra Sekaido mesmo, que é a maior papelaria de Tokyo (dizem os boatos) e tem uma loja de departamentos no lado dela que é cheia de pop up stores, perdemos tempo nisso e na Yodobashi de Shinjuku que estava no caminho, e na Sekaido eu finalmente peguei meu caderninho de carimbos! Coisa essencial pro turista que quer registrar a viagem sem gastar muito. Em Shinjuku eu passei na Lush pra pegar umas coisas pra minha irmã também, só peguei os prints que ela tinha me mandado, mostrei pra atendente e perguntei se ela falava inglês, a moça pegou tudo super rápido e foi super solícita, atendente da Lush de Shinjuku, você é foda.

Enfim, depois partimos pra Shibuya, passamos pelo famoso cruzamento, que de manhã é bem normal e só falei um "ah, vamos passar no Miyashita Park que tá com uma pop up store do Oasis", pois bem:

Loja da Adidas temática do Oasis no Miyashita Park
 

Tinha essa loja da Adidas com várias coisas do Oasis mas tinha também a pop up store do lado que vendia os merch exclusivos do show do Oasis no Japão, essa pop up você tinha que ter feito reserva antes e tudo mais então a gente não foi (eu acabei indo depois) mas nessa loja da Adidas todo mundo comprou pelo menos uma coisa, eu comprei duas camisetas ADIDAS ORIGINALS TOKYO porque ser paia é bom demais.

Compramos, pegamos o cashback do tax free (algo que vai ser comum no meus relatos) e fomos almoçar, adivinha o que a gente foi almoçar? Isso mesmo, McDonalds.

Combo do Street Fighter do McDonalds.

 

Tava tendo collab de Street Fighter com o Mc e foi isso que maioria de nós pegamos. Se você tá com curiosidade, esses lanches tinham muito molho agridoce e maioria das vezes eu acho muito enjoativo, essa vez não foi exceção, e o refrigerante do combo tinha gosto de Red Bull, eu me pergunto sinceramente se era realmente energético ou só SABOR ENERGÉTICO mesmo.

De lá fomos pra Tower Records, maior loja de discos do mundo, e ficamos um bom tempo explorando os andares. 

Você gastaria mais de milão num vinil da Shiina Ringo?? E nem é o KZK bicho.

 Por incrível que pareça meu amigos amaram explorar a loja, eu acabei comprando os CDs que faltavam do For Tracy Hyde e um vinil da Momoe Yamaguchi que tava tipo 15 reais.

Depois meu amigo quis ir no Pokémon Center de Shibuya e esse foi o começo do fim. Nessa viagem a gente foi em uns 4 ou 5 Pokemon Centers e meus amigos foram ainda em mais uns 3 sem mim, quando a gente entrou nesse de Shibuya e quando vi a fila, percebi que era lá que eu largaria o pessoal e daria meu rolezinho por Shibuya.

Eu acabei fazendo uma run pelo bairro todo atrás de duas coisas: meu Headphone sem fio e merch do Chainsaw Man. O primeiro achei fácil numa Bic Camera, comprei junto com um power bank, agora merch do Chainsaw Man??? Porra, fui na Animate, livraria, a porra toda e não achei nada, e durante a viagem toda foi a mesma coisa.

Voltei lá pra buscar meus amigos pra ir embora pra casa e percebi que o shopping onde tava o Pokemon Center era na frente das casas de show WWW e WWW X, essa última sendo a que vi a Chiaki Sato em 2019 e onde também o For Tracy Hyde acabou em 2022, então tirei a fotinha do último álbum deles (que tinha acabado de comprar na Tower) na frente da casa de shows onde eles fizeram o último show.

 

 Meus amigos acabaram indo em várias lojas desse shopping, tinha loja da Nintendo, da Jump, Pop Mart, tudo o que você poderia imaginar e obviamente todas cheias.

Depois de todos fazerem as devidas compras, voltamos pra casa, mas não antes de admirar Shibuya de noite.

Shibuya, mas você pode falar que parece a Faria Lima

 

Cara, aqui fica uma observação: a gente chegou no Japão no dia do primeiro show do Oasis lá (25/10) e lá em Ueno vimos MUITA gente usando roupa da banda e com sacola de merch, e lembrando que Ueno é meio longe do lugar que tava sendo os shows. E isso se repetiu em todos os dias que ficamos em Tokyo antes de ir pra Osaka, todo lugar tinha gente com camiseta da banda, toda loja tocava Oasis e em Shibuya em especial, tanto no Miyashita Park quanto na Tower Records, era Oasis o dia todo todo dia. A música do momento era Oasis e a vibe do momento era Oasis.

As compras que fiz nesse dia

 

Não lembro o que jantamos nesse dia, então deve ter sido algo de rede.

Cara, esse dia e mais uns vão ser bem longos de contar então to prevendo que vou demorar pra cacete pra terminar essa série de posts. Vou terminar com certeza mas vou intercalar com posts aleatórios pra não ficar cansativo de ficar lendo, e mais ainda pra eu escrever.

E é isso, o próximo dia nesta série de posts é Museu Nacional, Universidade de Tokyo, Ameyoko e uma pontinha de Akihabara.

Vlw Flw té mais! 

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Viagem pro Japão 2025: Capítulo 1

Logo mais vai fazer um mês que voltei da viagem pro Japão, passada a adrenalina dos shows que eu fui e a depressão de me encontrar em São Paulo, desempregado e sem namorada... acho que consigo ter uma visão melhor de como foi minha viagem.

Eu comecei a planejar essa viagem ano passado, eu repito essa história pra todo mundo que me pergunta e meus amigos querem me corrigir sempre, mas: um dia indo de Uber pra alguma coisa do trampo junto com dois amigos eu soltei que tava planejando viajar pro Japão, mas assim, estava planejando viajar no mesmo nível de eu estar planejando ter um filho hoje: tinha uma vaga ideia e sem planos pra começar a por em ação qualquer coisa, mas eles botaram lenha e falaram que queriam ir também. A fofoca se espalhou mas ainda num nível brincadeira, até que fui um dia trabalhar presencial e outro amigo falou que queria ir também, aí decidi levar a sério.

Fiz o primeiro de muitos rascunhos de roteiro, gastos e tudo mais, apresentei pra eles e todos aceitaram. Então compramos as passagens neste começo de ano e logo depois reservei os hostels.

Foram meses, meses só compartilhando reels no nosso chat de grupo do Instagram de coisas legais que poderíamos ver. No começo o céu era o limite: Hokkaido, ilha dos gatos, Awajishima, Hiroshima, etc. Aí vi que 20 dias era suicídio querer incluir mais que o clássico Tokyo-Kyoto-Osaka, ainda mais pra primeira viagem deles, e decidi jogar safe.

Nosso roteiro planejado então foi:

 

Se vocês me permitem: um roteiro bem bom, ainda mais pra uma primeira viagem pro Japão (pros meus amigos). Acabamos mudando boa parte por motivos que vou esclarecer depois neste post, mas os principais se mantiveram: os dias em cada cidade e boa parte das day trips (só não fomos pra Nikko).

Mas enfim, do planejamento até a viagem rolou um monte de coisa: fui demitido, fui em vários shows e a viagem acabou tomando um significado maior do que o esperado, eu sinceramente não sei o que faria se não tivesse viajado, sepá teria ido sozinho mesmo e estaria trampando em fábrica neste momento... não, isso de novo não.

A viagem começou comigo saindo de casa e encontrando com o amigo que mora aqui do lado pra gente pegar metrô e trem pro aeroporto de Guarulhos.

Aproveitamos o lounge da Nubank pra comer antes da viagem e lá fomos nós para uma longa viagem de quase 15h para Dubai, nossa escala.

A gente só conseguiu uma escala de 9h e no começo achamos ruim, afinal não tem aeroporto que se preze que ficar 9h seja legal, mas conseguimos pegar um hotel, oferecido de graça pela própria Emirates, pra descansar um pouco nessa escala.

Recepção do Hotel

 Era um hotel da própria Emirates mesmo, voltado justamente pra quem precisava de descanso entre voos. Não era nada luxuoso mas cada um de nós ganhou um quarto e uma refeição no buffet do hotel.

 

Quarto
O quarto era o típico quarto de hotel mais ou menos mas porra, de graça eu tava feliz demais. 

Buffet do Hotel

 O buffet tinha bastante comida local, ou pelo menos dos imigrantes lá, e foi interessante. Gostei da experiência de comer algo diferente ao invés de um café da manhã continental que eu acharia em qualquer canto do mundo.

Cada um então dormiu um pouco e tomou banho, a gente podia ficar acho que umas 4h só, mas foi o bastante pra não morrer.

Então andamos o resto do tempo pelo aeroporto, experimentamos mais comidas locais no caminho, e embarcamos pra Haneda.

Visão da minha janela, Dubai não é muito diferente de Santo André

 Dubai foi só uma escala mas gostei de conhecer um lugar novo, não tenho nenhuma curiosidade de conhecer de verdade a cidade mas pra uma escala que não custou nada (além do preço das passagens) tá bom demais.

Bem, hora de embarcar para Haneda.

Yakisoba de camarão que serviram a bordo (foto do Pedro)

Foi mais um voo e mais horas que pareciam não acabar, o yakisoba que serviram a bordo estava delicioso mas tirando isso, nada de extraordinário.

Chegando no Japão a fila da imigração estava absurdamente gigante e ficamos umas boas duas horas e pouco lá. Passamos sem problemas mas como já estava super tarde, e já sabíamos que estaria super tarde, já tínhamos reservado um transfer pro Hotel.

Eu não tinha vindo por Haneda em 2018/2019, vim por Narita, mas o transfer deu o primeiro gostinho de Tokyo pro pessoal, pegando a mudança de paisagem de Haneda até Ueno, nosso primeiro hostel.

Nosso primeiro hostel da viagem em Ueno, o mais apertado (foto do Nathan) 

 

 Eu me permiti ser caprichoso e escolhi Ueno pra gente ficar no começo da viagem. É um bairro relativamente caro pra ficar (mais que Asakusa e menos e Shibuya) mas fica perto de tudo e tem uma vida noturna bem bacana, pensei em tudo isso antes de escolher. O nosso quarto era bem apertado e peguei a cama do chão porque óbvio que eu ia ficar com a cama do chão.

A gente ficou 4 dias em Ueno.

Dia 25/10 - Chegamos em Ueno!

Chegamos bem tarde (depois da meia noite) no hostel mas decidimos explorar a região.

Fiz o check-in e meus amigos ficaram abismados que eu conseguia falar japonês! 

... eu só falei "Ishida desu (...) ah hai hai (...) ahh burajirujin desu (...) hai ahh watashi no nihongo ha mama desu (...) so desu nee (...) hai" basicamente falei que eu era o Ishida da reserva, que era brasileiro (quando ela perguntou se era br mesmo mesmo me chamando Ishida) e falei que meu japonês era mais ou menos, mas assim, comparado com meu japonês de 6 anos atrás realmente está muito melhor.

Mas enfim, saímos pra dar uma volta e ver o que tinha na região, e lembrando que era já depois da meia noite, e entramos numa ruela aleatória de frente pra uma saída da estação de Ueno (que a essa hora já estava fechada faz tempo).

Restaurante aleatório que achamos, mas muito aesthetic

 Acabamos dando uma boa andada atrás de onde comer mas resolvi levar o pessoal pro clássico lugar onde fazer uma refeição de madrugada em Tokyo: Ichiran.

Lamen do Ichiran umas duas da Matina em Ueno, tem coisa melhor?

 Queria levar eles pra comer no Ichiran porque é o baseline pra lamens no Japão, não é lá muito caro (levando em conta Tokyo) e o sabor é bem ok, pra quem já foi aqui na Liberdade, é bem parecido com o Ikkousha. O grande diferencial do Ichiran é que dá pra pedir e comer sem ter interação com ninguém, as cabines são todas individuais e tudo mais.

Comemos, andamos na passarela enorme na frente da estação de Ueno e voltamos pro hostel, o cansaço tava começando a pegar.

Depois descobrimos que essa na real é só uma de MUITAS entradas da estação de Ueno, do lado que vai pro Parque de Ueno é completamente diferente.

 Dormimos porque no dia seguinte queria mostrar o que pra mim era a Tokyo de verdade

 

Dia 26/10 - Meiji Jingu, Harajuku e um pouquito de Shinjuku

Acordamos cedo e rumamos para a estação de Ueno para que meus amigos adquirissem uma ferramenta essencial para a viagem no Japão: o Suica.

O Suica é o bilhete único do Japão, quero dizer, tem outros ao redor do Japão mas todos valem em todos os sistemas, além do Suica tem o Icoca, o Pasmo e deve ter mais outras variantes regionais menores.

Então pegamos trem pela primeira vez e o primeiro destino foi o Meiji Jingu. 

Descemos numa velha conhecida minha pra chegar lá: Estação Yoyogi.

Catracas da Estação Yoyogi (foto do Nathan)

 

Queria comer café da manhã lá com o pessoal antes de rumar pro Meiji Jingu. Aquela região é uma das minhas favoritas de Tokyo pra falar a verdade, é DO LADO de Shinjuku e perto do Gyoen e do Meiji Jingu/Parque Yoyogi, além de ser uma leve andada pra Shibuya e Harajuku, eu tentei achar um hostel nessa região mas não tem muita hospedagem por lá, e as que tinham eram beeeeem caras (mas fica a dica caso alguém queira uma ideia pra próxima viagem). Ah, era nessa região que eu dormia no net café quando eu ia pra Tokyo ver show em 2019, o net café continua lá! Tá do mesmo jeito então nem tirei foto.

 

 

Entrada do Meiji Jingu
 

O Meiji Jingu é o santuário principal do Japão, levando em conta que santuários (shrine) são xintoístas e templos (temple) são budistas, ele fica colado ao parque Yoyogi. Eu sei que pra uma pessoa normal a ideia de visitar templos e santuários parece tão interessante quanto visitar todas as igrejas em Minas Gerais, mas o Japão é o país do pós-capitalismo: qualquer coisa é uma oportunidade de ganhar dinheiro.

Omamoris a venda no Meiji Jingu

Maioria dos templos e santuários vende os chamados Omamoris, amuletos para todos os fins possíveis, de boa sorte, proteção contra os espíritos mal-intencionados, segurança no trânsito, parto seguro, sorte nas provas, sorte no amor, sorte pra achar emprego, etc. muita coisa mesmo. No Meiji Jingu, sendo o Santuário Nacional, tinha que ter uma seleção de respeito de omamoris, e aqui gastamos uma boa grana.

Outra coisa que tinha na maioria dos templos e santuários era o Goshuin: um carimbo especial com uns escritos feitos a mão por um monge/sacerdote. Pra pegar os goshuins a gente precisava ter o Goshuincho, livrinho específico pra pegar esses carimbos.

Goshuincho que compramos no Meiji Jingu

O Goshuincho abre assim e é maneiraço ver todos os goshuins

 

Enfim, andamos pelo Meiji Jingu, nos perdemos nas saídas e tal mas vimos tudo.

A turma toda antes do hall principal do Meiji Jingu (foto do Nathan, tirada por um gringo aleatório)

 

Depois rumamos pra Harajuku, tem uma saída do Meiji Jingu que dá direto pra lá.

Takeshita Dori

 Infelizmente passamos pela primeira loja de gacha da viagem logo que entramos na Takeshita Dori, você tem ideia do estrago que a primeira loja de gacha faz pra uma pessoa que nunca as viu? Perdemos um bom tempo nessa brincadeira.

Shopping espelhado de Harajuku

 

Andamos bastante por Harajuku, fomos no Shopping com a entrada toda espelhada, vimos lojas com roupas caras e passamos na B-Side Label, minha loja favorita de adesivos. 

MAS TUDO ISSO E AINDA NÃO TÍNHAMOS ALMOÇADO!!!!!!!

Fomos pra Shinjuku porque quando fiz o roteiro achei que estaríamos cheirados pra aguentar zerar Tokyo em dois dias. Almoçamos num sushi de esteira aleatório que achamos, que estava muito bom!

Primeiro Sushi da viagem
 

Andamos mais um pouco, fomos pra aquela parte da escadaria da estação de Shinjuku, entramos no primeiro arcade da viagem (e perdemos as primeiras moedas pra promessa de pelúcia), subimos no primeiro Don Quijote da viagem e o cansaço me atingiu com tudo, e não só eu, todos estavam já morrendo, então voltamos pra Ueno lá pelas 17~18h.

Descansamos, comemos num Udon de rede perto do hostel (que sinceramente, não tava lá grande coisa) e andamos mais um bocado pra conhecer a região mais pra baixo da avenida, e entramos no Don Quijote de Ueno, isso já passava da meia noite e aquele lugar tava cheio... de japoneses! Incrível.

Depois de comprar coisas inúteis no Don Quijote voltamos pro hostel que o dia seguinte prometia.

[continua no próximo post]

Gente, essa série de posts vai ser bem um diário da viagem (de acordo com o que lembro) e vai ser bem detalhado pra guardar mesmo e daqui uns anos eu poder lembrar, então não esperem o primor da prosa porque estou prezando pelo registro histórico mesmo.

Os primeiros dias vão ter mais fotos porque a gente tava com saco ainda, depois as fotos ficam mais escassas. Eu prevejo terminar essa série com uns 4 posts, porque não tenho muito saco pra continuar uma coisa longa aqui no blog (como voc6es podem notar pelas mil tentativas de séries de posts que tentei fazer aqui).

Mas enfim, por hoje é só! Próximo post dessa série vai ter o Prédio da prefeitura de Shinjuku, Shibuya e a vibe que senti lá no Japão dessa vez.

Vlw, flw, té mais!