quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Kyoto

Dos lugares que conheci nessa última viagem pro Japão, o que mais gostei foi Kyoto.

Kyoto Tower vista da skywalk na estação de Kyoto
 

Eu sempre tive uma imagem de Kyoto não muito diferente das cidades da Estrada Real em Minas Gerais aqui: cidades pequenas e históricas que não têm muita coisa no sentido de ser uma cidade grande. Achei sinceramente que Kyoto seria só templo, distrito das gueixas e coisas do tipo, mas estava enganado.

Não vou mentir: boa parte do nosso tempo em Kyoto foi visitando templos e afins, mas a cidade tem tanta coisa além disso! Eu ia falar das coisas que vimos em Kyoto mas acho que os posts de relatos sobre a viagem já cobrem bem o que vimos. Queria falar mais da vibe da cidade.

A parte central pra norte de Kyoto (pegando um pouco da parte a leste do Kamo), que vai da estação de Kyoto até Kawaramachi mais ou menos e pega o Nishiki Market e Gion também é uma área super bacana. Ela é totalmente urbanizada mas sem prédio gigantescos, então eu sentia muito a vibe de um Japão da década de 80 (e em umas partes até década de 30) andando por lá.

Ponte Shijo sobre o Rio Kamo

 A região do Kawaramachi em geral eu acho super charmosa, é um distrito comercial mas a avenida é estreita e a calçada é toda coberta, então dava uma sensação de aconchego, confesso que não explorei muito as lojas (só a Uniqlo...) mas numa próxima visita eu estarei lá.

Nessa região também tinha o templo Byodo-ji que era super charmoso e tinha os omamoris mais legais que peguei na viagem.

Não me pergunte do que era esse omamori.

 

Fora desse miolinho da cidade o lugar que mais amei foi o Delta do Kamogawa.

Que lugar incrível!


 O Delta do Kamogawa é o lugar que mais me senti acolhido nessa viagem, já falei dele num dos posts da viagem mas pra mim é ainda um lugar fantástico: o Rio Kamo inteiro é usado de maneira social pela cidade de Kyoto, as margens são parques ciliares e os restaurantes aproveitam pra usar a paisagem como atrativo. O Delta é um parque que fica bem perto da Universidade de Kyoto, então lá fica cheio de estudantes (muitos estrangeiros) e famílias, poucos turistas se prestam a parar num lugar desses. Achei bacana que vi pelo menos umas 3 bandas ensaiarem lá por perto e tudo se encaixava tão bem: a banda de jazz ensaiando, as crianças rindo perseguindo borboletas e grupos de amigos e casais conversando e SE AMANDO! MEU DEUS QUE LUGAR INCRÍVEL!

Enfim, acho que já falei tudo o que tinha que falar de Kyoto mas reforço aqui como amei aquela cidade, os templos têm realmente turista pra cacete mas a cidade em si ainda vale muito a pena visitar e durante meus dias lá, a música KYOTO do Judy and Mary não parava de tocar na minha cabeça:


 

Eu sinceramente moraria facilmente em Kyoto, acho que não tem aquele caos inerente de Tokyo ou até Osaka mas também não é aquela calmaria do interior tipo Kofu (que era a maior cidade perto de onde morei no arubaito), a vibe de Kawaramachi em específico é um negócio que não senti em nenhum outro lugar no Japão, é um lugar realmente mágico.

Mas enfim, antes eu dizia que dava pra ir pro Japão pra ficar só em Tokyo e você não perderia nada, hoje já dou meu braço a torcer e admito que Kyoto também vale a visita, mas não pelos templos.

É isso aí, eu tava sem escrever faz tempo e esse post tá pegando poeira aqui e logo mais a viagem tá fazendo um ano!!!!! Então decidi postar isso. Queria fazer uns posts mais introspectivos, tá fazendo falta ultimamente.

vlw flw té mais! 

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