terça-feira, 13 de julho de 2021

Yoiti em três músicas japonesas desconhecidas

Acho que dá pra dividir minha vida recente pela música favorita de cada época.

Num sentido mais específico essa divisão da minha vida seria um inferno, já que cada vez que lança coisa nova, ou que descubro uma banda nova, uma música favorita do momento surge. Num sentido mais amplo as coisas também seriam sem graça, já que Sobakasu ocupa o posto de música favorita já faz mais de 10 anos. Então a divisão vai ser meio em "a música que mais ouvi e que mais representou a minha vida nesse período de X anos".

2012~2014 Rock'n Roll wa Nariyamanai - Shinsei Kamattechan


É a música de adolescente revoltado japonês. Por mais que a música já tenha 10 anos (foi lançada em 2010), eu vi de perto no show da banda em 2019 que ainda ressona muito com os adolescentes de hoje. Acho que é muito daquilo que falei no último post, a música é pura energia jovem e revolta e é fácil ver porque a audiência do Shinsei Kamattechan não necessariamente envelheceu com a banda, eu ainda gosto muito da banda e ainda mais dos álbuns antigos deles, mas eles já não descrevem como sinto, feliz ou infelizmente.

Menção honrosa: Souretsu e Tsumi to Batsu da Shiina Ringo 

Shiina Ringo né, nem preciso falar como ela foi importante pro que sou hoje.

2014~2018 Yoru Ga Akettara - Kinoko Teikoku


Putz, choro, lamúrias, arrependimentos, Poli. É a música de sad boy que eu ouvia sempre que a Poli me dava um murro na boca do estômago. Ainda acho que é uma das músicas mais lindas que saíram do underground japonês, a voz da Chiaki Sato combina demais tanto com a tristeza quanto com a revolta na música. Eu já chorei pra caralho ouvindo essa música e ela (junto com o resto do Uzu Ni Naru) talvez tenham sido as músicas que mais marcaram meus anos de Poli e da vida em geral, já que não tinha muito além da facul nela. Mas não é só de tristeza que vivemos a vida.

Menção honrosa: Insensatez da Nara Leão

Eu tava na vibe pra ouvir Bossa nessa época e a Nara foi um bom ponto de partida, acho que o João Gilberto foi obviamente um melhor musicista mas a Nara tem um repertório bem bom, além de ser bem mais descontraída.

2018~ Wispy, No Mercy - Citrus


Eu descobri Citrus a partir de uma entrevista com o vocalista num site perdido e não dei muita atenção pra banda, até que o cara do Kero Kero Bonito (banda que nem curto tanto) falou que era a melhor banda que ele já ouviu e eu fui procurar mais sobre. Eu não entendo nada da letra (que acho que é inglês?) mas ela me dá uma sensação tão boa, tão leve e tão descontraída que não tem como não ser contagiado. Não é como se minha vida estivesse as mil maravilhas desde que descobri Citrus, aliás longe disso (tem brasileiro feliz desde 2018 neste país?) mas acho que essa música me ajudou a lidar com problemas de uma maneira melhor que antes.

Menções Honrosas: Marigold e Ai wo Tsutaetaida Toka da Aimyon

Uma frase que você já devem estar cansados de ouvir: "Durante minha estadia no Japão..." e é por isso mesmo que a Aimyon me marcou, com certeza não era a maior estrela quando estive lá, mas era a artista mais interessante no Oricon na época.


Enfim, acho que é isso. Acho que Wispy, No Mercy acho que vai se manter como minha música favorita por um bom tempo, é a música que mais ouvi desde que criei a conta no lastfm, e espero que continue assim,  a música é boa demais (assim como o resto do EP).

É isso aí, valeu, falou té mais!

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Rapaz, não sou pago pra isso não

No meu setor, todo funcionário precisa fazer uma série de testes de personalidade, pontos fortes e tudo mais, coisa que antes eu era meu cético sobre, mas um dos pontos fortes que foram apontados num dos testes me chamou a atenção: evitar conflitos.

Eu quebrei o braço de um cara que tentou começar a fazer bullying em mim no meu sétimo ano do fundamental.

Eu sei que foi faz tempo mas eu também briguei bastante no meu primeiro do médio e se o pessoal bobão não tivesse repetido de ano, as chances seriam que alguém ia apanhar naquela turma, e muito provavelmente era eu (mas não aceitaria o cara sair ileso, pode apostar).

Eu também lembro de ter levantado a voz contra um coordenador por decisões administrativas obviamente motivadas por dinheiro do que o bem dos alunos e eu certamente não aceitava nada calado, o Yoiti adolescente era um Yoiti PUTO.

Agora eu só relevo mesmo. Eu sei que pra muita coisa a melhor resposta é FICAR PUTO, mas também descobri que pra a maioria delas o melhor é relevar mesmo e vida que segue. Não que eu deixe o pessoal cagar na minha cabeça, as pessoas que fizeram trabalho em grupo comigo na faculdade sabem bem que eu costumo cobrar que cada um faça a devida parte do trabalho decentemente, mas eu também não vou ficar puto por ter um verme no grupo.

A coisa que mais reflete como mudei acho que foi meu senso de simplesmente não lidar com pessoas que não gosto quando possível. Quando eu era bicho eu sempre ia pedir revisão de prova e tudo mais, mas agora eu realmente só aceito mesmo só pra não tomar esporro de graça. Não foram uma ou duas vezes só que eu reprovei matéria simplesmente por achar que valia mais a pena fazer ela de novo do que morrer abraçado na possibilidade do professor ter piedade de mim depois de me submeter a uma sessão de xingamentos gratuitos.

Neste semestre por exemplo, quando o professor de uma disciplina começou a descer o cacete na sala inteira por uma coisa que obviamente não competia à gente, eu simplesmente saí da aula e aceitei a falta que ia levar na testa. Já passei da idade de ter que engolir sapo de graça.

E isso é meio triste, porque o Yoiti adolescente era combativo, anarquista, questionava toda e qualquer autoridade e dizia que morreria pelos seus ideais. O Yoiti de 25 anos só quer uma air fryer, um teclado mecânico e ver uns shows no Japão. Era isso o significado de virar um adulto? Pelo menos minhas visões políticas foram ainda mais pra esquerda liberal do que antes de começar a faculdade.

Eu vejo que essa conformidade com a nossa realidade não é algo só reservado a mim, meus amigos que conheço há anos também todos perderam um pouco do ímpeto que tinham quando estavam no ensino médio mas, novamente, sem mudar de lado no espectro político.

Acho que é muito do que eu já pensava um tempo atrás, o jovem jovem mesmo não tem medo porque não tem muita coisa a perder (na visão dele), a partir do momento que você tem mais consciência a coisa muda de figura.

Eu sinto que preciso buscar um pouco o ímpeto que tinha uns 7 ou 8 anos atrás, ficar mais puto, ter mais vontade de correr atrás das coisas e tudo mais. Sinto que perdi uns anos da minha graduação simplesmente por só deixar a vida passar sem agir.

Enfim, o estágio está fazendo um ótimo trabalho em me melhorar como pessoa (não que eu tenha ficado puto com alguém lá, muito pelo contrário) e a quarentena está sendo uma jornada infinita de autoconhecimento. Eu espero resgatar um pouco do Yoiti adolescente mas não a parte de quebrar braços alheios, visto que os resultados podem não ser tão agradáveis assim numa esfera jurídica.

Enfim, esse é daqueles posts meio deprês que tenho que soltar às vezes pro blog parecer mais ÍNTIMO.

vlw flw té mais!

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Desculpa W, o VR que eles pagam é bom demais.

"Yoiti, só não vamos fazer engenharia pra ir trabalhar num banco no final hein?"

E estou trabalhando num banco.

Quando aceitei a oferta de emprego no lugar onde estou trampando agora, me veio o flashback de um dia nas mesas da cantina do subsolo mais fundo do Etapa São Joaquim, em 2013. Estávamos em 5 ou 6, provavelmente no intervalo entre os dois blocos de aula à tarde e provavelmente jogando Pokémon no emulador de GBA no celular ou jogando Yu-Gi-Oh! com nossos decks feitos num orçamento limitado.

Um dos meus amigos, vamos chamá-lo de W, tava falando comigo sobre o que a gente ia fazer depois de passar no tão esperado vestibular.

"Ah W, eu pretendo trabalhar na Petrobras ou sei lá, onde for estável e der grana."

"Yoiti, só não vamos fazer engenharia pra ir trabalhar num banco no final hein?"

E isso ficou na minha cabeça por um bom tempo, tanto que eu me candidatei pra pouquíssimos bancos se comparado com o resto das empresas que pleiteei vaga. Mas acabei aceitando a vaga e estou amando o meu trampo.

Eu lembro que a imagem que a gente tinha de banco era que o trabalho ia ser só mexer em Excel, investir na bolsa e coisas que não demandavam conhecimento adquirido num curso de engenharia mas que pagava super bem e tinha zero estabilidade, a gente claramente estava errado.

Mas enfim, esse meu amigo W aliás, é um dos caras mais interessantes que já conheci. Ele entrou no meu colégio no sétimo ano, em 2008, e ele não demorou muito pra entrar no que viraria dali uns anos a Turma da Trave, afinal, o cara era asiático, curtia Pokémon, videogames, mangás e Gundam, não tem como ter mais afinidade comigo.

O W é quem trouxe a Coca Cola no dia que chamo de meu maior momento de paz na vida, e é quem me ajudou a montar meus decks de Yu-Gi-Oh no terceiro do médio. E, depois de uns rolês com ele logo depois do médio ele sumiu, PUF! Ele acabou reaparecendo no velório do nosso amigo e depois disso sumiu de novo, até que encontrei com ele algumas vezes na Liberdade em 2019.

O W é um cara totalmente misterioso por razões que tenho até medo de citar aqui, mas ele é um dos caras mais bacanas que conheci no meu colégio. Eu nem sei como ele tá, o único canal de comunicação com ele é o Facebook que ele nunca usa, mas meu otimismo e minhas experiências passadas falam que ele está bem, seja lá onde esteja. 

Só espero que ele não se decepcione com minha escolha de ir trampar num banco.

E é isso aí,

vlw flw té mais!

sábado, 29 de maio de 2021

Vending Machines

Eu já falei das konbinis, falta falar das vending machines.

Dentre as MUITAS coisas que sinto saudades do Japão, uma delas são as vending machines.

No Japão, mais do que konbinis, e se bobear mais que japoneses também, tem vending machines pra caralho. Você não consegue andar 100 metros no interior do Japão sem achar uma vending machine, em Tokyo não é exagero nenhum falar que tem uma em todo quarteirão... dos dois lados da rua... no mínimo.

E eu não vou nem falar das vending machines oooohhhhh tão diferentes que vendiam comida quente, ou figures, ou qualquer coisa que apareça naqueles reels do Instagram. Vou falar das vending machines mais normais.

Única Vending Machine que tirei foto, foi a primeira que vi no Japão.

 

Andando pelas ruas do Japão, se você trombar com uma vending machine na rua é quase certeza que vai ser uma de bebida. No inverno essas máquinas vendem bebidas enlatadas tanto geladas quanto quentes, e pra melhorar: algumas vendiam sopa enlatada de milho que eram uma delicinha, além dos chás (quase infinitos em sua variedade) e cafés, todos bem bons, e tudo numa faixa de preço que ia de 100 a 200 JPY, preço bem justo pela conveniência.

Nas estações de trem e prédios públicos já era mais provável de você trombar em vending machines de comida e sorvete, nada muito chique de vender comida aquecida e tal, mas era comum achar máquinas que vendiam pães doces, chocolates e salgadinhos. Inclusive uma das situações mais desesperadoras pela qual passei foi quando comprei um chocolate na vending machine da estação de Shibuya E O CHOCOLATE NÃO CAIU, quando eu comecei a quase chorar por ter gasto 150 JPY a toa, a espiralzinha girou um pouco mais E CAÍRAM DUAS BARRAS, eu como um bom (e honesto) turista até tentei achar alguém pra me ajudar a devolver o segundo chocolate, mas era hora do rush e pior que ficar com um chocolate a mais de uma máquina era atrapalhar a vida de um trabalhador japonês com boa vontade de ajudar um turista perdido que não sabe se comunicar.

As máquinas de sorvete em geral também eram meus chuchus. Eu que sempre amei tomar sorvete no frio, sempre gastava umas moedas em algum sorvete diferente que achava nessas máquinas. As embalagens dos sorvetes eram sempre bem feitas para evitar respingos e tudo mais e todos são bons demais.

E se juntar toda a grana que gastei em vending machines, não seria exagero de estimar que estaria na mesma ordem de grandeza da grana que gastei com máquina de garrinha. Eu sei, eu sei, nas vending machines você pelo menos tem a garantia que vai ganhar o que quer, mas fica aí a reflexão da grana que pode sair do bolso, mesmo que seja de moeda em moeda.

No meu trampo na fábrica por exemplo era uma ou duas bebidas por dia, eu bebia refrigerante pra caralho naquela época. E em qualquer andança minha em Tokyo eu pegava fácil umas quatro ou cinco bebidas a cada dia, ainda mais na última semana. Os chás em garrafa em especial eram as coisas que eu mais amava, e ainda não faço ideia do que eram.

A coisa que mais sinto falta da presença das vending machines era ter um motivo de sair vagando pela rua sem qualquer força maior. Apesar do frio ter restringido meus rolês sem rumo perto de casa em Yamanashi, não foram poucas as vezes que eu simplesmente saía de casa só pra pegar um cafézinho enlatado pra pensar na vida um pouco, e também eram uma forma de descansar no meio de longas caminhadas que eu dava, quantas foram as vezes que eu só peguei um refri, me dirigi ao banco mais próximo e fiquei dando um tempo. Ir pegar uma bebida numa vending machine quando você tá de bobeira é o equivalente a sair pra fumar um cigarrinho, outra coisa que também é vendida em vending machines no Japão aliás (mas precisava de um cartão especial).

Enfim. é isso. Eu tava bem afim de dar uma volta pelo bairro e me lembrei das saudosas vending machines que eram meus postos de gasolina nas andanças por Tokyo. Acabei não saindo pra andar porque tá rolando uma coisa meio chata aí né, uma doença, além de eu estar com inexplicáveis condições médicas na minha bunda que estão me restringindo, um pouco, os movimentos.

Bem, espero que vocês estejam bem e que um dia eu possa voltar a desfrutar do dilema que era escolher uma bebida numa vending machine no Japão.

vlw flw té mais!


sábado, 15 de maio de 2021

Eu tenho uma razão totalmente normal pra querer esse 3DS antigo por 1600 reais

Eu sempre curti consoles portáteis.

Por um preço módico você tem um aparelho que pode jogar centenas, às vezes milhares de jogos, junte isso à facilidade de desbloquear a maioria deles (afinal, estamos no Brasil) e temos então milhares de horas de diversão por um preço ridículo.

Eu tenho vários consoles: Game Boy Color, Nintendo DS, Nintendo DS Lite, PSP, New Nintendo 3DS XL e, de forma meio controversa eu vou incluir o Nintendo Switch também.

A foto tá ruim mesmo. Eu gosto de adesivos.

Eu pulei a geração do Game Boy Advance (eu jogava tudo pelo Visual Boy Advance no PC mesmo, funcionava pra mim) mas desde então eu só não comprei o PS Vita dos portáteis que saíram, e me arrependo de não ter pego um usado no Japão, mas fui bem feliz jogando meus portáteis, posso te garantir que joguei mais meus portáteis do que qualquer console de mesa que tenho.

O 3DS em especial não foi desbloqueado até ano passado, quando meu tédio me fez desbloquear pra jogar uns jogos que iam pesar demais na minha carteira pra comprar os originais. E acho que é um console ideal pra pegar caso você ache baratinho: tem uma biblioteca excelente, dá pra rodar maioria dos jogos de DS numa resolução maior e se você pegar o New 3DS/3DS XL realmente dá pra usar o 3D, ao contrário do 3DS original.

O console que mais joguei na vida foi o Nintendo DS, tanto que comprei o Lite depois de cagar a dobradiça do DS original. A descoberta do R4 me abriu portas pra primeira vez que eu tava pirateando conscientemente e me fez correr atrás de tutoriais na internet pra me virar pela primeira vez na vida, não precisando mais contar com a ajuda de um adulto. 

Mas enfim, eu sempre tive um fascínio por consoles que são edição limitada, ainda mais os portáteis. Eu vi recentemente um vídeo do Retro Future falando do sonho dele: o lendário Game Boy Light da Famitsu 500, só 5000 unidades produzidas:

Olha que lindo, tirei daqui.

 

Eu acho bem legal essas edições especiais do Game Boy Light e do Game Boy Color, mesmo as edições um pouco mais comuns como o GBC do Pokémon Center são super bacanas. Meus consoles como vocês viram são todos de edições regulares e, pelo o que me lembro, os dos meus amigos também são.

A merda é que tive a chance de ouro de finalmente realizar meu sonho de pegar um console edição especial quando estive no Japão, e cara, de todas as edições especiais, a que eu mais sonho em ter é o 3DS da Manaka do Love Plus.

Quase 2k por esse pacote todo, vale a pena vai.

A uma bela caminhada do nosso apartamento em Yamanashi tinha um Nomura (loja de eletrodomésticos e eletrônicos em geral) que tinha esse kit com o 3DS XL, artbook, CD, jogo e tudo embalado nessa caixa maravilhosa que você está vendo pela bagatela de 35000 JPY, o que é tipo 1600 agora mas na época era um pouco menos. Eu fui naquele Nomura só duas vezes mas sempre com aquela vontade de fazer merda.

Eu paguei 30k JPY no meu Nintendo Switch novinho e já tinha um New 3DS no Brasil, eu tinha que ser MALUCO pra gastar boa parte do meu salário num 3DS defasado e merch da minha waifu, então acabei não comprando, mas é uma coisa que fica na minha cabeça até hoje.

Pensando nos preços praticados por outros consoles edição limitada, esse kit aí tá UMA BAGATELA. O Game Boy Light da Famitsu tá sendo vendido por mais de 70k JPY e se você tiver sorte vem junto o blister. Acho que pro kit do Love Plus valer mais a pena, só se viesse uma figure da Manaka também (outra coisa que esqueci de correr atrás).

Outra edição, dessa vez bem menos limitada, que tive vontade de comprar foi o Nintendo Switch do Animal Crossing.

Super kawaii

Quando eu tava no Japão até tinha a edição do Pokémon Let's Go! mas primeiro que era quase impossível achar nas lojas, outra coisa era que a edição é bem feinha, o azul+vermelho neon é uma combinação super bacana E QUEM COMPRA A EDIÇÃO COM OS JOY-CONS CINZAS É CHATO.

Mas o console raro que sempre tive vontade de ter é o Wonderswan do Final Fantasy.

Tirei daqui.

Esse daí eu até tive vontade de correr atrás lá no Japão mas putz, o Wonderswan é um console que só tem jogos em japonês, usa pilhas e não faço ideia se tem como rodar um flashcard nele (deve ter, mas não fui atrás pra saber) então eu nem fui ver pra não gastar dinheiro de forma mais irresponsável que eu já tinha gasto.

Tem mais uma série de consoles portáteis raros que tive vontade de ter: os DS Lite dos Final Fantasy, os PS Vita do Caligula, o 3DS normal e o DSi do Love Plus, mas foram mais "ah, seria legal se caísse um no meu colo" do que uma vontade de verdade de comprar um.

Desses todos o único que eu tenho vontade real de pegar é o 3DS XL do Love Plus, porque vem todo um kit super bacana da Manaka (ou da Nene ou da Rinko, cada um tem seu gosto) que já valeria por si só uns 10~15k JPY, então no final EU REAFIRMO QUE É UMA BAGATELA, mesmo que o console seja defasado.

Se eu tiver grana pra caralho e voltar pro Japão EU TE JURO que vou atrás desse 3DS. Eu não morro sem ter um console edição especial.

Enquanto não boto minhas mãos nesse tão sonhado 3DS overpriced, me contento botando uns adesivos nos consoles que já tenho e pensando seriamente em fazer algum mod pra deixar os consoles mais bonitinhos, nada melhor que um trabalho do caralho que pode cagar seu console só pra ele ficar mais feio no final... porém único!

Enfim, é isso aí, queria postar faz um tempo mas QUEM DIRIA QUE ESTAGIAR E ESTUDAR AO MESMO TEMPO ERA CANSATIVO NÃO É MESMO? RSRSRSRSRS

Vejo vcs na próxima, estou cansadaço, um bagaço.

vlw flw té mais!

P.S. eu não rejeitaria se ALGUÉM comprasse pra mim o LOVE PLUS MANAKA DELUXE SET ou pra ficar mais fácil de buscar: ラブプラス+ マナカデラックスコンプリートセット. Dia das crianças tá aí.


terça-feira, 4 de maio de 2021

Invejinha

Você sente inveja de alguém? Mas inveja de querer a vida da pessoa de qualquer jeito?

No fim do meu médio, e no meu ano de cursinho em particular, o Instagram estava começando a decolar de verdade e só tinha uma conta que todo moleque da minha idade seguia: Dan Bilzerian. Ele era bombado, brincava com armas de fogo, "vivia dos ganhos do poker" e vivia rodeado de modelos, era o que todo moleque de 17 anos sonhava na vida.

Aí até que uns anos atrás descobriram o óbvio: o cara era uma farsa. O cara herdou toda a grana do pai, que por sua vez tinha pego a grana de um esquema super suspeito. As modelos todas eram pagas pra aparecerem do lado dele e a marca que ele criou também era, de algum jeito, um esquema de pirâmide.

Eu sinceramente nunca quis ter pra mim esse estilo de vida cheio de excessos de um Charlie Sheen da vida, mas estaria mentindo se dissesse que nunca invejei um estilo de vida desses. Eu demorei pra perceber que minha felicidade tava mais em explorar show de banda desconhecida do que em curtir tardes em iates cheios de modelos suecas.

Outro dia eu falei pra um amigo meu que foi pro Japão comigo que minha estadia lá foi a melhor época da minha vida. Ele mandou um "Sério mesmo?" com razão. A gente tava lá de mão de obra barata, mal tínhamos tempo pra curtir e passamos uns bons perrengues por termos pouca grana e sabermos pouco japonês, mas eu amei. Quero dizer, não amei essas partes de passar perrengue, mas foram o contraste com as folgas que fizeram eu curtir tanto dar meus passeios.

Eu te asseguro que o dia que fui pra Shinjuku pela primeira vez foi um dos melhores dias da minha vida, e ele começou comigo CORRENDO de Yamanashi pra pegar o primeiro busão pra Tokyo e terminou comigo dormindo num chão duro (porém estofado) de um net café em Yoyogi. As únicas interações sociais que fiz no dia foram com os atendentes dos lugares onde comi, o cara da recepção da casa de shows e os caras da banda que fui assistir, com quem tive a maior conversa do dia, depois disso foi o cara do net café tentando entender meu inglês sofrível. Foi realmente um dia do Yoiti pro Yoiti.

Isso não quer dizer que não aprecio uma boa companhia, as viagens de formatura ainda são parte das minhas mais preciosas memórias, mas quando você é forçado a ficar o dia inteiro com pessoas com quem você não se sente 100% ok, a bateria social acaba esvaziando rápido.

Qual era o assunto original mesmo? Ah, inveja. Bem, eu nunca experimentei uma tarde num iate com modelos suecas pra saber se seria melhor que conhecer minha banda favorita E Tokyo no mesmo dia, mas tenho minhas suspeitas.

No meu atual estado de espírito acho que invejo mais as meninas hipsters de Tokyo que o Dan Bilzerian. Depois de muito pesquisar e ler relatos de quem trabalha com música no underground japonês eu entendi que é uma coisa bem bosta, de ver gente sem talento fazer muito sucesso enquanto que as bandas e artistas que realmente tinham tudo pra voar fracassam. 

Então fico com a vida das meninas hipsters japonesas que vivem indo em show (e por isso só veem o lado bom do cenário musical japonês) e trampam com algo relacionado a moda, design ou arquitetura, não que essas profissões pareçam ser mais fáceis que a que exerço agora, mas convenhamos que parece melhor que fazer engenharia naval no Brasil. 

Mas enfim, eu escrevi esse post todo bem desconexo só pra chegar na conclusão que sinceramente não invejo ninguém de verdade de verdade. Tive o privilégio de ter vários momentos incríveis aqui com meus amigos e desfrutei de uns dias como um legítimo hipster em Tokyo, acho que pouca gente pode falar que participou de um Integrapoli e foi ver um show de shoegaze no Shibuya Club Quattro no mesmo ano, mas menos gente ainda vai me invejar por essas coisas, cada um tem sua felicidade.

Vamo que vamo, novas memórias felizes não serão criadas sozinhas.

vlw flw té mais!

domingo, 18 de abril de 2021

Tindão da massa

É uma coisa que o pessoal geralmente não admite abertamente mas eu criei uma conta no Tinder e estou usando faz mais ou menos um ano.

Eu já sei que, como um cidadão que preza pelo mínimo de bem estar familiar, eu não vou sair por aí em plena pandemia pra um rolê com uma pessoa que conheci no Tinder. Muito menos nutro esperança de um papo durar até que a pandemia acabe para, aí então, sair num date. Mas achei que seria um bom passatempo pra fazer durante essa quarentena.

Eu boto Daniel como meu nome e maioria das fotos que botei no meu perfil foram tiradas no Japão (já faz uns bons dois anos...), todas engraçadas porque sei bem que o meu forte não é a beleza, então vamos usar o bom humor.

Acho que dei uns 30 matches nesse último ano? Sendo que conversei com umas 10~12 moças, duas me ignoraram (então por que dar match pra começar?) e mais outras eu que nem comecei a conversar já que não tava afim de tomar o gelo iminente.

Não vou detalhar caso a caso mas o que tirei dessa experiência (que tá rolando ainda) é que meu papo é HORRÍVEL. Quero dizer, o Tinder já é um lugar péssimo pra conversar, porque de jeito ou outro fica implícito que se você é homem tu tá atrás de SEXO, o que não está necessariamente errad- ENFIM, mas turns out que minhas skills interpessoais são piores do que eu imaginava, o que não só explica minha vida amorosa como também a minha vida profissional.

O que me surpreendeu positivamente foi que dei match com moças super bonitas que nunca achei que dariam like num cara de pamonha como eu, certo que muitas delas foram por causa da minha foto com roupa de Pink Guy, mas isso não tira o mérito... eu acho.

Enfim, o que tirei disso tudo? Vi que o preconceito que eu tinha com o Tinder era bobagem até certo ponto e que eu devia ter começado a usá-lo bem antes, conhecer gente nunca é demais, ainda mais se der pra fazer um rolê. Mas como eu bem disse anteriormente: no Tinder fica bem na cara que maioria do papo tem segundas intenções, então acho mais saudável EM CONDIÇÕES NORMAIS PÓS-PANDEMIA conhecer pessoas em atividades sociais presenciais sem quaisquer pressões por segundas intenções. 

Alguém com um papo muito bom e zero travado (além de bonito e gostoso pra porra) vai discordar de mim e vai falar "Mas eu conheci minhas últimas 15 namoradas pelo Tinder!". 

Pois é.

Eu escrevi este post porque dei match, nesta semana, com duas moças super bacanas (aparentemente) e uma não me respondeu e outra eu já sei que o papo morreu. Nada disso aconteceria se a conversa chegasse em música underground japonesa ou Gundams, mas infelizmente nunca chega.

Eu realmente preciso desenvolver minhas skills interpessoais.

E é isso aí, vlw flw té mais!


EDIT: Eu botei um formulário pra contato e uma nova ferramenta pra assinar o feed do meu blog aí do lado, o feed por email de antes não vai funfar mais a partir de Julho deste ano, então decidi já botar outra plataforma.