terça-feira, 25 de agosto de 2020

Dança das cadeiras

Onde você se senta numa sala de aula normalmente?

Eu vi uns tweets fazendo sucesso com uma imagem mais ou menos parecida com a abaixo e perguntando onde você senta/sentava no ensino médio e na faculdade.

 
 

No meu ensino fundamental eu sentava sempre no fundão porque eu era um relaxo do caralho, eu gostava de sentar, usando as referências da imagem acima, na 29/30 ou 35/36, mas eu já sentei na carteira do protagonista de anime: a famosa penúltima carteira da fileira da janela, aí é a 5 (todo protagonista de anime senta na carteira 5).

No médio, como eu tava preocupado em VER a lousa, meu óculos sempre parecia fraco e eu queria realmente aprender pra passar nos vestibulares, então sempre sentava na frente, seja na 1/2 ou 31/32, eu gostava de paredes para ter apoio para dormir (fazer TERCEIRÃO! URRA URRA HEI! e cursinho não era bom pro meu regime de sono). 

As salas do cursinho (Etapa no caso, chupa!) eram ginormes e tinham um amplo corredor no meio, então eu sempre pegava carteira do corredor porque eu, eventualmente, sempre ia pro banheiro em alguma pausa entre aulas e não tava afim de derrubar estojo de crushes que tinha na época (que podem ou não ter existido). Então nos dois anos de cursinho que fiz eu sentei mais ou menos no mesmo lugar: em uma carteira colada do corredor central, no meio da sala (já que sempre chegava tarde demais pra pegar lugar na frente), no primeiro ano foi lá pelo 22 e no segundo ano era lá pelo 16, guardadas às devidas proporções de uma sala que cabiam 300 pessoas.

Na Poli eu sento perto da porta e/ou perto da lousa, nas salas do cirquinho eu sentava lá atrás porque as fileiras que não a última eram um cu de entrar e sair gente (quem viveu sabe), no resto das salas eu sento mais perto da lousa, agora na sala da naval que é inclinada eu sento no meio, seguindo mais ou menos a lógica de escolher lugar em cinema onde muito perto dá torcicolo e muito longe não dá pra enxergar.

Durante meus anos de ensino fundamental e médio eu precisava ficar no lado das janelas, além de ter o apoio pra dormir, as janelas no meu colégio davam pra quadra e era sempre interessante ficar vendo o pessoal jogando nas aulas de educação física e o ventinho (antes de botarem AC nas salas) era bom demais. No cursinho não tinha janela e na Poli as janelas dão pra lugar nenhum, então resta o conforto.

Acho que desde que comecei a Poli nem tanto, já que costumo sentar sempre perto de quem já conheço, mas o lugar onde sento na sala já me propiciou bons momentos e amizades que carrego até hoje. No ensino médio eu criei amizades bem legais com o povo que sentava perto de mim e no cursinho eu conheci uns caras bem gente fina pelo puro acaso de sentar perto deles, eu particularmente não acho que o lugar na sala defina se a pessoa vai melhor ou pior academicamente, ainda mais no meu ensino médio onde o professor escolhia onde cada um sentava, mas é um bom jeito de conhecer gente nova.

Enfim, esse post não tem nenhum propósito, eu só lembrei de onde eu costumava sentar nas salas de aula e quis escrever umas coisas desconexas, não vou entrar aqui no determinismo que o pessoal usa pra definir seu tipo de personalidade pelo lugar onde você senta numa sala de aula, mas é engraçado ver como eu já não me importo onde sento numa sala de aula, ainda mais agora que elas não estão sendo ocupadas há meses.

E é isso aí, pro próximo post eu juro que vou trazer algo mais interessante.

vlw flw té mais!

domingo, 16 de agosto de 2020

Eu gasto tempo demais no Youtube

90% do tempo que gasto no Youtube é vendo show/ouvindo música nova, mas nos 10% restante eu vejo meus canais favoritos sobre os temas mais variados, vou escrever um pouco sobre uns deles:

Trash Taste

É um podcast com uns youtubers de anime na real, mas eu prefiro esse formato em vídeo e as conversas são sempre interessantes, abordando aspectos da vida no Japão (pelos olhos de estrangeiros) e besteiras aleatórias sobre mangás e animes.

Stuff Made Here

Canal de um engenheiro onde ele cria uma coisas bizarras tipo um taco de baseball que sempre acerta home runs e até um robô que corta o cabelo automaticamente com tesouras, bem legal ele mostrando o processo de criação dos projetos.

Okana Nanako

É o vlog de uma moça japonesa que (supostamente) vive de arubaitos e faz vídeos dela cozinhando e às vezes também das viagens de férias, o canal capta tão bem essa juventude japonesa atual DA QUAL EU QUERIA FAZER PARTE que eu fico admirado, mas é bem legal ver as receitas casuais que ela faz, sem qualquer charme ou glamour.

Philip Solo

Canal de um nóia canadense que faz uns vídeos... intrigantes. 

Intrigante.

Ashens

Possivelmente é o canal que acompanho faz mais tempo, tipo uns dez anos, e que nunca mudou a fórmula: é um inglês fazendo reviews de coisas randômicas no sofá marrom dele: de comidas vencidas há mais de 50 anos até cópias chinesas de consoles. 

Half as Interesting

De onde tiro boa parte dos conhecimentos inúteis que tenho (fora dos mangás).

Mustard

História de umas obras de engenharia mecânica/aeronáutica/naval bem interessantes.

Zoe's Studio

É o dia-a-dia de uma barista em um daqueles cafés que estão na moda no mundo inteiro, mas esse no caso é na Coréia do Sul. Bem legal ver como as bebidas e pratos são diferentes dos que estamos habituados a ver no Brasil ou até mesmo dos que via no Japão.

James Hoffman

Canal de um barista inglês que dá dicas sobre o preparo e compra de café, bem interessante apesar de eu não tomar mais café faz um tempo já.

Dancing Bacons 

Canal de um cara de Singapura mas que viaja pela Ásia inteira, os vídeos são tirados em primeira pessoa, dele experimentando comidas diferentes, bem legal ver não só os vídeos do Japão mas também como a cultura da comida é diferente nos outros países.

Casual Navigation

Canal obrigatório pra todo engenheiro naval e quem se interessa pelo assunto, bem informativo e com explicações fáceis até pra leigos no assunto.

I Will Always Travel for Food

É a mesma coisa que o Dancing Bacons mas é só no Japão, bem legal.

Sally Amaki

Canal de uma idol (do grupo 22/7) que nasceu nos States. As legendas em inglês não têm nada a ver com o que ela fala em japonês mas é parte do humor autodepreciativo tipicamente japonês. Ela fala em inglês em uns vídeos também.


Mind the Headphone

É o melhor canal sobre equipamentos de áudio do Brasil. O cara também criou uma marca de fones nacionais pro mercado audiófilo, ele manja bastante do assunto e sempre traz opções que temos aqui no Brasil, não só aqueles mais manjados que só vendem no exterior e que são um cu de achar por aqui.

Regular Cars Reviews

EXTREME ADVERTISING FOR CARS. Imagina como seria se o Filthy Frank fosse da Pennsylvania e fizesse reviews de carro, só consigo pensar nisso. Tem uns vídeos dele que me atingem na alma de tão pessoais que são.

"The Vagabond Falcon really isn't mine, I'm just it's caretaker for a while, I will hold on to this vehicle as long as I can but when it passes from my hands, I hope her next owner will love her as much as I do"


Enfim, acho que é isso. Deixei de fora uns bem manjados tipo o Ted-Ed e o Veritassium e os de música, mas eu percebi no meio desse post que ando passando tempo demais no Youtube.

vlw flw té mais!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Eu te juro que Cooking Mama me ensinou a cozinhar

Um dia desses eu acordei e falei: "Vou aprender a cozinhar".

Na moral, eu não quero sair dessa quarentena do mesmo jeito que entrei nela (a não ser que mesmo jeito seja VIVO, eu ainda pretendo sair vivo dessa quarentena), então eu estou aproveitando que a USP tá pagando os certificados do Coursera e estou fazendo uma dezena de cursos que podem acrescentar ao meu currículo ou que pareciam interessantes, já fiz cursos de Excel, de Psicologia e de Teoria dos Jogos e estou fazendo um sobre Budismo (sim), Mercado Financeiro e NEGOCIAÇÕES (vai que isso é útil).

Mas um dia desses resolvi começar a cozinhar, minha mãe tava meio de saco cheio e sem ideias e eu que tava mais ou menos em cargo de fazer as compras pra casa, então resolvi primeiro fazer uns pratos que eu sentia saudade de comer no Japão.

Tem um site bem bom chamado Just One Cookbook onde uma chef japonesa que mora em San Francisco bota umas receitas de comida japonesa casual, eu amo esse site, tem desde coisa simples tipo o saudoso Egg Salad Sandwich que tinha em toda konbini, a minha comfort food favorita Napolitan e até o meu donut favorito do Mr. Donut que eu amava. Eu só testei as receitas pra main dishes e uma pra espinafre japonês, mas todas saíram bem boas. 

Na moral que o bom de culinária japonesa casual é que se você tiver miso, shoyu, mirin, sake e açúcar, já dá pra cozinhar qualquer coisa, então resta você mudar a proteína: porco, frango, peixe ou, bem raramente para dar um ar mais autêntico japonês, carne bovina.

Eu tava querendo cozinhar comida japonesa faz um bom tempo já, eu assisto os vídeos da Okana Nanako já desde antes de ir pro Japão e comecei a ver mais uns três canais de culinária em japonês pra aprender a língua junto com algumas receitas, então tá tudo se encaixando bem agora. Isso tudo e ainda lembro de algumas receitas que aprendi jogando Cooking Mama no DS, melhor jogo.

Enfim, cozinhar no Japão mesmo não vale a pena se você mora sozinho e tem pouco tempo de folga, por isso ninguém no arubaito se dedicava a cozinhar algo com o mínimo de complexidade. Qualquer proteína que seja no Japão é cara demais e nos mercadinhos, depois de certo horário, os bentôs ficavam na metade do preço, lá por volta de 200JPY, então era quase impossível você fazer um prato decente e que valesse o tempo e o dinheiro pra valer mais a pena que comer um bentô ou em algum restaurante barato por perto, se muito você estaria economizando o equivalente a centavos, por uma comida que provavelmente não seria tão boa assim. O máximo que o pessoal cozinhava era no começo quando tínhamos as coisas que trouxemos do Brasil, mas depois deu no saco e as refeições se resumiam a curry pronto ou ramen instantâneo.

Minhas aulas começam semana que vem e não estou muito animado, essas foram as férias mais produtivas que eu tive em um bom tempo ao mesmo tempo que foram as mais deprimentes e acho que isso não é coincidência, eu juro que não lembro bem as férias do começo deste ano mas as minhas últimas férias de Julho foram incríveis, e essas que acabaram de passar também seriam mas, nesse ponto da minha vida, eu já sei que não é sempre que as coisas correm como o esperado, e ninguém esperava pela merda que tá rolando agora.

Pois é, enfim, vou lá ver o jogo entre o Bayern e o Barcelona pra fazer dessa sexta-feira um pouco menos deprimente, o Santos perdeu ontem mas pelo menos o menino Ney ganhou anteontem e hoje eu não torço por ninguém, só quero ver sangue mesmo.

vlw flw té mais!

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

CANCELADOH

Por uma ironia muito grande do destino, meu mangá favorito da Jump foi cancelado logo depois que fiz um post citando ele.

Act-Age é meu mangá favorito da Jump, a forma como ele usa todos os clichês e ferramentas do shounen tradicional pra fazer um mangá sobre atuação é simplesmente incrível. O mangá era feito por um roteirista e uma desenhista, desenhista essa que começou o mangá com 18 anos e tinha sido descoberta no pixiv.

Mas é, o roteirista do mangá foi preso por assédio de menores.

A Jump tomou uma atitude rápida dessa vez, talvez por estar mais consciente da imagem que ela projeta pro ocidente, e cancelou imediatamente o Act-Age, sem despedidas ou qualquer chance pra artista improvisar um capítulo final, acabou.

E isso me fez voltar pro questionamento eterno de "Dá pra separar a obra do artista?", na real que algo parecido tinha acontecido anteriormente quando o Watsuki (autor do Rurouni Kenshin) foi preso com pornografia infantil mas depois foi liberado e agora tá fazendo uma espécie de arco extra pro mangá de maior sucesso dele. Rurouni Kenshin foi um dos mangás (e animes) que mais me influenciaram quando eu era mais novo e isso não vai mudar, mas eu certamente não consegui continuar a ler o novo mangá do cara depois que rolou isso aí.

E acho que vai rolar a mesma coisa com Act-Age, eu nunca vou deixar de amar os personagens desse mangá mas vou sempre lembrar das merdas que o autor fez. Na real que eu estou mal pela artista, que nos últimos três anos melhorou absurdamente na arte do mangá e tava apostando todas as fichas no mangá pra deslanchar e virar uma mangaká estabelecida, desejo todo o melhor pra ela.

Acho que de outros artistas (incluindo músicos, escritores e tudo mais) eu não gosto de ninguém que fez uma merda desse tamanho, eu lembro que o baterista do Tokyo Jihen foi preso por agredir um policial (quem nunca), alguns outros músicos aí do Japão foram presos com drogas (o que só é big deal lá) e tenho certeza que uns escritores (que morreram uns 100 anos atrás) que eu gosto eram racistas e machistas pra caralho mas sinceramente, cancelar Aristóteles por ser escravocrata é ignorar o progresso da sociedade.

Eeehh, além disso eu tenho minhas dúvidas quanto à visão política da Shiina Ringo depois que ela foi num evento do LDP (partido de direita do Japão), ela deve ser aut-right pra um caralho mas nada vai mudar o respeito e admiração que tenho a ela.

Mas é um assunto foda de falar porque qualquer opinião que você tiver pode ser atacada, só ver o caso do goleiro Bruno que fez o que fez e vai jogar lá no Acre, depois de ser recusado por dezenas de times. Eu entendo bem os argumentos dos dois lados, tanto do lado da reabilitação quanto da punição mais severa, mas é foda. 

Agora no caso de maluco ser cancelado por ter usado uma expressão racista/machista/LGBT-fóbica num tweet em 2011 é imbecilidade, é não querer admitir que pessoas mudam e que os padrões morais da sociedade sempre foram os mesmos. Eu até deletei uns posts antigos aqui pra prevenir de ser CANCELADOH na hora que, eventualmente, eu for famoso.

Enfim, eu tava escrevendo um post sobre WAIFUS pra queimar meu filme mais do que já está queimado mas decidi escrever este post quando vi que Act-Age foi cancelado pelo motivo que foi, pelo menos esse perigo o Blue Period não passa já que é escrito por uma moça...

vlw flw té mais!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

ROLE MODELS

Eu sempre tive uns personagens e/ou pessoas em quem eu me espelhava pra me desenvolver, seja na maneira de andar, o jeito de se vestir ou os ideais e trejeitos de fala. Alguns aqui vão me dar uma vergonha absurda mas todo mundo já foi adolescente né. Eu botei só pessoas públicas no "Pessoas Reais" pra vocês terem uma ideia melhor, óbvio que tive role models em pessoas próximas como familiares, professores e amigos.

Parte I: Personagens fictícios

L (Death Note)

Óbvio que se você ler Death Note com 11 anos, você não vai discutir a moralidade do Light em pensar que BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO, você vai imitar a porra do L. Talvez meu primeiro personagem favorito, depois que li Death Note, comecei a andar com as costas curvas (o que, sem brincadeira, fodeu minha postura por uns 5 anos) e, quando dava, também sentava de cócoras nas cadeiras. Poxa, o L é daora pra caralho, ELE É O MAIOR DETETIVE DO MUNDO! e por pouco eu não imitei o cabelo também, na época acho que ninguém me zoava porque todo mundo tinha lido/assistido Death Note também e todo mundo amava o L.

Yang Wen-Li, Dusty Attemborough e Walter Von Schenkopp (LOGH)

O amor pela democracia do primeiro, o jeito relaxado do segundo e a BADASSidade do terceiro. Eu assisti LOGH quando tava começando a aprender um pouco mais sobre política então eu achei bem legal ter um ideal e viver por ele, não sendo extremo mas realmente sendo fiel a seus princípios é uma puta qualidade, foi nessa época que eu pensava em seguir carreira militar então acho que eu buscava exemplos a seguir.

Eikichi Onizuka (Great Teacher Onizuka)

Foi quando eu pensei seriamente em virar professor, eu escrevi sobre GTO uns posts atrás então não tenho muito a acrescentar.

Raoh (Hokuto no Ken)

EU NÃO ME ARREPENDO DE NADA NA MINHA EXISTÊNCIA!


[SPOILER DE HOKUTO NO KEN]

"Conceding defeat to his younger brother, Raoh proclaimed to have no regrets and sent his remaining life-force into the sky, restoring light to the world as he died standing proudly. His body was buried beside Toki's grave."

Na moral, se essa não é a morte mais ÉPICA da história dos mangás, animes, filmes, livros e quaisquer meios midiáticos, eu realmente não sei qual é. Essa morte foi tão épica no mangá que comecei a crescer barba depois de ler.

Raoh é um dos vilões mais bem escritos da história dos mangás shounen, e apesar do mangá ter continuado só pra ganhar dinheiro, já que o final do arco do Raoh seria um final ótimo pro mangá já, ainda acho essencial pra todo fã de shounen ler Hokuto no Ken, é sim o ideal meio não-saudável do homem macho pra caralho dos anos 80, mas é bom demais.

Personagens gênios feitos da forma certa

Aqui eu queria citar dois: o Ryutarou Asada do Team Medical Dragon e a Chiyoko Momoshiro do Act-Age. Os dois são bem diferentes, o Asada é gênio por ser gênio mesmo e a trama toda do mangá gira ao redor do impacto que um médico genial tem em um hospital e no jogo de influências de um departamento médico universitário, a Chiyoko por outro lado é o contraponto da protagonista Yonagi Kei, por mais que a Yonagi seja um gênio que provém de puro talento, a Chiyoko seria um tipo mais fabricado, produto de mais esforço (apesar de ter talento nato sem dúvida alguma), na moral que pelo mangá você tem que chamá-la de gênio pelo modo como é apresentada, mas é de se pensar fazendo essa comparação com a Yonagi.

Acho que a natureza selvagem do gênio sempre me maravilhou, apesar de eu nunca ter me considerado um gênio (ter as melhores notas num colégio particular com 50 por ano não é gênio, eu acho), eu gostava de ver esse arquétipo de personagem sendo bem executado e não exagerado.

Chiyoko Momoshiro e o famoso olhar "SOU FODA" de todo personagem gênio.


Eu amo os dois de maneiras iguais, mas eu amo mais a Chiyoko, da apresentação dela no mangá como sendo o topo da cadeia alimentar dos atores jovens no Japão até a humanização dela nos arcos seguintes, o desenvolvimento e a caracterização dela são bem legais e eu peço aos deuses que tenha uma adaptação decente de Act-Age pra anime e que ela tenha uma dubladora boa, peço isso também porque queria ter uma figure (ou pelúcia) da Chiyoko :3.

Parte II: Pessoas reais

Ryota Murata

Eu tinha acabado de ler Ashita no Joe e ver um boxeador japonês ganhar uma medalha de ouro olímpica foi bem legal, pena ter sido sobre um brasileiro, e de forma tão controversa ainda. Mas eu realmente achava o estilo de luta do Murata bem legal, ele era literalmente o Mourinho se fosse boxeador: raramente ia com tudo pro ataque e os placares eram sempre bem moderados, nunca tinha uma diferença gritante de pontos entre ele e o oponente.

Na época das Olimpíadas de 2012 eu tava fazendo karatê ainda então eu até cheguei a imitar umas coisas do boxe, mas sem muito sucesso.

Ronaldinho Gaúcho

Se você viu o Ronaldinho jogar no Barcelona e no Milan quando era criança e não tentou imitá-lo, você não é brasileiro. Talvez o maior responsável por eu gostar de futebol até hoje. Vamos considerar que eu só admirava o que ele fazia em campo mesmo.

Shiina Ringo

A pessoa que mais me inspirou na minha vida. Eu sinceramente acho que ela é uma das pessoas mais geniais da história, sem qualquer exagero, e por mais que eu não goste dos últimos álbuns que ela vem lançando, pelos trabalhos paralelos que ela vem lançando, o talento dela continua inquestionável. O que eu gostaria de ver é o lado mais humano dela, apesar de eu ter medo das opiniões políticas que ela tem, hoje é impensável que ela faça uma live no instagram, sendo que a Utada Hikaru faz constantemente, e é uma figura bem mais acessível e com uma carreira bem comparável à Shiina Ringo.

Mas é, eu consigo imaginar fácil fácil a Shiina Ringo falando que é contra casamento gay ou aborto, e tenho medo que isso afetaria o jeito como enxergo ela.

Nara Leão

Possivelmente a pessoa mais sussa que já participou do cenário musical brasileiro, ainda que isso não impedisse que ela tivesse opiniões bem contundentes quanto ao governo militar da época. Meu objetivo de vida é chegar no nível de sensatez da Narinha.

Nikola Tesla e Sadi Carnot

Não sei se posso chamá-los de cientistas mas com certeza eram engenheiros. Foram as maiores inspirações pra eu fazer engenharia, apesar de eu não ter ido pra elétrica ou pra mecânica, a figura deles sempre me cativou. Queria botar aqui um engenheiro naval mas eu realmente nunca achei um que fosse WOW FODA PRA CARALHO! como esses dois.


Parte III: E acho que é isso?

Eu estou com esse post aberto faz uns bons três dias e acho que é isso. Dá pra botar ainda várias figuras que admirei na minha adolescência mas digamos que não estou seguro de botar qualquer político que seja nessa lista, pra falar a real eu botaria o Brizola sem pensar duas vezes mas acho que, apesar de eu ser basicamente brizolista desde que entrei na faculdade, eu não acho legal fazer culto à personalidade de qualquer político que seja, MAS AINDA ACHO QUE O BRIZOLA TERIA GANHO DO COLLOR E SE TORNADO O MELHOR PRESIDENTE QUE ESTE PAÍS JÁ VIU.

Enfim, no campo dos personagens fictícios acho que dava pra botar até o Nagasawa do livro/filme Norwegian Wood mas ele não chegou a ser um role model pra mim, ficando mais na parte dos personagens que eu só achava legal mesmo.

Enfim, é isso.
Sepá eu atualizo esse post depois? Who knows.
vlw flw té mais

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Brave Heart

Eu esqueci de botar Digimon no post que falei sobre animes que mudaram minha vida.

Eeehhhh, por onde começo? Eu tava vendo um vídeo com as letras traduzidas do Brave Heart e comecei a chorar pra caralho. Meu deus, quando foi que esqueci das palavras motivadoras de Ayumi Miyazaki?

Pra ser bem sincero a tradução brasileira de Digimon (a primeira temporada) fez a mesma cagada que a tradução americana: botar uma música totalmente merda de abertura ao invés da ÉPICA Butter-fly, ÉPICA! Mas pelo menos eles deixaram Brave Heart pras digi-evoluções.

Eu assisti Digimon quando tinha uns 5 anos, bem antes de eu sequer saber distinguir anime de desenho animado ocidental, e foi parte da minha infância junto com Pokémon, Autopista, Power Rangers e todos os outros programas randômicos que passavam na Cartoon Network ou na Fox Kids um pouco antes dela virar Jetix.

E puxa, acho que eu era muito novo pra entender mas toda a mensagem que o anime do Digimon passa é legal demais, eu sei que é a coisa mais clichê de acreditar nos seus sonhos, cultivar amizades e tudo mais mas gerar empatia nos pimpolhos nunca é demais. O foda é que criança quase nunca vai sacar a mensagem por trás de algo que ela vê quando tem menos de 10 anos, por isso Bob Esponja faz mais sucesso que Digimon, por isso que Pokémon faz mais sucesso que Digimon (contando só o anime), por mais que eu ame Pokémon de coração, puta merda, o anime de Digimon é muito melhor.

Eu chorei vendo a letra de Brave Heart porque lembrei de todos os sonhos que tinha quando criança, bombeiro, astronauta, jogador de futebol, pra ser sincero eu nunca fui dessas crianças de projetar meu futuro numa profissão extravagante e acho sim que o Yoiti criança ficaria feliz de saber que seu eu-futuro estaria fazendo engenharia naval (afinal, é um dos cursos que mais parecem ser pica só pelo nome) mas não deixo de pensar como eu decepcionei minhas pretensões de infância.

Até o ensino médio eu tinha um orgulho que foi esmigalhado tanto pelos vestibulares onde não passei quanto pela faculdade que viria depois, até entrar na faculdade eu jurava pelos deuses que faria qualquer coisa contanto que não fosse medíocre, e cara, needless to say que quebrei a cara de todas as maneiras possíveis na Poli e quando menos esperava meu orgulho já estava em pó.

Eu não quero fazer desse post um choro das minhas pitangas então não vou ficar aqui me arrastando e sendo pessimista pra caralho, afinal, acabei de ouvir Brave Heart. Se qualquer coisa eu deveria estar envergonhado de não estar fazendo nada e ver de começar a agir e deixar de ser um bunda mole do caralho.

Já dizia Ayumi Miyazaki no Brave Heart (numa tradução questionável):
"Agarre! Seus sonhos perdidos.
Proteja! Seus amados amigos.
Você pode ficar mais forte.
Poderes desconhecidos saem do seu coração quando o fogo se acende."

E hmmm, uma coisa que me orgulho bastante é de ter mantido as amizades que criei na minha escola, acho que é uma história que ouço com bastante frequência de que o pessoal acaba se distanciando dos amigos do ensino médio já que cada um vai pra um canto fazer faculdade mas no meu caso, mesmo com a galera tudo indo pra fora de São Paulo, acho que não nos distanciamos a ponto de não podermos chamar o que temos de amizade, a Turma da Trave se mantém forte. Isso sem querer diminuir as amizades que fiz depois obviamente, tanto na Poli quanto no arubaito, os amigos que fiz no caminho são mais um ponto que não decepcionaria o Yoiti criança de 20 anos atrás.

Enfim, chorei, escrevi e me motivei. Agora vou sempre questionar se minhas ações seriam vistas a bons olhos pelo Yoiti pimpolho, se for pra me foder que seja depois de eu realmente tentar.

valeu, falou té mais!

domingo, 19 de julho de 2020

CHAMA OS GHOSTBUSTERS, PORRA!

Vocês acreditam em espíritos? Eu não acredito em espírito, fantasma, assombração e essas coisas, mas minha estadia no Japão me testou.

Por algum motivo no Japão é dado que existem espíritos. "Ah, alguém morreu no apê onde vou morar? Vou chamar o sacerdote do templo mais próximo pra fazer uma limpeza." -uma frase normal no Japão.

No Brasil eu passo fácil por dentro de um cemitério à meia noite pra cortar caminho pra um lugar, o meu maior medo é que o cemitério na real seja ponto de encontro de gangue ou algo assim mas eu não teria muita preocupação com quem tá enterrado lá.

No Japão, como eu não precisava me preocupar com os vivos, eu comecei a criar uma paranoia com  o templo/cemitério que ficava no lado do nosso apê em Yamanashi, o que não ajuda é que nas cidades do interior do Japão a iluminação pública é totalmente cagada: os postes ficam a uns 20m de distância entre si e a luz do poste só ilumina uma área ao redor dele, o resto fica num breu do caralho. Isso apresentava dois problemas práticos: o primeiro é que as poucas "calçadas" que tinham eram placas de concreto com furos sobre córregos, então a chance de tropeçar era imensa. O segundo é que se você não conhecesse por onde andava, as chances eram enormes de você se perder por não ter visto a entrada pra uma ruela. Mas o problema maior era o cagaço de ver algum fantasma.

O folclore japonês é cheio de demônios, espíritos e o caralho todo, e por mais que eu tenha evitado com todas as minhas forças a começar a acreditar nessas coisas, recusei veementemente de ir na floresta do suicídio que era relativamente perto de onde a gente tava por exemplo, quando você tá num país que é natural SABER (não acreditar) que espírito existe, você acaba acreditando um pouco também.

Não sei se ajudou mas eu fui pra uns seis ou sete templos lá em Tokyo, gastei uma boa grana em amuletos e tirando a sorte (quem assiste anime deve saber do que estou falando), o fato é que eu não sou budista nem xintoísta mas as visitas aos templos eram uma boa pausa pro caos que era a cidade e eu me sentia genuinamente bem quando visitava um, sou da opinião que as igrejas costumam ter um ar bem mais intimidador (apesar de eu conhecer mesmo só a do meu colégio).

Mas é, até os brasileiros que trampavam no Japão falaram pra gente com a maior naturalidade possível que assombração existia mesmo, ainda tenho minhas dúvidas se eles falavam isso pra assustar a gente só ou se acreditavam realmente naquilo, mas o fato é que eu nunca acordei de madrugada pra ir ao banheiro enquanto eu tava no Japão.

No final eu não adquiri nenhum medo por espíritos, fantasmas ou afins porque isso meio que conflita com minha ideia de pós-morte (que eu não sei o que é, mas não envolve perambular pela terra) mas eu posso muito bem mudar minha ideia em relação a isso a qualquer momento, sou a pessoa com mais medos irracionais que você deve conhecer.

Eu tenho uns calafrios aleatórios durante o dia, será que é uma espécie de sensitividade a espíritos que o Danny Phantom tinha no desenho? Só podemos imaginar a resposta.

Enfim, é isso aí.
vlw flw té mais.
Espero não ser assombrado por este post futuramente.