domingo, 11 de janeiro de 2026

Viagem pro Japão 2025: Capítulo 5

Dia 1/11 - Fushimi Inari e Nara

Já passamos dois dias em Kyoto e só fomos no templo/santuário do lado do hostel! Vamos mudar isso!

Começamos o ida comendo no bom e velho Yayoi, restaurante que comemos todas as manhãs que passamos em Kyoto.

Preguiça de girar a foto

 O café da manhã no Yayoi não tinha nada de muito diferente do que comemos no Matsuya lá em Ueno: era uma proteína, arroz (no Yayoi era um arroz mais diferente, mas ainda arroz), missoshiru e um tofu ou outra guarnição que você podia pedir, mas nós gostamos bem mais do sabor dos pratos deles do que do Matsuya, então acabamos tomando nosso café todo dia no Yayoi, além do negócio ser literalmente do lado do nosso hostel.

Rumamos então para o Fushimi Inari.

Os famosos toriis do Fushimi Inari (foto do Nathan)

 O Fushimi Inari estava CHEIO, muito CHEIO. Cara, esse é aquele santuário com dez mil toriis (talvez mais?) e que a galera gosta de tirar foto e fazer merda. Tinha tanta gente no túnel de toriis que a gente tava andando num ritmo de procissão. A gente parou antes dos toriis pra pegar o goshuin e eu em especial parei pra pegar o caderno de goshuin ilustrado pelo Yoshitaka Amano (ilustrador dos primeiros Final Fantasy), comprei uns omamoris e então rumamos pelos toriis.

Uma hora lá no meio, vendo que não ia ter muita coisa mais além dos toriis, decidimos dar uma desviada numa trilha pro meio da montanha e fomos parar numa floresta de bambu.

Não é Arashiyama, mas tava vazio.

 Não era lá AQUELA floresta de bambus, mas tava vazio e o clima tava agradável.

A gente foi para nuns cemitérios e mini-templos pela montanha e só seguimos reto e seguimos até dar numa estradinha no lado de um monte de plantações.

Finalmente nos livramos dos turistas em Kyoto (foto do Nathan)

 Andamos e andamos seguindo o Google Maps pra estação mais próxima mas achamos umas joias no meio do caminho.

Lojinha sem vendedor com livros de gravuras artesanais (foto do Nathan)

 Passamos por uma lojinha onde vendia livros de gravuras artesanais, cara, era o tipo de artesanato muito maneiro e bem feito de verdade. Comprei um livrinho com uns poemas e gravuras mas tudo nessa lojinha era muito bem feito. A lojinha em si era totalmente na base da confiança: você pegava o produto e deixava a grana na caixinha.

Passamos por um templo subindo uma bela escadaria, onde dava pra ver parte da cidade de Kyoto.

Já vimos tudo do Fushimi Inari (que tínhamos saco pra ver), então decidimos ir pra Nara.

Pra chegar em Nara a gente pegou um trem da Estação de Kyoto pela linha Nara, descendo na estação Kintetsu Nara.

A estação está ligada a um shotengai e como já era umas 13h, decidimos arranjar um lugar pra comer lá, fomos num Tonkatsu.

Tonkatsu com Ebi Furai (foto do Pedro)

 Esse restaurante de Tonkatsu era interessante: vinha um pilãozinho pra macerar gergelim e misturar os molhos que você quisesse, pra dar textura e tal. De resto era um teishoku normal, delicioso. Na fila um cara turco ficou perguntando pros meus amigos se eles sabiam o que tinha nos pratos, ele nem tentou falar comigo, provavelmente por achar que eu era nativo.

Bem almoçados, fomos em direção ao parque de Nara pra ver os veadinhos, no caminho comprei um saquinho de baby castella fresquinhos, pensa na massa de Taiyaki/Crepe só que em forma de bolinhas, bom demais (comprei o saquinho grande e ele acabou durando até Osaka).

Rumamos meio sem rumo até ver que tinha um templo lá perto pra ver.

Tem um monte deles pela cidade toda, chega a ser engraçado.

 
Templo Kofukuji em Nara

Olhar de fora é de graça mas entrar nos salões dos templos precisava de ingresso, já que a gente tava lá, acabamos pagando. Tava tendo uma demonstração de naginata na frente do templo.

Depois fomos pegar o goshuin e mais omamori.

Descemos na rua comercial do templo e fizemos umas compras, destaque pro mochi preparado na hora, aquele mesmo que tá famoso no Instagram "YOISHO HAI HAI HAI YOISHO HAI HAI HAI". Passamos em umas lojas do shotengai no aldo da estação e vazamos pra casa.

De noite fomos pra Estação de Kyoto pra explorar e comemos num izakaya, tava mais ou menos. Exploramos as lojas da estação e voltamos pro hostel.

 

Dia 2/11 - Kiyomizudera e Delta do Kamogawa 

 

Acordamos cedo pra ir ao Kiyomizudera, um dos templos que você pensa quando pensa em Kyoto.

O Kiyomizudera é um dos templos que é meio chatinho de ir de transporte público, porque as ruinhas que dão acesso a ele são íngremes e bem, são ruinhas.

A gente acabou não indo ao Kinkakuji porque tinha que pegar ônibus e nem dava pra entrar no negócio dourado, então o Kiyomizudera (junto com o Fushimi Inari) foram os templos mais populares que fomos.

O Kiyomizudera tem uma parte que tem acesso de graça, mas maioria do complexo do templo você só tem acesso depois de pagar um ingresso. Sinceramente, vale bem a pena. Os omamoris e goshuin são mais baratos que os templos que visitamos até então e tem bastante coisa pra explorar.

Essa estrutura de madeira não tem nenhum prego

 
Meu pai me falou que essa foi uma das únicas fotos boas que tirei na viagem

O atrativo do Kiyomizudera é uma fonte que tem água com efeitos místicos ou coisa do gênero, obviamente eu e meus amigos bebemos.

Depois descemos a rua comercial do templo e inventei de comer aquele pepino no espeto que aparece em anime e sempre comem no verão... e só quando dei a primeira mordida que me dei conta que é um tsukemono mas de PEPINO INTEIRO, comi o pepinão sofrendo, o negócio é muito azedo.

Depois de explorar (bem) os arredores do Kiyomizudera a gente foi pro Palácio Imperial de Kyoto... era esse o plano pelo menos, o negócio tava fechado (acho que era domingo) e já era 13h! A gente tava morrendo de fome. Eu dei a ideia de comer hamburguer, mas não de rede, então achamos um restaurante perto do palácio: o Olu Burger.

Olu Burger em toda sua glória (foto do Pedro)

 Caros leitores e leitoras, pra tudo o que comemos nesta viagem eu recomendo muito vocês experimentarem os pratos, não necessariamente os restaurantes, porque não comemos em nenhum lugar específico onde a forma que o restaurante em específico fazia alguma diferença. O Gyukatsu era bom mas muitos lugares faziam igual, o kaisendon idem, mas esse hamburguer? Puta que pariu.

Foi o melhor hamburguer que comi na vida, simples assim. O pão é claramente feito no restaurante e a carne era 100% wagyu puta que pariuuuuuuuuuuuu. Muito bom. Recomendo fortemente que vocês comam no Olu Burger se forem pra Kyoto, queria eu estar sendo pago pra fazer essa divulgação, mas realmente foi uma experiência incrível.

Bem, terminada e experiência transcendental de comer no Olu Burger, cada um foi pra um lugar, era a tarde livre antes da gente ir pra Osaka.

Eu queria conhecer a Universidade de Kyoto (Kyodai), sim, por causa de Tatami Galaxy mas lá é também onde o Genji e a Yui do Evangelion estudaram, além de ser relativamente perto de onde a gente tava.

A famosa árvore e a torre do relógio da Kyodai

 

A Universidade de Kyoto é bem parecida com a Universidade de Tokyo: as duas são bem urbanas e têm um campus bem denso, eu já falei isso quando escrevi sobre a Universidade de Tokyo mas reforço: a USP não tem nada a ver com as duas, se eu demorava meia hora saindo da Poli indo pro bandejão central, em 40 minutos você consegue cruzar o campus todo dessas duas universidades. Eu sinceramente preferiria que o campus da USP fosse assim, ainda mais a parte de ser mais urbano e perto do transporte público, mas vejo valor também na Cidade Universitária como ela é.

Enfim, na ida pra Kyodai eu vi o famoso delta do Kamogawa, lugar onde os estudantes da Kyodai e jovens em geral da região vão pra descontrair.

Delta do Kamogawa, um dos meus lugares favoritos nessa viagem.

 O delta do Kamogawa e suas margens são um espaço bem maneiro de socialização. O delta em especial é um parque, tinha um monte de casais e famílias curtindo o clima meio ameno de fim de outono, tinha rodinha de violão e nas margens do rio eu vi pelo menos três bandas de jazz ensaiando.

Eu pulei essas pedrinhas pra chegar no meio, o rio é bem raso

 

Pode ser meus rose-tinted-glasses de turista mas porra, que lugar legal. Eu tinha passado num Seven Eleven e peguei um potinho de Calbee Jagariko e um chá pra aproveitar o Delta, então me acomodei numa encosta com grama e fiquei lá curtindo o clima por umas horinhas, até botei um alarme pra tirar uma sonequinha de 20 minutos porque o clima tava muito incrível pra deixar passar. 

No verão eu sei que a galera bota cadeira no meio do rio e fica lá curtindo a água, que inveja! A água é bem rasa então imagino que seja um lugar bacana pra ir com família e amigos.

O rio Kamo (ou Kamogawa, gawa/kawa é rio em japonês) corta Kyoto inteira, e por toda sua extensão a margem tem toda uma estrutura pro pessoal andar e ciclofaixas, acho que essa integração só é possível porque o rio é ridiculamente raso na maioria do ano mas é algo que a gente não vê em Tokyo por exemplo, o Kamogawa é mais charmoso e tem um papel mais social que o Sumida/Tama/Arakawa.

Enfim, como era nosso último dia em Kyoto, decidi fazer umas compras, rumei pra Kawaramachi que é a rua comercial (queria achar coisa na Uniqlo). Achei o famoso moletom do Gengar da Uniqlo e uma camiseta do Chainsaw Man!!!

Enfim, nisso chamei meus amigos pra comprar essas roupas de collab da Uniqlo (que em Tokyo não tínhamos achado) e rumamos de volta pro hostel, o jantar do dia foi bento do Supermercado. No dia seguinte a gente ia rumar pra Osaka.

Kyoto foi a parte que mais me surpreendeu na viagem, eu esperava que seria uma cidade 100% histórica mas ela tem uma vida social bem ativa e a cidade em si é super charmosa, o foda é que as linhas de trem não se comparam com Tokyo, muitos pontos turísticos exigem que você pegue ônibus ou ande pra caralho mas assim, ainda é bem melhor que São Paulo por exemplo, é só que Tokyo que é fora da curva mesmo. As comidas são deliciosas, o supermercado do lado do hostel foi o melhor que frequentamos nessa viagem (te amamos, Fresco!) e o hostel também foi talvez o melhor que ficamos. Eu acho que conseguimos fazer tudo o que queríamos mas na próxima vez eu queria explorar mais algumas coisas, amei de verdade essa cidade. Eu nem sou fã de coisas históricas assim mas é uma cidade que usa a história pra construir algo bacana que não fica na mesmice de só visitar templo e castelo.

E é isso, pessoal! Como ficamos só três dias em Osaka, vou tentar botar Osaka inteira num post só.

vlwflw té mais! 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Viagem pro Japão 2025: Capítulo 4

 Dia 30/10 - Indo pra Kyoto e conhecendo o Nishiki Market

Nosso trem bala pra Kyoto saía 10 e pouco então fizemos checkout lá pelas 8. O plano era passar no subsolo da Estação de Tokyo pra pegar o bentô no trem. É uma tradição que queria mostrar pros meus amigos: o pessoal pega o trem bala bem no horário do almoço pra comer durante a viagem, que dura lá suas duas pra três horas.

Eu aproveitei essa oportunidade pra pegar um bentô de unagi (enguia) pra experimentar e uma porçãozinha de kara ague pra complementar, e um chazinho que não podia faltar. 

Me diz se essa não é uma refeição digna de reis?

 Pior que achei enjoativo. Não sei se o molho agridoce tava mais pro doce do que pro agri mas nem consegui terminar a enguia de tão doce que achei, pelo menos o kara ague tava ok, e percebi que kara ague sem gengibre não é um problema só daqui do Brasil, mas tava bom.

Foi bem bacana a experiência de pegar um trem bala, não é um maglev nem nada do gênero mas porra, só do negócio chegar perto dos 300km/h já me assustou, e pensar que o primeiro trem bala lá da década de 70 não era tão diferente do atual, é realmente admirável.

Chegamos em Kyoto lá pelas 13h e nosso check-in era 15h, o hotel era uma estação de distância da estação de Kyoto (onde descemos do trem bala) então tínhamos duas horas pra explorar a região, deixamos nossas malas na recepção e fomos explorar por perto.

Kyoto é bem diferente de Tokyo, era minha primeira vez lá e eu realmente esperava que seria só casinhas de madeira, templos e gueixas, mas a cidade é bem desenvolvida. As partes históricas são mais afastadas do centro e é legal ver que lá tem uma vida social bem ativa. Demos uma volta pra achar uns templos perto, e isso tinha de monte mesmo na cidade.

Templo a duas quadras de distância do hostel (foto do Nathan)

 Tinha um templo em particular, a duas quadras de distância do nosso hostel, que era bem simpático e vendia os omamoris mais bonitinhos que vi durante a viagem.

Omamori de coelhinhosssssss

 Passamos também no primeiro supermercado da nossa viagem: o FRESCO. Essa rede só tem em Kansai acho, não vi em Tokyo, e era um mercado bem bom: tinha variedade de tudo, bentôs baratos e muitas bebidas, tudo isso num preço bem ok.

Beleza, chegou a hora e voltamos pro hostel pra dar o check-in.

Screenshot de um vídeo que o Nathan tirou do quarto
 

O quarto não era lá muito mais espaçoso que o anterior mas era. Dessa vez não tinha banheiro no quarto mas os banheiros e chuveiros desse hostel eram incríveis, quero dizer, as privadas foram boas durante a viagem toda mas o chuveiro desse hostel tá de parabéns mesmo viu.

Foto do chuveiro (foto do Nathan)

 O chuveiro era tão pica que tinha instrução de uso no box. E a água do hostel inteiro era filtrada então era só a gente ir no banheiro pegar um copo (que tinha lá) pra tomar, sinceramente não sou muito fã disso, já que não dava pra pegar água gelada e não tinha geladeira nem no quarto e nem no hostel inteiro, mas o chuveiro realmente fez valer a pena.

Deixamos as malas no quarto e fomos pro primeiro destino: Nishiki Market.

O Nishiki Market é um shotengai enorme só que feito pra turistas. Eu achei bem parecido com a Ameyoko mas o nível de tourist trap aqui era absurdo, tinha desde espetinho de wagyu por 5000 yen até sushi de bluefin por 3000 yen CADA PEÇA, obviamente comi algumas coisas, não tão caras mas tourist trap nonetheless. 

Nishiki Market em toda sua glória

 O que a gente não sabia era que o Nishiki Market era ligado diretamente a uma rede de shotengais ENORMES onde me perdi pelo menos umas seis vezes. Puta merda, eu andei tipo uns 3km só DENTRO dos shotengais e do Nishiki Market e não vi tudo, achei a parte do shotengai propriamente dito até mais interessante que o Nishiki Market, porque tinha coisas mais pros locais e umas lojas realmente interessantes, mas é, ficamos até tudo fechar.

Comidinhas do Nishiki Market, tourist trap? Sim, mas ainda deliciosas

 
Shotengai conectado ao Nishiki Market

Andamos, comemos e já era hora de ir embora. No caminho (andando) pro hostel dava pra passar no Pokemon Center de Kyoto e fomos lá, não comprei nada mas fui procurar uns negócios de Chainsaw Man por perto, obviamente sem nenhum sucesso, então voltamos pro hostel.

Como todo mundo tinha comido pelo menos alguma coisinha, a fome demorou um pouco pra chegar, então fomos pro Coco Ichibanya pra comer um curry de noite.

To com preguiça de virar a foto.

 Eu pedi um curry com caldo de lagosta e com camarõezinhos e um tonkatsu pra acompanhar. Po, delicioso tá, o Coco Ichibanya é famoso por você poder personalizar absolutamente tudo do seu Curry e escolhi justamente o curry que eu menos teria chance de comer aqui no Brasil, mas também peguei um tonkatsu porque tonkatsu com curry é a melhor combinação da culinária japonesa, como todos sabemos.

Voltamos pro hostel e dormimos.

Dia 31/10 - Castelo de Nijo e Museu da Nintendo

 Eu deixei o roteiro deste dia na mão dos meus amigos, não tava muito afim de ficar vendo muita coisa no detalhe, então o Nathan pesquisou e achou sobre o Castelo de Nijo, que aparentemente foi construído no Shogunato e tal.

Castelo bem bonito, não tinha aquela edificação central castelo castelo mesmo tipo o de Osaka mas era bem legal o complexo inteiro, as fortificações e muralhas eram bem legais, além dos jardins impecáveis.

Vista de cima da muralha de um dos pontos de entrada do Castelo de Nijo

 Andamos bastante e foi o primeiro lugar que passamos que tinha aquele carimbo que você ia completando ao passar pelos checkpoints, no final ce tinha um negócio carimbado com todas as cores.

Carimbo do Castelo de Nijo, foi o único que consegui completar nessa viagem

No final paramos pra tomar um sorvete (pelo menos eu) e rumamos pra nosso próximo destino: Museu da Nintendo! Mas antes paramos na Estação de Kyoto pra almoçar.

Lamen que comemos na Estação de Kyoto (foto do Pedro)

 A gente parou num lugar de rede bem x na estação de Kyoto pra almoçar, tinha cardápio em inglês e serviam lamen, já era mais que o necessário. O curioso é que nesse lugar tinha uma plaquinha explicando o que era cada uma das coisas que tinha na mesa pra botar no lamen e FINALMENTE descobri o negócio que amo botar no lamen e nunca achei aqui: Takana.

Pickled Takana my love.

 Cara, eu acabei procurando e achei que é um tipo de mostarda, e em restaurantes sempre é servido com pimenta shichimi, o negócio é delicioso e com o lamen então é perfeito. Pra mim é Takana e alho ralado no lamen em doses cavalares e fico feliz, aqui no Brasil como não tem takana, fico só no potinho de alho mesmo (quando tem).

Enfim, seguimos para o Museu da Nintendo depois do nosso almoço. 

O mais esperado em Kyoto.

 O Museu da Nintendo é um rolezinho de conseguir ingresso: primeiro que você tem que ter conta Nintendo, depois você tem que entrar numa loteria e selecionar três horários (podendo ser em dias diferentes) e se você for selecionado, te alocam pra um horário e você compra o ingresso, pois bem, nós quatro entramos na loteria pra comprar 4 ingressos (então só precisava um ganhar pra conseguir comprar o ingresso) e acabou que nós quatro conseguimos. O foda é: pra gente ter mais chance e não disputar um com o outro, escolhemos todos horários diferentes, acabou que peguei o melhor horário lá de manhã. O foda, mais uma vez, é que pra dar um double check pra ver se teu número de celular cadastrado é real, eles mandam você ligar pra um número gerado na hora, número esse obviamente do Japão, e meu plano de celular da Vivo não deixa ligar pra fora do país nem fodendo AAAAAHHHHHHHH, é, ficou pra lá o plano de ir com meu horário, então pegamos o horário de Alvin que era o segundo melhor (pós-almoço) e fomos, e é isso o prefácio da jornada pro Museu da Nintendo.

Controle gigante de 64 (foto do Pedro)

 

O Museu é dividido em duas partes: a parte Museu mesmo, onde tem todos os consoles e várias parafernálias da Big N pro pessoal ver (que é interessante mas a gente não podia tirar foto) e tinha a parte mais popular: a parte com os joguinhos. Basicamente você tinha uma quantidade limitada de créditos pra jogar em uma série de jogos ou baseados ou literalmente jogos mesmo da Nintendo. Dava pra jogar Mario 64 com um amigo num controle gigante de Nintendo 64 mas dava pra jogar nuns consoles que, como já é de conhecimento comum, não são nada mais que emuladores com controles originais pra galera brincar. É um lugar bem legal de visitar e tava na minha lista de lugares pra conhecer, mas não é lá imperdível também, mas é legal.

Wiimote gigante, ele é lindo (foto do Pedro)

No final disso tudo obviamente tem uma lojinha com tudo o que você pode imaginar, inclusive o Wiimote gigante que, com grande pesar, deixamos de comprar porque não conseguimos imaginar como íamos trazer na mala. 

Quando saímos do museu já tinha escurecido (tava escurecendo cedo quando a gente tava lá, tipo antes das 18) e tava chovendo, hora de voltar pro hostel e ver o plano pra janta.

Paramos na Estação de Kyoto pra fazer baldeação pra nossa linha e nos perdemos, acabamos nos encontrando e seguimos as setas pra nossa linha quando o Pedro parou pra ver uma lojinha, nisso a gente seguiu pra depois da loja pra ver o que tinha e achamos essa vista da Kyoto Tower:

A (não tão) grande Kyoto Tower

 Seguimos mais e vimos umas escadas rolantes indo pra cima e subindo ela a gente conseguiu ter uma visão melhor da estação:

Uma beleza arquitetônica

 E subimos mais ainda e vimos as famosas escadarias com iluminação led que sempre tá passando alguma coisa, dessa vez eram motivos de outono:

Tava chovendo, meio perigoso de subir essa escada

 Então vimos uma passarela lá no alto da estação e subimos a escadaria iluminada (as escadas rolantes no lado dela no caso) e chegamos lá no Sky Walk:

A estação vista do topo da escadaria, no meio está a Sky Walk.

 
Vista pro canal, olhando da Sky Walk

Kyoto Tower da Sky Walk

Foi legal pra caralho, nos perdemos um pouco mais nessa parte de cima da estação e encontramos uma maquete de lego da própria estação num lugar meio isolado e que, pelo o que tudo indicava, era o esconderijo dos adolescentes da região, tinha alguns casais se pegando e grupos de meninas filmando tik tok, fé que a taxa de natalidade vai subir pelo menos em Kyoto!

Andamos mais e mais e fomos pro shopping abaixo da Kyoto Tower pra ver se tinha algo pra comer, mas nada interessante, então voltamos pro hostel.

Depois bateu a fome, então pegamos o trem pra andar por Gion pra ver se tinha algo legal pra comer.

Ponte Shijo em Gion

 Andamos andamos e andamos e avistei um Gyukatsu, dei a ideia pro pessoal, todos concordaram, já salivando com a ideia de uma boa carne.

To com preguiça de girar a foto

 Gyukatsu, pelo menos desse tipo, é tipo um tonkatsu só que é carne bovina e ela vem CRUA por dentro e empanada e frita por fora, aí vem uma chapa quente pra você passar o ponto da carne a seu bel prazer. Pra ninguém morrer de vontade ou morrer de pobre, pedimos dois pratos de wagyu e dois normais, sendo que o combinado era dividir as carnes igualmente entre todos pra todos poderes experimentar wagyu, e não era um wagyu normal não, era A5 porra. Levem em conta que esse foi o primeiro wagyu da viagem.

Tava bom pra caralho.

Puta que pariu, que carne boa, vai se foder.

Você pode olhar pro wagyu, só ver gordura e pensar "porra, vou pagar 200 conto num monte de sebo?" Nope, cara, pode parecer eu tentando justificar o gasto que tive mas Wagyu de verdade é MUITO diferente de uma carne normal. Não vou me estender muito porque não é o ponto do post, mas é um negócio bizarro. Porque tem muito umami no gosto do wagyu e a coisa mais próxima dele em sabor, por incrível que possa parecer, foi o atum bluefin que comemos no outro dia. Ah, pode me xingar o quanto quiser, mas antes coma Chutoro de Bluefin e coma um Wagyu A5 e constate que eu só disse verdades aqui.

Enfim, comemos. O restaurante era muito tourist trap, era caro sim mas a qualidade estava muito boa.

De pança cheia voltamos pro hostel.

E o que faremos mais em Kyoto? Fica pro próximo post. Eu queria condensar mais umas coisas mas acho que uns detalhes legais da viagem iam se perder. A parte de descobrir a Sky Walk na Estação de Kyoto foi um negócio bem legal e das experiências que tive com meus amigos foi a que mais guardo com carinho. Eu costumo valorizar muito essas experiências imprevistas porque a expectativa é zero né, então pra corresponder pode acontecer qualquer coisa que já me satisfaz, mas momentos como ver a Estação de Kyoto de cima da escadaria me lembram muito a vez que vi Shibuya de noite pela primeira vez, ou a primeira vez que vi Tokyo do alto da via expressa. Esse sentimento de espanto, de presenciar algo que não consigo descrever em palavras, acho que isso é o que busco sempre mas raramente acho, e no fim é isso que dá valor para as experiências.

E é isso, estou terminando de escrever este post na virada do ano, então feliz ano novo! Meu ano de 2025 foi cheio de altos e baixos e espero que meu 2026 tenha mais altos e menos baixos, e espero o mesmo pra cada um dos leitores e leitoras deste blog.

vlw flw, té mais! 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Viagem pro Japão 2025: Capítulo 3

Dia 28/10 - Ueno

 O dia começou com a gente saindo (relativamente) cedo do hostel e atravessando o Parque de Ueno. Nada no Japão abre antes das 10h da manhã então planejamos dar uma visitada na Universidade de Tokyo (ou Toudai).

 

Hachiko encontrando o dono, estátua na frente da faculdade de agronomia da Universidade de Tokyo

A atração principal foi a estátua do Hachiko encontrando o dono. Todo mundo conhece a estátua do Hachiko em Shibuya mas você sabia que tem uma estátua dele encontrando o dono? E que ele era professor de agronomia na Universidade de Tokyo? Pois é. Essa estátua é bem legal e extremamente fora do roteiro pro turista médio em Tokyo, ela é meio longe da estação de Ueno e fica dentro de uma universidade, então não é a coisa mais fácil de achar, mas é legal dar um rolê pela Toudai e ver a estátua.

Eu acabei visitando a Universidade de Kyoto também, e as duas são bem charmosas. Eu não conheço muitas universidades, acho que só o campus do Butantã da USP, a UFSC, a UFPR e umas particulares, e por incrível que pareça a faculdade brasileira que mais me lembrou as duas que visitei no Japão foi O MACKENZIE. LEMBRANDO QUE ESTOU FALANDO DO CAMPUS SÓ.

Porque pensa bem comigo, são faculdades com campus urbano, bem condensadas e que abrigam (maioria) dos cursos numa área bem arborizada mas sem grandes espaços vazios que nem a USP, acho, pra falar a verdade só passei pelo Mack umas duas vezes e foram duas vezes a mais do que eu queria, mas isso não anula o fato do campus lá do Higienópolis ser bonito.

Mas voltando: o campus é lindo e eu já tinha amado a vez que fui em 2019 (tanto que comi lá) mas dessa vez com as folhas de Gingko, apesar de fedidas, deram um charme especial para o campus.

Boulevard que vai pro Auditório Yasuda, o principal da Toudai

 Saímos por um portão escondido e andamos um bom bocado por trás pra passar na Universidade de Artes de Tokyo (Geidai).

A faculdade que aparece no Blue Period

A Geidai aparece bastante no Blue Period, meu mangá favorito, então foi um no-brainer ter que passar lá pra tirar uma fotinha no portão. O legal é que tem uns bueiros temáticos do mangá atrás da faculdade.

Yatora, gente como a gente.

Yuka-chan, minha personagem favorita no começo do mangá.

Acabamos passando num My Basket, que é tipo um Mini Extra japonês, você se pergunta "Mas isso não seria uma konbini?" Nope, o My Basket tem coisa que só teria em mercado normalmente: carne, frutas, legumes, bentôs mais variados e maior variedade em bebidas de 2 litros, e o melhor? O preço é mais próximo ao de mercado também. Por algum motivo os My Basket têm uma fama similar aos Oxxo aqui no quesito de serem impopulares entre o público geral e serem uma poluição visual nos bairros, o que eu sinceramente não entendi, é basicamente uma konbini na identidade visual, mas enfim,

A gente passou no My Basket pra comprar algo pra tomar de café da manhã, era tipo 9h e a fome estava batendo. Eu peguei uns onigiris, um chá e um lanche, os outros foram mais ousados e pegaram uns bentôs. Fomos então para o Parque de Ueno pra comer nos bancos pra depois ir pro nosso próximo destino: o Museu Nacional de Tokyo.

Museu Nacional (foto do Nathan)

 O museu é ginorme, ele é bem focado na história do Japão, então espere por muitas katanas, armaduras, cerâmicas e algumas obras de arte. Nessa hora eu tava meio chateado porque já era o terceiro dia no Japão e não tinha visto nada de novo novo mesmo, eu só tava repetindo as coisas que vi em 2019 com meus amigos. Eles foram bem compreensivos e falaram que conseguiam se virar sozinhos e era pra eu aproveitar a viagem também, então decidimos andar pelo resto de Ueno e dar uma passada em Akihabara.

Andamos pela Ameyoko mais porque eu tava com a ideia de comprar uma sukajan mas olhando elas ao vivo, e o preço meio salgado delas, eu me perguntei onde caralhos eu usaria uma delas, aí acabei desencanando da ideia. A Ameyoko é um lugar bem legal de ir e apesar de ter tourist trap a cada metro quadrado, não é a tourist trap refinada que a gente acha no Nishiki Market, Dotonbori ou Akiba, é uma tourist trap tão inocente que chega a ser admirável, só indo lá pra saber do que estou falando. 

 Comemos no confiável Sushiro em Ueno, sushi de esteira, nos empaturramos totalmente de ATUM BLUEFIN e era absurdo, o negócio era pornograficamente gostoso e o trio com três sushis, cada um com uma parte do atum, era tipo 500 yen, a gente comeu uns 5 pratos desses. Você tem noção do que é comer sushi de bluefin por menos de 20 conto??????? Vai se fuder, que sushi delicioso puta que pariu (não tiramos foto porque tava muito gostoso pra parar pra tirar foto).

 Depois disso demos uma descansada no hostel e fomos pra Akihabara. Meu objetivo era um só: achar o 3DS edição especial do Love Plus da Manaka, meus amigos estavam afim de ver fone de ouvido então deixei eles na maior loja de fones do Japão: a e-earphones.

 Rodei TODAS as lojas e jogos antigos, TODAS de Akihabara e só achei a edição da Rinko, e estava tipo 60000 yen, eu tava disposto a pagar uns 50000 no da Manaka e isso se eu tivesse bem maluco da ideia.

Jogo de Lain pra PS1. É pra tanto?

Indo de loja pra outra era legal ver que umas 5 lojas tinham o jogo de Lain pra PS1 e sempre tava num preço absurdo, sempre acima de 150000 yen, CENTO E CINQUENTA MIL!! Cara, isso é mais de CINCO MIL REAIS!!!!!!! Enfim, é legal ver essas raridades porque me sinto num museu vendo coisa que só via pela tela do meu PC.

Passei na Fandom, loja com tudo de Vtubers, e comprei umas coisas da Suisei rsrsrsrsrs Comprei uma pelúcia super kawaii da minha oshi virtual e fiquei felizão, por uma fração do preço que ia gastar num 3Ds que nem ia usar de qualquer jeito.

Comprei uma figure da Ai do Oshi no Ko na pose clássica dela também.

 Enfim, voltamos pro hostel e depois saímos de noite pra jantar, fomos num izakaya de rede perto (que minha prima indicou) e foi eeehhhhh ok. Acho que eu esperava mais de um izakaya mas izakaya é pra beber no final do dia, e fizemos isso comendo uns petiscos, então tá tudo bem.

Dia 29/10 - Dia Solo em Shibuya e Shimokitazawa

Nesse dia falei pros meus amigos irem pra Yokohama porque vale muito a pena, mas eu tava afim de tirar o dia pra mim, então só tinha uma opção pra isso: Shimokitazawa.

Mas antes disso queria assistir o filme do Chainsaw Man. Os filmes de anime mais populares têm sessões legendadas em inglês nos maiores cinemas do Japão, eu no caso fui na Toho de Shinjuku, provavelmente o cinema mais famoso do Japão inteiro.

O cartaz era do tamanho A3

 Era a primeira sessão do dia, 8h30, então o cinema tava bem vazio e basicamente só tinha os gringo que vieram assistir o filme legendado, contei uns 15 no máximo.

A tela da sala era enorme, e era uma sala normal, então fiquei bem surpreso de ver o negócio do tamanho de um prédio na minha frente. Comprei um livreto que tinha umas entrevista e concept art do filme, bem feitinho e bem legal de ter na coleção. Fui então ver o filme, tinha passado numa konbini antes pra tomar café, que pra quando estou sozinho era invariavelmente dois onigiris e uma Calpis Water. Fui ver o filme.

FILMAÇO 

Porra moleque, que filme. Já sabia tudo da história porque li o mangá mas caralho mané. Reze se tornou umas personagem bem maior do que já era antes.

Fui convencido, precisava ir na pop up store de Chainsaw Man em Harajuku.

baseyard tokyo my beloved

 A loja tinha vários merch do filme e foi basicamente o único lugar no JAPÃO que tinha coisa do filme, pode acreditar em mim, eu procurei. Então comprei um poster e outras coisinhas. O legal da loja é que tinha uns rascunhos e coisas autografadas expostas.

Eu comprei esse poster da Reze no canto superior direito, queria o autógrafo da Reina Ueda...

 De Harajuku pra Shibuya é só uma caminhadinha certo? ERRADO! Ou pelo menos eu errei de uma forma muito burra (provável). Eu não sei o que caralhos tava rolando com o Maps dessa vez mas o localizador em tempo real tava uma merda e tava apontando que eu tava em lugares totalmente aleatórios, mas enfim, depois de me perder, passar nuns templos e sentir que meus pés iam explodir... cheguei em Shibuya. Por que fui de novo pra lá? Porque consegui reservar um horário pra entrar na pop up store do Oasis finalmente.

Comprei essa camiseta preta aí, uma das minhas favoritas.

 Fui lá na loja do Oasis (não a da Adidas que fomos anteriormente) e comprei duas camisetas e um imã pra minha irmã. As camisetas tavam bem caras, paguei 8000 e 7000 por cada uma, isso dá quase 300, foi com certeza a coisa mais overpriced que comprei no Japão ATÉ ESTE MOMENTO mas valeu muito a pena, onde mais eu poderia comprar camiseta do Oasis exclusiva do Japão? Não comprei a de São Paulo que fui no show mas tenho a de Tokyo, escolhas.

Mas enfim, comprei as coisas que queria e tava com fome, onde o Yoiti foi almoçar? Isso mesmo, no Panda Express do Miyashita Park.

Cara, o Panda Express é o China in Box dos Estados Unidos, só que eu tava no meio de Tokyo. Pessoas me matariam se soubessem que gastei uma refeição no Japão na porra do Panda Express mas eu tava com fome e aquela caralhada de comida que os caras botam no bowl tava muito apetitosa pra passar. Obviamente nem tirei fotos, não queria produzir provas contra mim mesmo, mas tava gostoso pra caralho. Peguei carne, camarão e porco agridoce com meio chahan meio chow mein, mermão, tava bom mesmo tá.

Mas enfim, compras feitas e só me restava ir pra um lugar: Shimokitazawa, a terra prometida.

Porra cara, se você lê meu blog você já deve saber mais de Shimokita que um japonês médio, eu não to brincando, então nem preciso falar muito de novo sobre o bairro né. Mas muitas coisas mudaram: a praça que tem na frente da Estação da linha Odakyu foi totalmente reformada, prédios novos ao redor dessa praça dominam a paisagem e boa parte ao redor das duas estações foi totalmente reformada, tem uns comércios gentrificados mas acho que isso já tinha quando fui em 2019.

Shimokita em toda sua glória (um pouco gentrificado)

 

Andei pelo bairro sem rumo, visitei a Village Vanguard e, felizmente, ela ainda estava do mesmo jeito, e aquele prédio onde ela fica ainda parece abandonado. Fui fazer um óculos lá na nova Zoff no lado da estação e me disseram que só ficaria pronto dali uns 5 dias, até fiquei feliz, porque teria desculpa pra voltar lá em Shimokita depois. Vendo agora eu devia ter pego o óculos num lugar mais diferente que a Zoff, é tipo você ir pra Roma e tomar café no Starbucks, mas pelo menos posso falar que comprei meu óculos em Shimokitazawa.

Enfim, andei andei e fui parar num café no segundo andar de um prédio de frente pra praça das estações de trem. Cara, eu não sei japonês mas eu tava full convicto de pelo menos FINGIR ser japonês, pois bem. Entrei no café, bonito, com vista pra Shimokita, e falei que tava sozinho. Primeiro ponto: só tinha casais lá, sentei no balcão de frente pro bar. Beleza, pra pedir era no QR Code, e o que pode ser uma merda aqui, me salvou lá, por que? Porque dá pra botar o Google Translator pra traduzir qualquer página no navegador e porra, me salvou. Pedi o combo de cold brew e sorvete de dia, O QUE PODERIA DAR ERRADO? Pois bem, o sorvete do dia na verdade era uma seleção de uns 8 sabores que, pasmem, estavam escritos numa lousa a mão. Então fiz a coisa mais razoável: Falar que não sei japonês e perguntar em inglês? JAMAIS! Escolhi o ÚNICO sabor que tava em katakana (e não kanji) e mesmo sabendo ler, eu tava tão nervoso que não entendi o que caralhos era o sabor, mas pedi. Era de nozes com passas.

É isso que meu nível de japonês consegue me garantir

Tomei o sorvete, fiquei mexendo no celular tomando meu cold brew (ambos estavam muito bons), quando já tava cansado eu fui no caixa pagar a conta, e com o maior orgulho de não ter arregado a qualquer momento pra falar inglês: pra todos os efeitos, os caras do café acharam que eu só era um japonês com fobia social que não conseguia falar direito, e não só mais um turista que não fala japonês. Uma vitória pro Yoiti com um ano de aprendizado na língua.

Enfim, acabei dando mais uma volta mas como eu já sabia que ia voltar pra Shimokita pra pegar o óculos dali uns dias e tava cansado por ter me perdido mais cedo, acabei voltando pro hostel.

Os meus amigos demoraram ainda pra voltar de Yokohama e aproveitei pra passar na Estação de Tokyo pra ver a Character Street, uma parte do subsolo lá tem um monte de loja de coisas de anime e tal, incluindo uma loja oficial do Hololive. Fui lá, não tinha nada da Suisei, então dei uma volta nas outras lojas. Na loja da Tamiya (tipo a HotWheels do Japão) em particular eu fiquei um tempo e comprei uma MP4-4 (carro do Ayrton Senna) e um Subaru Impreza STI, depois voltei pra casa.

Eu realmente não lembro o que jantamos nesse dia, eu sei que esperei o pessoal voltar pra comer mas não lembro o que comemos nesse dia em específico.

Pois bem, aqui terminamos nossa primeira parte da viagem em Tokyo! Próximo post vai ser a ida pra Kyoto e nossos dias lá.

É isso por hoje, vlw flw té mais!