domingo, 24 de dezembro de 2023

CAIU NA VILA... era só isso mesmo, o Santos caiu na Vila bicho

O inevitável aconteceu: o Santos foi rebaixado.

Eu achei que estaria mais triste mas, sinceramente, era algo inevitável. O Santos tá uma merda desde os últimos títulos paulistas uns 7 anos atrás e, tirando a breve ilusão que foi ter chego à final da Libertadores de 2020, esse time já não me dava esperança faz muito tempo, muito mesmo.

O santista médio mais pessimista no começo de 2023 não esperava que o Santos ia ser rebaixado neste ano ao mesmo tempo que não ficou tão surpreso quando o inevitável aconteceu na última quarta. 

Eu tive um evento corporativo no dia da última rodada do Brasileirão e estava crente que não tinha como o Santos ser rebaixado, pô! O Bahia precisava ganhar do Atlético Mineiro que tava ainda com uma recompensa financeira gorda pra poder mirar no vice campeonato e o Vasco precisava ganhar do Bragantino, que não é o melhor dos times mas poxa, eu tinha fé na Red Bull.

Mas não, o Bahia bateu com sobras o Atlético e o Vasco fez o dever de casa contra o Bragantino, e o Santos perdeu.

O Santos foi rebaixado.

Eh, era uma coisa inevitável visto o estado deplorável do time. Pra falar a verdade eu já esperava que isso ia acontecer neste ano, o Marcelo Fernandes me deu uma breve esperança ganhando dos times na ponta de cima da tabela mas estava óbvio que haveria problemas quando o time começou a tropeçar nos jogos "mais fáceis", enfim, nada que o torcedor do Santos estivesse tão surpreso de presenciar neste ano.

Eu já não assistia jogos do Santos desde aquela fatídica final da Libertadores de 2020 (que foi jogada no começo de 2021) e naquela época minha vida tava uma merda e acabou que no mesmo dia da final eu tinha recebido pelo menos umas 3 respostas negativas para processos seletivos para estágio, aquele foi um dos fins de semana mais merda dos últimos anos.

Mas dessa vez eu tava voltando de casa com três pudins que peguei do evento corporativo que eu tava e com nenhuma preocupação do Santos cair pra Série B "Porra, falaram que a chance é de 3%" Pois é.

Mas enfim, eu não estou terrivelmente abalado pelo Santos cair pra segunda divisão, é mais uma decepção acumulada desde, sei lá, 2016. 

Espero que a nova diretoria (que não é tão nova né) saiba reerguer o Santos tão bem quanto a do Palmeiras, assim como espero que um patrocinador fodido de grande bote um aporte bilionário no time... na moral que só espero que o Santos não caia pra Série C e como esse time é fodido de imbecil, se isso acontecer é capaz que seja por falir, escalar jogador irregular, etc.

Eu estou escrevendo este post desde o dia seguinte à derrota do Santos para o Fortaleza, então... 6/12, estou há 18 dias digerindo a merda que aconteceu com esse time.

E é um caralho né, tem gente que entendeu porque uma pessoa estaria mal pelo seu time estar sendo rebaixado pela primeira vez e tem gente que não, não vou declarar de que gênero era cada uma dessas pessoas mas às vezes acho que devia me deixar influenciar menos pelo o que acontece com um time da Baixada Santista.

Apesar de tudo isso eu amo o Santos Futebol Clube, é legal ter esse sentimento e identificação com um time de futebol e ter visto o Santos de Neymar e Ganso em pleno auge em 2010~2012 foi super bacana, mesmo que não tivessem ganho os títulos na época, era um time super divertido de se assistir.

Enfim, agora espero ansiosamente para ver meu Santos jogar contra o Operário e o Ituano de sexta e sábado.

Provavelmente vocês não me verão falando de futebol tão cedo.

Voltaremos à nossa programação usual de posts sobre música japonesa ou sobre minha vida pessoal no próximo post.

vlw flw té mais!


domingo, 22 de outubro de 2023

アイドル

Eu amo Oshi no Ko, amo amo amo de coração. 

É um mangá que me prendeu desde quando comecei a ler uns anos atrás (ano passado ou retrasado) e isso foi um pouco depois de me adentrar no universo das vtubers, então eu entendia um pouquinho da fixação por idols.

Hmm, era pra ser um post rápido sobre Oshi no Ko mas eu achei um tema bacana: Idols.


 

Nota: Eu sei que tem muito fã diehard pesado de idols japonesas na internet (inclusive brasileira), então já aviso: EU SOU INICIANTE NO ASSUNTO IDOLS, SEI MUITO POUCO E AINDA ESTOU APRENDENDO SOBRE O ASSUNTO. Se quiserem fazer correções sintam-se à vontade pra comentar neste post.

Cara, acho que é uma coisa muito maneira de estudar, e deve ter uma caralhada de artigos sobre, mas quando a gente vê o conceito de idol e toda a história que culminou nos grupos de kpop de hoje em dia, não é absurdo falar que toda essa subcultura surgiu no pós-guerra com a Hibari Misora, a cantora favorita de 9 a cada 10 batchans no Brasil.



 

A Hibari Misora foi a primeira grande estrela do Japão pós-guerra e ela era atriz de sucesso também, foi ela quem criou meio que os moldes de como uma idol deveria ser. 

Só que hoje em dia é meio consenso que o conceito de idol em si surgiu um pouco depois, com um filme francês chamado Cherchez l'Idole. Nesse filme a cantora Sylvie Vartan faz uma apresentação que moldou o que seria uma idol ideal no Japão. O lançamento do filme criou uma febre e um culto pela imagem da Sylvie Vartan.


Sim, uma cena de dois minutos num filme francês que sequer tem uma página decente na Wikipedia hoje foi o que criou (ou pelo menos deu o nome) a indústria de Idols, incrível. E esse conceito veio junto com uma forma menos orgânica para a criação de idols, onde programas de auditório faziam (e ainda fazem) concursos e audições para selecionar novas idols.

Você que não sabe absolutamente nada de música japonesa antes do Jpop: a música popular japonesa tinha uma divisão bem clara entre Enka e Kayokyoku. O Enka já tinha certa influência ocidental (a mais óbvia era o uso de orquestras inteiras) mas o jeito de cantar ainda era muito ligado ao canto tradicional japonês, como pode-se ver no vídeo acima da Hibari Misora. O Kayokyoku já era um pop mais ocidental mesmo, apesar de ter suas particularidades que fazem com que boa parte do gênero possa ser confundido com Enka hoje.

Mas enfim, eu não curto Enka então do gênero só vou falar da Hibari Misora mesmo. Até porque o conceito de Idol é extremamente atrelado ao Kayokyoku mesmo.

O Kayokyoku, ou Jpop dos anos Showa, é o que eu considero a era de ouro das idols. Era o Jpop antes do Jpop, apesar de ser meio espinhoso falar com certeza onde um termina e outro começa, mas é fato que idols como daquela época já não existem mais.

Pra mim a maior idol de todos os tempos, e o molde definitivo do que seria uma idol, é a Momoe Yamaguchi:



Linda, voz marcante, carisma absurdo, a Momoe tinha tudo. Acabou se casando aos 21 anos, se aposentando no auge da carreira. É minha kamioshi (idol favorita de todas) até hoje.

Outras idols do Kayokyoku que valem a pena citar:

Akina Nakamori





Seiko Matsuda, acho que a idol mais famosa do Kayokyoku:




Foi no Kayokyoku que um animal teve a brilhante ideia de colocar um monte de idols num grupo grande o suficiente para ninguém em sã consciência lembrar do nome de todos os membros, assim foi criado o Onyanko Club:


Por trás do Onyanko Club estava um compositor novato que seria muito conhecido dali a pouco: o Yasushi Akimoto.

Na transição do kayokyoku pro Jpop as idols estavam em baixa, talvez porque a economia japonesa foi pro saco, mas por bem ou por mal os anos 90 foram uma seca para o mercado de idols.

Mas nos anos 90 surgiu o Morning Musume, grupo que existe até hoje:


No começo dos anos 2000 o nosso amigo Yasushi Akimoto (lembram dele?) que tinha criado o Onyanko Club nos anos 80, decidiu criar mais um grupo de idols ginorme, o AKB48:


Cara, daí pra frente foi uma clusterfuck do caralho: criaram grupos 48 pra cima e pra baixo, depois o Akimoto criou os grupos 46 (um pouco menos piores, acho) e o Japão ficou infestado de grupos ginormes de idols descartáveis.

Enquanto o Japão, como sempre, focava no mercado interno na hora de criar grupos de meninas bonitinhas e, preocupantemente, infantilizadas, a Coreia do Sul dava luz ao kpop como conhecemos hoje, muito influenciado pelo mercado de idols do Japão:

Pra falar a real: eu não sei nada sobre idols japonesas, e sei menos ainda de idols coreanas, mas julgo que Girls' Generation tenha sido um dos primeiros grandes grupos de kpop.

Mas enfim, dessa época dos grupos 48 e do começo do Kpop moderno até hoje, o conceito de idol se dobrou e desdobrou, criaram grupos de idols com os conceitos mais absurdos que você possa imaginar, tipo misturar o kawaii típico das idols com um gênero nada a ver tipo metal, assim surgiu o Babymetal:

O negócio é que, apesar das vendas físicas continuarem altas por estarem atreladas a sistemas de loteria para ingresso de show, os grupos tradicionais de idols no Japão estão decaindo e a popularidade das idols coreanas está aumentando. O interessante é que as idols coreanas são bem mais populares entre o público feminino do que o masculino no Japão, eu posso te dar uma miríade de bons motivos pra isso mas se resume em: o kpop não é pra gente que precisa sexualizar (e as vezes infantilizar...) até as artistas que ouve.

Enfim, qual é o próximo passo você me pergunta? Idols virtuais, obviamente.

Cara, o caso da Hatsune Miku é extremamente particular porque ela não surgiu como uma idol na sua criação e se tornou um símbolo cultural enorme com o tempo, mas acho que dá pra falar que ela foi a primeira grande idol virtual.


 

Eu não sei o quão familiarizado vocês estão com o conceito de V-tubers mas em suma: são streamers que, ao invés de usarem uma câmera para se filmarem enquanto transmitem na internet, usam um detector de movimento que transforma a pessoa num avatar virtual. A grande sacada do capitalismo japonês foi misturar esse conceito novo com uma reinvenção do que é ser uma idol. A minha Vtuber favorita é a Hoshimachi Suisei:

A grande diferença entre a Miku e as V-Tubers é que a Miku realmente não tem uma pessoa de carne e osso por trás cantando, é um sintetizador, enquanto as V-Tubers só têm de virtual mesmo a aparência.

E é isso. Acho que as idols virtuais vieram pra ficar, porque elas solucionam o grande problema que as idols sempre tiveram que enfrentar: fãs malucos. Além de ser um personagem feito pra ser idol, que pode ser moldado a bel prazer dos produtores. Eu sendo fã tanto da Hoshimachi Suisei quanto da Momoe Yamaguchi amo de coração as duas mas de maneiras diferentes.

Agora, você me pergunta o que acho da indústria de idols? Acho uma merda.

Eu não sei ABSOLUTAMENTE NADA de idols homens, então minha opinião vai ser totalmente baseada em alguém que sabe MAIS OU MENOS da história das idols mulheres e assim... é uma merda pelo mesmo motivo de ser legal: as idols vendem um sonho.

Acho que o motivo de eu gostar tanto de Oshi no Ko é que a obra foca bem nessa "mentira linda" que é o universo das idols. Você wota (fã de idols) malucão NUNCA vai se casar com sua idol, ela sempre vai estar no palco e não vai saber que você sequer existe (na maioria das vezes) mas acho que essa é a beleza da coisa, a promessa, a ilusão da construção da imagem da idol é um negócio espetacular, eu admiro demais o esforço que vai no negócio todo, só que a merda é que o que isso gera de relacionamento para-social não tá escrito.

Ah, lembrei de outra obra além de Oshi no Ko que é do caralho pra entender um pouco mais de idols: Perfect Blue, meu filme de anime favorito.


Hmm, acho que tá bom de texto por hoje. Eu escrevi boa parte deste texto faz um tempo e terminei hoje com uns 3 parágrafos. 

Cara, esse assunto de idols é uma coisa absurda de interessante, e anda de mãos dadas com a história da própria música japonesa. As idols do kayokyoku (dos anos 70 e 80) em sua maioria eram cantoras, atrizes e multi-talento, e você não vê algo remotamente parecido no ocidente. Tem cantoras e cantores que participavam de filmes por aqui? Com certeza, mas as idols eram basicamente full-time nas duas funções, o que não queria dizer que eram necessariamente boas em ambos.

Enfim, posso ficar falando sobre o assunto por horas e horas mas quero dormir.

Ah, antes que vocês me perguntem: Sim, o City Pop faz parte do Kayokyoku mas geralmente as cantoras do City Pop eram mais cantoras mesmo, do que idols. (Eu sei bem pouco de City Pop pra falar a real, mas pode vir a ser assunto de post futuro).

Ok, é isso, escrevi demais já.

vlw flw té mais!

domingo, 15 de outubro de 2023

Uhhhhh mudando de assunto...

Cara, eu tive uma caralhada de ideias de post mas acabei jogando elas pro rascunho de volta por PREGUIÇA, tá aí umas ideias que viraram posts de uns 3 parágrafos e acabei miando de escrever:

  • História da cultura de Idols no Japão (esse tá ginorme na verdade, mas tenho zero confiança no meu taco pra postar);
  • História de como virei padrinho de casamento e como foi um casamento tradicional chinês;
  • Sukiya da São Joaquim fechou para reformas, minha história com esse restaurante;
  • O bar que frequento aqui perto de casa, e as pessoas que conheci lá.

E tem mais uma caralhada de ideias que nem sequer saíram da minha cabeça. Vamos tentar falar um pouco de tudo e transformar tudo numa maçaroca incompreensível.

A história da indústria de idols em especial é um assunto extremamente interessante não só pra quem gosta de K-Pop e J-Pop hoje como pra quem gosta de Kayokyoku (o que engloba City Pop) e Enka das antigas também, e fica complicado porque não dá pra falar das idols no Japão sem falar da indústria como um todo. O desenvolvimento do Kayokyoku é totalmente atrelado ao pessoal que era do Happy End por exemplo, que foi a banda que provou que era possível cantar Rock em japonês.

Mas enfim, das coisas interessantes que descobri foi que o conceito de Idol surgiu de um filme francês que fez um sucesso absurdo no Japão na década de 60:


Eu não achei o filme pra ver (e provavelmente eu não veria) mas pelo o que entendi a Sylvie Vartan só apareceu nessa cena e os japoneses criaram um arquétipo inteiro que perduraria por mais de 50 anos depois só pela performance dela aí, incrível. 

E o que me fez pesquisar a história das idols foi o meu vício recente em Oshi no Ko. Acho que não é exagero dizer que, pelo menos no Japão, quando você fala em idol você vai pensar na Ai Hoshino do Oshi no Ko, o mesmo acontecia com a Sylvie Vartan na década de 60, como os tempos mudam.

Acho que o conceito de idol no Japão é até mais antigo que a Sylvie Vartan, a Hibari Misora no pós-guerra não poderia ser descrita, hoje, de outra forma senão de idol daquela época, mesmo que a nomenclatura não existisse, mas isso já queria falar noutro post.


Mudando de assunto: um amigo meu da Naval, um dos melhores amigos (sou proibido de ter UM melhor amigo por questões contratuais), se casou no começo do mês e fui chamado pra ser padrinho.

Sim.

Eu fui padrinho de um casamento.

Foram uma série de primeiras-experiências para um jovem adulto e sinto que como padrinho devia ter feito mais coisa, mas isso é questão pro noivo (agora marido) me julgar. O legal é que foi um casamento chinês bem tradicional e tive uma série de choques culturais, foi uma experiência super bacana e ATESTO que foi o primeiro casamento que fui que não me senti nem um pouco desconfortável, acho que a razão principal foi que a festa começou cedo e terminou tipo antes das 18h, melhor coisa, não tenho idade pra varar mais a noite (acho que nunca tive).


Mudando de assunto: o Sukiya da São Joaquim está fechado para reformas.

Eu amo o Sukiya, tenho só lembranças boas de quaisquer vezes que comi numa franquia do restaurante. Seja nas inúmeras vezes que comi no SJ, ou quando comi na Santa Cruz, na Saúde ou na Paulista. Ou até mesmo em Yamanashi, Shinjuku(Yoyogi), Akihabara ou Shibuya. O conforto em achar um Sukiya aberto pra comer é incrível. 

O da São Joaquim em especial é como uma segunda casa pra mim. Da época que ele ainda era onde hoje estão fazendo a expansão do metrô. Eu fiquei feliz com a reforma (e mudança) que o Sukiya sofreu mas pensando hoje acho que preferia como era antes, com o balcão no centro. No Japão era bem raro ver gente comendo em grupos no Sukiya, era basicamente só gente sozinha e alguns grupos de turistas. Acho que por termos uma cultura de comer sempre em grupos o Sukiya fez a reforma na rede inteira deles pra ocidentalizar os espaços. Na maioria das vezes eu vou com amigos comer lá, mas o Sukiya mais japonês tinha um charme bem único que hoje me dá saudade. Espero que não ocidentalizem mais ainda o Sukiya.


Mudando de assunto: Hmm, acho que o post sobre o Kintaro em particular vai ter que esperar, quero escrever bastante coisa sobre.


E é isso então pessoal! Eu ando na maior correria ultimamente e não tava com tempo pra sequer pensar num post decente, então espero que este seja o bastante pra suprir essa falta de posts desde Agosto.

Acho que agora que consegui sentar pra escrever um post direito vai ser mais fácil escrever outros.

Ou não.

Valeu, falou,

Até mais!


sábado, 5 de agosto de 2023

Um studio em Shimokitazawa, um Nissan Figaro, dois maço de hi-lite mentolado e uma desilusão amorosa. Pra viagem pro favor.

[Este post é um post incompleto que tinha escrito até a metade em Abril deste ano, do vídeo pra frente eu escrevi hoje]

Eu escrevi um post faz tipo dois anos falando como não invejo os milionários e bilionários de plantão por aí mas invejo pra cacete as blogueiras (e hipsters) japonesas. 

Outro dia eu tava navegando pelo instagram, sem absolutamente nada na cabeça, quando me deparei com o perfil de uma moça que personificava tudo o que mais eu invejo: roupas estilosas, presença marcada nos shows de artistas que gosto, várias fotos em izakayas, apartamento típico japonês de 20m² e mini-varanda, além daqueles rolês super japoneses tipo fazer piquenique vendo as sakuras, viajar de trem pra praia, reunir os amigos pra comer sukiyaki, etc.

O engraçado é que tem uma série de lugares-comuns para essa galera no Japão, ou pelo menos do pessoal parecido que achei: essas meninas (e meninos também, mas meninas na maioria das vezes) hipsters sempre fumam hi-lite mentolado, bebem Horoyoi (uma Smirnoff Ice só que com mais sabores, mais suave e pelo o que lembro era melhor também) e, por mais que não esteja explícito, trabalham com arte ou vivem de part-time jobs, ou seja: o total oposto do meu estilo de vida.

Cigarro de 9 em cada 10 hipsters no Japão
 

Eu trabalho com dados num bancão, fiz engenharia naval, se eu fumar ou beber sou capaz de MORRER e me visto da mesma forma como me vestia com 12 anos, ou seja: mal.

Mas romantizo demais um estilo de vida que nunca terei e certamente nunca nem pensei em atingir. Depois do arubaito eu até tive uma vontade de morar por um tempo no Japão mas depois de começar a trabalhar eu comecei a dar graças a deus por uma semana de trabalho de 40 horas e direitos trabalhistas, coisas que julgo que perderia junto com o (resto) de saúde mental que ainda tenho se me mudasse pro Japão, isso além do trabalho que seria aprender japonês E keigo (japonês formal, consideravelmente mais difícil que o normal) do zero.

Rolê hipster que invejo infinitamente

Putz, a juventude perdida hipster japonesa me atrai tanto e é um negócio que idealizo desde que me dou por gente mas todo o pacote de ter que viver na sociedade japonesa não me parece fazer valer a pena os poucos anos de uma juventude que nem é lá muito diferente da nossa aqui no Brasil.

Vivemos todos sem a menor garantia de ter uma aposentadoria decente, sem dinheiro pra sequer comprar um carro (quanto mais uma casa!), vivendo de pequenas alegrias e sonhos de consumo que nos motivam a acordar toda segunda de manhã, acho que isso tudo não muda independente de você ser um curador de arte no Japão ou um analista de dados no Brasil.

Acho que de uns tempos pra cá, sendo talvez um fruto de eu ter terminado a merda da graduação junto com o fato de eu estar EXTREMAMENTE medicado e fazendo várias atividades fora do trabalho, me fizeram esquecer bem essa idealização que eu tinha da juventude idealizada japonesa. Acho que o Japão é muito daora porque é um país incrível e (relativamente) fácil de se viajar dentro dele, além do cenário musical de se apaixonar e com opções para todos os gostos possíveis, mas tem ponto negativo pra cacete: do machismo/homofobia/conservadorismo que transborda em todas as interações sociais possíveis até a introspectividade que aliena qualquer pessoa minimamente no sistema japonês, é fácil ver porque as taxas de suicídio são tão altas e as de natalidade tão baixas.

Mas dito tudo isso: Eu, talvez, tenho na minha porta aí uma oportunidade de ir por Japão ficar um tempinho (seis meses pra mais). Nada muito certo ou definitivo, mas possível. 

Eu já pesei os prós e contras e sinceramente? 

Vale a pena. 

Dois amigos meus pra quem eu apresentei a possibilidade de me acompanhar nessa empreitada me cortaram na hora, e eles não estavam errados: 27 anos é hora de se preocupar com a carreira pra não se fuder depois, mas 27 anos também é quando começa a doer as costas e, pra mim, é a hora de ser jovem ainda e correr atrás da minha tão sonhada juventude hipster japonesa, mesmo que ela não exista do jeito que a idealizei.

Se não der certo também eu estou suave. Vivi meus três meses de test drive de arubaito fudido viciado em shows e posso dizer com certeza que minha vida tá melhor desde que decidi tomar remédio pra ansiedade, voltar pro karate e fazer parte de um grupo de voluntários.

(...)

Pra falar a verdade eu só queria viver uma desilusão amorosa em Shimokitazawa com uma moça frígida de franja reta (parecida com a Kotone Furukawa, Fumi Nikaido ou Nana Komatsu) e chorar ouvindo Kaneko Ayano enquanto pego o trem da linha Odakyu de volta pra casa, é pedir demais?

Aqui está a playlist temática pra você também se sentir um jovem japonês recém saído da faculdade, morando longe de casa em Tokyo, provavelmente com nome sujo e três desilusões amorosas só na semana passada:


 

Enfim, é isso. 

Eh, não postei mês passado porque resolvi fazer tudo o que deixei de fazer durante a faculdade no mês passado e isso acabou atropelando várias coisas que eu tinha planejado, paciência.

Vlw Flw té mais!

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Shoegaze

Eu tava conversando com meu amigo outro dia sobre shoegaze, já que a namorada dele gosta e ele, por osmose, começou a ouvir um pouco também. Como eu estou afim de escrever sobre música, acho que focar em algo que vai (um pouco) além do Japão pode ser uma boa.

Mas enfim, o que é shoegaze?

Bem, segundo a Wikipedia:

"Shoegaze (originalmente chamado shoegazing e às vezes confundido com "dream pop")[8][9] é um subgênero do indie e rock alternativo caracterizado por sua mistura fluída de vocais obscuros, distorção e efeitos de guitarra, feedback e volume avassalador.[10][11] Surgiu na Irlanda e no Reino Unido no final da década de 1980 entre grupos neopsicodélicos[9] que geralmente permaneciam imóveis durante apresentações ao vivo em um estado de distanciamento e não-confrontamento.[8][12] O nome vem do uso pesado de pedais de efeitos, já que os artistas costumavam olhar para seus pedais durante os shows."

Eu não quero ficar repetindo coisa que dá pra achar bem mais bem escrita na internet, mas Shoegaze é basicamente rock triste pra gente introvertida, mas que foca mais no instrumental (leia-se guitarras EXTREMAMENTE distorcidas) para passar a introspectividade ao invés de contar só com as letras, eh acho que só ouvindo mesmo pra saber como é o estilo mesmo.

Eu pra falar a verdade já fui mais fã de Shoegaze, e também do Dream Pop que é um gênero irmão, mas ainda gosto bastante de algumas músicas do gênero, ainda mais de vertentes mais puxadas pro indie ou até pro twee.

Cara, eu não quero fazer aqui um guia de como você deve explorar o gênero, até porque isso tem aos montes na internet, mas vou mostrar aqui mais ou menos como foi minha jornada descobrindo novas bandas e outros estilos.

Quando você quer começar a ouvir Shoegaze, existe UM álbum que é o mais importante, o mais amado e o que influenciou tudo o que veio depois: Loveless do My Bloody Valentine.

 

Acho que não é necessariamente onde tudo começou, já que o próprio My Bloody Valentine tem um álbum anterior e dá pra traçar as origens do estilo com bandas de dream pop, mas é indiscutível que este é o álbum mais importante do gênero.

Depois desse álbum os dois mais importantes são Souvlaki do Slowdive e Nowhere do Ride.


 

Pronto, agora você já tem o básico pra ter conhecido as vertentes mais importantes do Shoegaze: 

  • A vertente mais pura (ou noise) com o Loveless;
  • A vertente mais Dream Pop com Souvlaki;
  • A vertente mais Rock Alternativo (quase Britpop) com Nowhere.

A partir daqui você pega o que mais gostou e aprofunda mais, eu sempre gostei mais de Slowdive e Ride do que My Bloody Valentine então sempre busquei bandas que fossem mais do lado dream pop/indie e que tivessem uma influência de Shoegaze.

Um chart que ajuda muito você a se localizar é esse aqui (além de facilitar meu trabalho):

 

Tem algumas coisas que discordo aí tipo o álbum do Candy Claws estar muuuuito pro lado do Loveless ao invés do Souvlaki, mas só pelo fato dos álbuns japoneses estarem aí já me deixa bem feliz. O Ceres and Calypso do Candy Claws aliás é um dos meus álbuns favoritos da vida, por favor ouçam essa obra de arte:


Eu pulei uns passos aí, apesar de ter dado uma ouvida nas coisas mais importantes tipo Chapterhouse, Cocteau Twins, Lush e acho que Pale Saints? Mas eu pulei pros álbuns japoneses aí.

Pra falar a verdade eu cheguei no Shoegaze pelas coisas japonesas, eu ouvia Mass of the Fermenting Dregs e Supercar beeem antes de saber o que era o gênero, e comecei a ouvir os álbuns essenciais junto com Kinoko Teikoku.

Mas pro Shoegaze japonês tem outro chart que achei recentemente:


Hmm, vamos ignorar que Asobi Seksu é americano e só a vocalista é japonesa (e que faz muito mais sentido analisar a banda no contexto do cenário americano) mas é um ótimo chart também, além dele fazer o certo em mesclar as vertentes, já que nenhuma divisão é muito definitiva no Shoegaze.

Eu vi vários membros de bandas que aparecem aí compartilhar esse chart no Twitter, e o que mais me chamou a atenção é como maioria falava "obrigado por lembrar da gente, mas nós não somos Shoegaze" e só depois descobri que as bandas fugiam de serem classificadas dentro do Shoegaze/Dream Pop porque as gravadoras faziam tiragens menores de discos e despriorizavam bandas com gêneros muito específicos, assim maioria se chamava de "rock alternativo" mesmo.

Mas enfim, voltando ao chart acima, aí o autor bota o Kinoko Teikoku no lugar do MBV, o Asobi Seksu no lugar do Slowdive e Supercar no lugar do Ride. Acho que pros álbuns que estão nas pontas do triângulo (Eureka, Citrus e 3OC) a comparação até faz sentido, mas as três bandas mudaram radicalmente de som com o passar dos anos, ao ponto da comparação não fazer tanto sentido assim se for pensar nas bandas como um todo. Eureka do Kinoko Teikoku em particular é um dos meus álbuns favoritos mas acho que os paralelos com Loveless são beeem pontuais.

No mais, eu seguiria esse chart dessa forma:

Primeiro: Kinoko Teikoku, começando por Eureka.


 

Depois Supercar, aí só ouviria mesmo Three Out Change. Esse álbum é extremamente longo mas é um prato cheio pra quem curte Ride e Britpop em geral, eu acho que o shoegaze passa um pouco longe aqui mas é um dos meus álbuns favoritos.


 

Aí partiria pra Mass of the Fermenting Dregs, a discografia inteira da banda é absurda, mas recomendaria começar por World is Yours.


 

Daí eu pegaria bandas com uma influência mais clara (e declarada) de Shoegaze tipo uma das minhas bandas favoritas For Tracy Hyde com um dos álbuns mais lindos já feitos: he(r)art.


 

Outra banda com influência mais forte de Shoegaze é Yuragi. Os últimos álbuns foram meio fraquinhos mas os dois primeiros EPs da banda foram fenomenais.


 

Se você chegou nesse ponto o que resta é explorar esse chart aí e recomendações no Youtube/Spotify. Eu no meio tempo que estava explorando Shoegaze acabei me apaixonando por twee-pop, que é basicamente indie pop mas muuuuito bobinho, chegando num ponto que é irônico. E por incrível que pareça tem muita banda que mistura os dois, um bom exemplo é For Tracy Hyde que citei anteriormente mas também Pains of Being Pure at Heart:


 

Enfim, o shoegaze hoje está muito ramificado e tem pra todos os gostos possíveis, desde o blackgaze que mistura com o gênero com Black Metal até esses casos aí no extremo oposto do espectro onde misturam com twee e até pop puro.

O Shoegaze é bem música pra gente estranha e antissocial, acho que é uma forma de escapismo mais pura do que ouvir música triste só pela letra, as guitarras distorcidas e o som quase ensurdecedor fazem você simplesmente não pensar em nada. Eu acabei indo mais pro twee porque é um escapismo mais concreto, é bem uma coisa nostálgica e aquela coisa toda melancólica e arrependimento e etc. MAS isso é assunto pra um próximo post, até porque preciso pesquisar mais sobre.

Enfim, este foi um post quase nada informativo mas eu estou escrevendo porque o assunto surgiu em mais de uma roda de conversa de mais de um grupo de amigos.

E acho que é isso aí, dois posts em dois dias! Mas minhas férias terminam hoje então (talvez) vai demorar pra eu animar de escrever algo novamente.

É isso aí, valeu falou té mais!


P.S. tem alguns álbuns que são dream pop, ou com uma influência muito grande do gênero e zero shoegaze, que recomendo fortemente também:

O Swimming Classroom é uma obra bem diferente de tudo que o Macaroom fez, tanto antes quanto depois, e é uma exemplo maravilhoso de como o Pop chiclete pode se misturar bem com o Dream Pop.

 

 

Outro clássico do Dream Pop japonês é a soundtrack do filme All About Lily Chou-Chou. E cara, que álbum absurdo, acho que é um dos melhores já feitos na história do gênero e foi criado pra ser de uma cantora fictícia num filme (relativamente) low budget japonês. A Salyu, que é o vocal desse álbum, tava começando a carreira dela quando participou desse projeto, e acho que a voz diferente dela junto com a falta de experiência na época combinaram bem com a composição e produção do Takeshi Kobayashi, que já tinha se provado um tremendo músico no mainstream. Mas enfim, esse álbum é do caralho, recomendo para qualquer pessoa do mundo que ouça ele.


quarta-feira, 21 de junho de 2023

férias e ah claro, Kinoko Teikoku

Eu tenho que me forçar a escrever aqui a cada mês senão vou abandonar este blog, então vamos lá.

Das atualizações mais relevantes para a minha vida estão que eu meio que entrei de cabeça no projeto lá que falei no último post, e isso incluiu ajudar num matsuri aqui perto de casa, ensinar crianças a fazer cajuzinho ( um doce que não sou muito fã pra falar a verdade) e fazer estrogonofe às 1h da manhã para ensinar crianças do Japão, e é isso.

Estou de férias desde o último feriado que foi uhhh dia 8 acho? E não estou fazendo nada de muito útil desde então. Prometi que iria pra academia todo dia! Fui só uma vez desde que as férias começaram. Falei que iria levar minha calça para fazer a barra! Nem sei onde levar essa merda por aqui perto. Mas eu arrumei meu quarto, fui buscar meu diploma na Poli e mandei botar lentes novas numa armação antiga que comprei no Japão, além de ter gasto uma quantia quase que pornográfica num tablet que ainda não sei bem pra que vou usar. Ah, fui pra um show de shoegaze nacional também.

Em suma: só estou dormindo, gastando dinheiro e ensinando crianças a cozinhar desde que entrei de férias.

Como eu ESPERO que nenhuma pessoa que tenha o mínimo de interesse romântico em mim leia este blog, posso confidenciar com vocês que tentei arranjar meus dates nessas férias, obviamente com os resultados mais desastrosos que você possa imaginar. E minha pura incredibilidade no fracasso do que parecia sucesso certo gerou um papo de tipo 4h num bar, em plena quarta-feira, com meus amigos do ensino médio sobre e-girls. Pra falar a real eu nem sei porque comecei a falar sobre isso, vamos mudar de assunto.

Essas são as primeiras férias que tiro desde Fevereiro, que usei pra emendar com o Carnaval e viajar pra Fortaleza. Eu amei a cidade e a viagem e tudo mais, mas voltei pro trabalho exausto, essas férias de agora eu tirei pra não fazer nada mesmo e até que fiz umas coisas viu. Acho que até uns anos atrás eu ia ficar super culpado por não ter conseguido fazer o que devia (por mais que isso sempre acontecesse) e eu ia ficar malzão na volta das férias, mas agora eu estou levando como posso o que tenho que levar e é isso aí.

Eu ia citar novamente a bonus track do Eureka do Kinoko Teikoku mas... ah foda-se, vou citar de novo:

"Cada um está carregando seu fardo, 

as suas lágrimas podem secar amanhã ou depois,

 mas finja que esqueceu das noites e dias que não voltarão, e sorria, sorria"

 

É uma tradução porca que fiz uns anos atrás mas essa música é tão superação da crise dos meio dos 20 anos que checar o Google só confirmou minha tese: a Chiaki Sato tinha 23~24 anos quando escreveu e lançou Eureka.

Apesar de eu amar Kinoko Teikoku desde meu ensino médio, acho que só fui entender as letras e o sentimento que as músicas passam quando fiquei mais velho, tipo com 23 anos. Não vou desenvolver muito sobre o assunto porque estou sentindo que posso fazer um post dedicado a isso, mas recomendo Kinoko Teikoku para quem esteja procurando música triste para acompanhar a crise do meio dos 20 anos, ainda mais os álbuns Eureka e Uzu ni Naru.


E acho que é isso pessoal, volto a postar quando tiver com tédio o suficiente ou com algum assunto aleatório que o Twitter não tenha caracteres o suficiente para eu expor.

valeu, falou, té mais!

terça-feira, 9 de maio de 2023

A massa de gyoza é feita só com farinha de trigo e água!

Eu estava escrevendo um post faz umas semanas mas ele ficou tão ruim que acabei nem fazendo questão de publicar (não que o nível deste blog seja lá muito alto) mas enfim, a vida aconteceu e tenho mais material pra posts nesse meio tempo.

Eu fiz trabalho voluntário, meu amigo tinha me chamado pra participar de um projeto faz um tempo já mas eu tinha preguiça e não tava muito afim de acordar cedo no fim de semana, só que desde a semana passada eu estou num estado de espírito, em que o tédio e o antidepressivo que tomo me acometeram no mesmo instante, onde qualquer rolê que me propuserem eu estou aceitando, QUALQUER ROLÊ. 

Pois bem, mandei mensagem pro meu amigo no sábado perguntando se tinha algum rolê em mente e ele me perguntou se eu tava afim de fazer uns gyozas com crianças (na sua maioria) japonesas.

Bora.

O projeto tem como objetivo integrar as culturas japonesa e brasileira através da culinária... japonesa, ensinando crianças como cozinhar e tudo mais, por questões demográficas de divulgação do evento acabou que grande maioria das crianças eram japonesas japonesas do Japão, não japonês tipo eu, japonês do Japão mesmo que só fala japonês. Sinceramente, tem causas mais nobres para se voluntariar por aí mas entre isso e ficar em casa morgando, acho que é preferível fazer isso.

Sábado foi o prep work e domingo foi o trabalho em si, como eu caí meio que de paraquedas no negócio, eu acabei sendo o fotógrafo do evento e ajudei também na cozinha. Eu não falo um puto de japonês quase então não conseguiria ser um monitor muito bom para a criançada.

O evento foi bem bacana, teve um caos lá pelo meio mas deu tudo certo no final. Os guiozas ficaram bons (inclusive os feitos pelas crianças) e ainda testei minhas habilidades de fotógrafo e tirei mais fotos no dia do que nos últimos 5 anos. Aprendi a fazer guioza também, é mais fácil do que parece!

O que esse evento me fez refletir foi como eu devia ter feito trabalho voluntário antes. Na Poli eu só cocei o saco por 7 anos e meio e era a pessoa mais desocupada do mundo naquele lugar, devia ter feito algo de mais útil pra (preparem-se para o clichê) retribuir para a sociedade o fato de eu estar estudando numa faculdade pública.

Enfim, let bygones be bygones, o que importa é que ainda dá pra fazer coisas assim mesmo formado já. O que vou fazer vai depender de como vão estar meus níveis de serotonina.

E acho que é isso? Espero fazer coisas além de trabalhar 8h por dia cinco vezes por semana, se vai ser um trabalho voluntário ou uma eventual pós-graduação que vão suprir meu vazio existencial teremos que esperar para ver, só preciso ser saudável enquanto faço tudo isso.

Hmm, eu queria intercalar entre posts sobre meu dia-a-dia/pensamentos aleatórios e sobre música japonesa mas sou muito preguiçoso pra organizar qualquer coisa, mas no próximo post queria falar sobre música japonesa.

É isso galera, 

vlw flw, té mais!