domingo, 14 de março de 2021

Perua Escolar

Eu usei o serviço de "perua" (transporte escolar) por uns dois anos durante meu ensino fundamental. Eu ia e voltava sozinho do meu colégio desde o sétimo ano, quando eu tinha 12 anos, tirando algumas vezes que meu pai me levava de carro e me buscava se eu ficava até muito tarde.

Numa dessas voltas lá pelo oitavo ano (quando eu tinha 13 anos) eu fui assaltado enquanto descia com um amigo meu, levaram meu amado celular slide da Sony Ericsson e meu amigo que tava com um puta celular bom pra época (um HTC) passou ileso, quando é pra se ter azar é pra se te azar.

Eu fiquei meio paranoico de descer a Rua Tamandaré e minha mãe achou melhor eu voltar de transporte escolar pra casa, a ida era de boa (já que os assaltantes locais não agiam no começo da manhã) então só assinei pra volta mesmo. Eu tinha três amigos que usavam o serviço de perua faz um bom tempo então decidi ir na mesma perua que eles. 

O transporte escolar no meu colégio era totalmente terceirizado, a família do aluno tinha que procurar por um dos donos de perua e combinar pagamento e tudo mais, alguns atendiam parte da cidade que outro não atendia e você tinha que ver quem se adequava mais pro aluno.

Eu peguei a única perua que não era uma perua propriamente dita, era um minibus, e durante esse final do meu ensino fundamental (já que parei de usar o serviço no ensino médio) eu conheci uma galera até que firmeza que também pegava a perua. Eu acabei não fazendo amizades duradouras como fiz em outros círculos sociais, mas tive boas conversas e conhecer gente nova sempre é bom.

Um dos episódios mais memoráveis foi quando dois caras ficaram fazendo a brincadeira do ANTONIOOO NUNES (do Pânico na TV acho) num outro moleque. Pra quem não sabe (ou não lembra), a brincadeira consistia em dar tapa na coxa das outras pessoas (quer algo mais 2010 que isso?!) gritando ANTONIOOOOO NUNES. Acabou que o moleque que levou os tapas chorou pro pai e o pai deu não apenas um come cu nos caras que fizeram a brincadeira no dia seguinte como também no motorista e ainda foi de carro, seguindo a perua, pras casas dos dois pra dar um come cu nos pais dos meliantes também. Eu não defendo quem fez a brincadeira no coitado, ainda mais porque é da merda que sempre foi o Pânico na TV, mas aposto que é esse tipo de pai que reclama pra escola que o professor de história é muito politizado.

Acho que foi a única ocasião, durante minha estadia naquele colégio, em que conheci uma galera bem mais nova que eu e é engraçado procurar como que tá esse pessoal hoje. Eu não faço julgamento de valor nem nada (frase dita só por quem faz julgamento de valor) mas uma menina 3 ou 4 anos mais nova que eu, que era totalmente introvertida e parecia bem nerd, virou super funkeira e maconheira. Foi o caso mais emblemático e eu não tive qualquer reação negativa, só fiquei surpreso mesmo, extremamente surpreso.

Apesar de nunca ter participado, como meu colégio tinha o uso do uniforme compulsório, era comum no último dia de aula o pessoal levar uma camiseta do uniforme e canetas pra assinar e guardar de lembrança, ainda mais se a pessoa ia sair do colégio. Eu nunca levei uma camiseta minha pra assinarem já que no fim do TERCEIRÃO URRA URRA HEI eu mal esperava começar a vida nova na Poli (só não sabia que ia demorar mais um ano...), então nem me preocupei de guardar quaisquer lembranças dos meus 12 anos naquele colégio, mas lembro bem que assinei a camiseta de várias pessoas que eram da minha perua nos finais dos dois anos que usei o serviço. Eu não pensei muito sobre na época mas acho que pedir pra uma pessoa assinar a camiseta, ainda mais se não era da sua sala, era meio que um sinal de que você fazia parte do dia a dia daquela pessoa e vice-versa... ou estou pensando demais sobre isso.

Enfim, não é raro eu esquecer que sequer usei serviço de perua, já que foram só um ano e meio usando, mas foi definitivamente uma parte das memórias do meu ensino fundamental que precedem até a criação deste blog.

No meu ensino médio eu já descia a Tamandaré mais sussa, muitas vezes com vários amigos, então foi só uma vez que fui assaltado (já no terceiro do médio) mas não levaram nada e eu já tinha a autoconfiança e a noção (provindas da prática de karate) de não ter pânico numa situação dessas ao mesmo tempo que não era muito indicado resistir. Acho que as voltas pra casa a pé ficam pra uma próxima ocasião, mas também foram memórias bem bacanas.

Eu acabei nem escrevendo o post engraçado que tinha em mente quando acabei de escrever o post passado, fica pra próxima.

vlw flw

té mais!


domingo, 7 de março de 2021

HYPE

Eu tenho um amor pelo hype, é o que me atraiu para os e-sports e pro futebol e também é o que me anima pra acompanhar novos jogos e músicas dos meus artistas favoritos.

E a coisa que acho mais legal é quando os caras exageram, tipo quando a banda que mais gosto chamou a release party do novo álbum deles de "TOKYO IS OURS" sendo que ia ser um evento com, no máximo, 50 pessoas (incluindo funcionários da casa de shows) e ia ser numa livehouse minúscula e sem tradição nenhuma, mas o hype tava à toda.

Ou o último álbum que a Lovely Summer chan lançou: "THE THIRD SUMMER OF LOVE", implicando que o Japão (e mais especificamente ela) estaria em meio a um terceiro verão do amor, depois de Woodstock e dos anos 80 no Reino Unido. Não preciso dizer que o Japão tá bem longe de liderar qualquer movimento cultural com o mínimo de uso de drogas e libertinagem (pelo menos não me chamaram) né.

Eu não tenho nada contra essas formas de promover eventos e lançamentos, porque sendo realista nada ia dar hype.

Acho que é a mesma vibe de você viajar pela Forma pra Porto Seguro e meter um PORTO SEGURO NÃO ESTÁ PREPARADO PRA NOSSA CHEGADA sendo que você tem 17 anos e 0 pelos no saco. É ridículo, mas animava a gente na época (no meu caso era Floripa ao invés de Porto) e fazia a gente feliz.

Eu mesmo uso o hype pra me animar, mandar um "as coisas finalmente estão pra começar agora" enquanto ouço Makka na Chikai ou Butter-Fly ou qualquer opening de fight shounen me dá uma boa dose de adrenalina numa semana particularmente bosta que eu esteja enfrentando.

Acho que o maior exemplo do hype não ter dado resultado foi quando entrei na Poli, eu tava me hypeando tanto pra pegar intercâmbio pra melhor faculdade que tivesse e depois trampar sei lá, na NASA que as DPs já no começo da graduação foram um tapa na cara. Mas acho que se hypear por entrar numa faculdade boa é parte do processo de ser bixo de qualquer faculdade: "finalmente cheguei no meu campo de batalha", bem, se cheguei morri... mas passo bem.

No começo da quarentena o pessoal até hypeava a volta à normalidade: "MEU DEUS, DEPOIS QUE PASSAR ISSO TUDO VAMO BEBER, TRANSAR, JOGAR PEDRA EM ESTABELECIMENTOS E ATRAVESSAR FORA DA FAIXA!" mas parece que agora geral já se tocou que é, vai demorar.

Mas é, acho que eu sou mais levado na correnteza do hype que sua pessoa normal, e isso gera uma série de merda (comportamento de manada? não lembro o nome), pelo menos não sou gado de nenhum político (vivo). Um dos exemplos mais crassos de eu ser levado por hype foi o Corso (guerra de fruta podre entre a Poli e a Med Unifesp) de 2016 onde, sem perceber, eu tava puxando o grito de guerra da Poli e mandando a Unifesp se foder com a RedeTV gravando, graças a deus que ninguém decente assistia Pânico na TV quando rolou essa coisa.

Enfim, de hype em hype vamos viver a vida, sem se iludir você não sai da cama.

Acho que esse post acabou numa nota meio negativa hmm, a próxima vai ser pra dar umas risadas ou vai ser sobre o Japão... ou os dois?

vlw flw té mais!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Bora bandejar

Talvez, muito provavelmente (espero), eu vou me formar na Poli durante essa quarentena, e uma coisa que sinto saudade das aulas presenciais é o famoso Bandejão.

Por dois reais (até um tempo atrás era R$1,90), você, aluno da USP, tem direito a uma refeição completa em uns dos restaurantes espalhados pelos campi da Universidade. Para os alunos do Butantã haviam quatro escolhas: o Central, o da Química, o da Física e o da Prefeitura.

O central é o melhor e SE VOCÊ DISCORDA ESTÁ ERRADO. O central é o maior bandejão, é o único com ar condicionado (que eu lembre) e a qualidade da comida era a melhor, o estacionamento, caso você venha de carro, sempre tem vaga e as filas (em dias normais depois do começo do ano) sempre cabiam embaixo da marquise do CRUSP e mesmo com chuva ou solzão sempre era ok.

O da física, na maioria das vezes, servia o mesmo cardápio do central mas o restaurante é MINÚSCULO, a bandeja é pior (usavam o modelo antigo do central) e era horrível de achar lugar pra sentar com o mínimo de pessoas, mas é onde a gente ia comer quando era bixo, já que é o bandejão mais próximo do Biênio da Poli.

O da Química é um hit or miss: ou tava MUITO BOM (ceias, frangossauro, pratos sem molho em geral) ou tava uma bosta (pratos com molho em geral). O pior ponto do bandejão da química é que o arroz branco era parboilizado e o gosto dele nunca me agradou muito, aí eu acabava sempre comendo o integral, isso e a porção que as tias botavam do prato principal raramente era o suficiente, então os pratos ficavam invariavelmente cheiaços de arroz, feijão e salada e no cantinho ficava a porção ínfima da proteína.

Finalmente, o bandejão da Prefeitura abriu quando eu já tava no meu terceiro ano da graduação, ele é meio escondido e no começo pouca gente sequer sabia da existência dele mas eu curtia comer lá quando o cardápio do central não me agradava muito. O ponto positivo aqui é que o restaurante é bem espaçoso e é onde tinha a maior variedade de sucos pra escolher, a qualidade da comida flutuava entre o Central e a Química.

Os bandejões central e da física usam bandejas de aço, enquanto que os outros dois usam pratos. Eu como bixo preferia comer no prato pra não me sentir como um selvagem, mas chega uma hora que você sente falta de ter divisória pra não misturar tudo e acaba que a bandeja se mostra como a solução ideal.

Na última semana de aula os bandejões serviam um cardápio especial e chamavam de ceia de natal (por mais que sempre fosse umas duas semanas antes do Natal). O usual era ter um prato inédito como principal, uma salada com mais de um vegetal (coisa que nunca rolava normalmente), arroz à grega ao invés do arroz normal e como sobremesa um sorvete um pouco mais chique. Segue foto de como foi meu bandejão de natal no meu ano de bixo:

Frango empanado no bandejão foi só nessa vez mesmo.

A sobremesa em particular sempre era uma surpresa. Na maioria das vezes era uma fruta ou uma goiabada ou um doce de leite, às vezes sorvete (que tinha gosto de margarina e uma quantidade não razoável de gordura trans) e uma vez deram pra gente uma barrinha de chocolate Hershey's, sendo que não era fim de ano nem nada assim.

A salada composta por tomates e pepinos também é uma raridade.

Dos pratos principais, meus favoritos eram a coxa de frango e a famosa COXA DE FRANGOSSAURO (que nada mais era que coxa + sobrecoxa) assadas no forno, o estrogonofe, que pra mim era overrated mas era sempre bom, a feijoada, que não era tão pesada, as carnes de panela, que o pessoal em geral não curtia mas eu sempre achei bom, e a linguiça que, sinceramente, não tem muito como errar.

Acho que o bandejão é tão inserido na realidade do uspiano (e qualquer universitário na real) que é meio que um ritual social. Acho que boa parte de você se enturmar passa por ir no bandejão com pessoas que você não conhece e jogar conversa fora enquanto come bife à caçadora com chuchu ao vapor numa bandeja de aço.

Enfim, eu gostava bastante de comer no bandejão e foi lá que "aprendi" a comer coisas que antes eu não conseguia comer, tipo chuchu, e foi comendo lá que conheci muita gente bacana que era amigo de amigo ou que eu encontrava sem querer. Eu bandejava frequentemente sozinho mas qualquer comida que seja é mais saborosa quando você tá com uma boa companhia.

Acho que é isso. Eu espero poder bandejar novamente no futuro mas digo isso sem muitas esperanças de voltarmos ao regime presencial tão cedo assim.

valeu, falou, té mais!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

bora montar uma boy band

Essa moda do Kpop me fez lembrar de todas as modas de grupos de ídolos ao longo dos anos.

Quando eu estava lá pelo sexto ano (~2007) o pessoal amava RBD e nessa mesma época saiu também High School Musical. Essas duas modas foram bem mais centradas nas meninas, mas tinha moleque que também curtia, apesar disso acarretar no julgamento velado de todos os outros moleques.

Nessa mesma época as bandas de Visual Kei estavam na moda, mas o público era bem mais restrito ao pessoal otaku e, novamente, às meninas. Eu tive muito pouco contato com VK pra falar a real, eu conhecia Nightmare por causa das músicas da primeira metade do Death Note e L'Arc en Ciel porque não tem otaku do começo dos anos 2000 que não saiba cantar Ready Steady Go! (abertura do FMA) ou Runner's High (abertura do GTO). Tem um texto muito bom, que devo ter lido faz uns 10 anos, onde falava mais ou menos a origem do VK junto ao X Japan, a confecção do estilo visual seguindo os clichês dos mangás shoujos e até o monopólio dos contratos com fabricantes de guitarras (no caso a Fernandes, que também patrocinava o Takuya do JAM).

O sucesso do Visual Kei foi mais uma das anomalias que os animes causaram. No Japão o estilo ainda é muito associado ao underground e às subculturas glam de Harajuku, enquanto que fora do Japão o estilo é até hoje um dos mais conhecidos, muito devido às músicas atreladas a animes mas também à curiosidade e à internet, que fez com que bandas desconhecidas VK fossem descobertas por mais que nunca tivessem feito músicas para animes.

Não podemos esquecer das boy bands quando falamos de ídolos. Acho que a única boy band que chegou a ser apreciada de forma socialmente aceita pelo pessoal da minha idade foram os Jonas Brothers, o One Direction apareceu já quando o pessoal da minha idade já não gostava do gênero então era a guilty pleasure de muita gente aposto. 

Acho que a minha geração foi uma das últimas a rolar homofobia generalizada sem represálias, por isso que música aceitável pra moleque da minha idade era rock, funk e pagode, qualquer outra coisa você era taxado de gay. Isso só começou a mudar lá pelo meu ensino médio, quando o pessoal que seria taxado de gay já não se importava e quem chamava de gay não via graça em importunar pessoas que não se importavam.

Eu tinha meu gosto por rock britânico pra me defender de qualquer ameaça de ser chamado de gay, mas lá pelo ensino médio eu já ouvia Shiina Ringo e Judy and Mary sem me importar com ninguém.

Eu particularmente nunca fui fã de nenhum grupo de idols, por mais que eu tenha um apreço especial pelas divas do Kayokyoku/começo do Jpop dos anos 70~80, grupos de idol sempre me passaram a imagem de serem muito artificiais pro meu gosto. Eu até tentei começar a ouvir Perfume e Momoiro Clover Z, que são grupos que já passaram pelo batismo do tempo e têm o selo de aprovação de gente de respeito, mas nah, não rolou.

Mas é, acho engraçado que maioria dos grupos de ídolos focam no público feminino, seja o grupo composto só de mulheres ou só de homens. Obviamente que isso não inclui os grupos de idol do Japão, que são focados no público otaku masculino, mas acho que até pra kpop os grupos femininos são direcionados pras moças. Tem muito a ver com a cultura machista japonesa e como as idols vendem a imagem de pureza, enquanto que nos grupos coreanos as idols passam bem mais a imagem de serem mais empoderadas. 

Enfim, eu poderia também falar dos ídolos individuais, tipo o Justin Bieber, a Britney Spears ou a Taylor Swift mas acho que esses artistas são bem mais propensos a passar da fase de serem "moda" pra se consolidarem como artistas respeitados do que os grupos, e os grupos em vogue, pra mim pelo menos, sempre refletem um pouco do zeitgeist da época em que fazem sucesso: das roupas às influências musicais e conteúdo das letras, por isso é tão fácil as músicas deles ficarem datadas em tão pouco tempo, só olhar pro N'Sync, Backstreet Boys, o Rouge ou as Spice Girls, são todos grupos que as pessoas revisitam pra sentirem saudades da época, mas nunca pra ouvir uma música unanimemente aclamada e de qualidade inquestionável.

Acho que nesse comparativo de grupos de ídolos não é nada justo botar as bandas de VK no meio, elas tão aí porque adquiriram uma fanbase bem parecida com as de idols, mas foi puramente por um alinhamento de acasos e exceções. Eu tenho certeza que maioria das bandas de VK tinham membros infinitamente mais talentosos musicalmente que os grupos de idols.

Esse é um assunto infinitamente mais complexo do que o que escrevi aqui, agora me sinto até meio culpado em ter simplificado desse jeito todo ele: desde a homofobia e o mais puro preconceito que preveniram um maior desenvolvimento dos grupos de idols até a cultura machista japonesa que faz com que grande maioria dos grupos de idol façam com que suas integrantes ajam deliberadamente de forma submissa aos homens. Eu tenho que ler mais sobre o assunto na moral.

Pra terminar o post vou botar um vídeo do Perfume.

 

Perfume é bem interessante porque o grupo é composto por três mulheres de 30 anos (idade impensável pra maioria dos grupos mainstream do gênero) e é de conhecimento geral que o grupo é o que é porque o produtor (Yasutaka Nakata) é um gênio. Acaba que boa parte da fanbase não chega no Perfume porque as moças são particularmente sexy ou lolitas, mas porque curtem o som puxado pro synthpop e com influências de Shibuya-kei, enquanto que maioria dos grupos de idol mainstream são bem mais pop chiclete.

Hoje em dia tem grupo de idol pra todos os gostos possíveis no Japão: tem o Ray (e antes tinha o Dots Tokyo) que tem o som meio shoegaze/dream pop, tem o famoso Babymetal que, como o nome diz, é voltado pro metal e conseguiram um sucesso considerável fora do Japão, tem o Necronomidol que é TREVOSO meio black metal, meio qualquer coisa que remeta às TREVAS e sei lá, tem grupo de idol de todo gênero possível mesmo. A Kaede do Negicco (grupo de idols criado pra promover a venda de CEBOLINHA em Niigata) lançou um álbum belíssimo ano passado de Bossa Nova, então já não duvido de mais nada.

Acho que é isso, tive a ideia pro post ontem à noite e só lembrei agora a pouco, esse é um tema que com um pouco de estudo eu poderia falar horas e mais horas (já que é um assunto bem interessante) mas realmente chegamos ao limite do meu conhecimento por aqui.

vlw flw té mais!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Chove chuva, chove sem parar

Vocês gostam de chuva?

Tem todo o romanticismo ao redor da chuva, como São Paulo é terra da garoa, como o barulhinho de chuva é bom pra dormir etc etc etc, mas a chuva é uma bosta né.

Enchente, acidente na estrada, buraco na rua, além dos problemas mundanos pra alguém de classe média sem carro tipo escorregar no purê de folhas caídas na calçada, pisar no barro com tênis novo, levar banho de carro passando a toda, esquecer o guarda-chuva em casa e tudo mais, chuva é uma merda. É a relação dos ricos e pobres com a chuva que o Parasite mostra bem.

Mas enfim, eu gosto de uma chuvinha, em condições ideais.

Garoinha no fim de tarde quando você já tá em casa? Ok! Chuva num lugar que fica mais bonito com ela? Ok! Chuva na praia em UM DIA de três que você tá lá? Ok! Em quaisquer outras condições? Eh.

Chuva, ainda mais em São Paulo, torna a cidade um CAOS. Todo mundo desaprende a dirigir, vias alagadas, os ratos e baratas resolvem sair pra passear na Liberdade (mais do que o normal) e eu que sempre saio de chinelo, sempre corro o perigo de pegar leptospirose.

Mas é uma coisa que todo mundo tem que lidar, paulistanos em particular sempre devem estar prontos pra enfrentar uma chuva do caralho.

E mesmo no Japão, apesar da foto linda em Shibuya (que só pode ser apreciada 100% de noite e na chuva), a chuva mais atrapalhou do que qualquer outra coisa. Eu quase peguei gripe no dia que fui atrás das casas de show históricas, já que me molhei pra porra na região do Budokan, e poça congelada me fez escorregar duas vezes naquele país, um puta perigo pra quem não tá acostumado.

O que resta é tentar conviver com a dona chuva, tentar apreciá-la mesmo sabendo das tragédias e inconvenientes que ela ocasiona, e sempre andar com um guarda-chuva que você sabe que provavelmente não vai te proteger muito mas te dá uma ilusão de segurança.

Eu escrevi este post porque tomei uma chuvinha num desses dias que saí pra comprar comida aqui perto de casa, isso me fez lembrar que não tomava uma chuva já faz quase um ano por causa da quarentena! Meu DNA paulista chora.

Enfim, espero ainda pegar uma chuva com meus amigos NESSA VIDA AINDA, tenho boas lembranças de tomar chuva em rolê e a saudade tá batendo forte esses dias.

vlw flw té mais!

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Ah não, chorei de novo ouvindo o Prelude do Final Fantasy

Acho que a única música que me faz chorar (sem exagerar, CHORAR DE VERDADE) instantaneamente é o Main Theme do Final Fantasy, ou o Prelude. 

Sei lá porque, mas o vídeo de abertura do Final Fantasy III pra DS/PSP também sempre me faz chorar, e apesar de ser um dos meus games favoritos, não é como se tivesse me marcado particularmente, assim como o resto da série pra falar a verdade.

Eu sempre fui um fã de Final Fantasy. Eu comecei a jogar na época que peguei Pokémon também mas Pokémon obviamente sempre foi um jogo mais fácil de jogar e que eu particularmente nunca prestei atenção pra história (assim como 90% dos jogadores) e nunca perdi muita coisa, agora Final Fantasy você é obrigado a entender bem a história pra ter uma boa experiência.

E puta merda, jogar Final Fantasy é uma puta experiência, não é só jogar um jogo, é entrar nele de cabeça. A música, a história, os personagens, a dificuldade, tudo é feito nos moldes pra você ter uma imersão no universo do jogo em questão, até o Final Fantasy XV, que é bem bostinha em comparação ao resto da série, é um jogo diferente se comparado com outros JRPGs e, como todo jogo da série, também me fez chorar.

Apesar de eu estar aqui falando e falando da série, dos 15 jogos da série principal eu devo ter terminado uns 5 e jogado uns 10 no máximo. Os FF do I ao VI tinham um tempo de conclusão razoável pros RPGs da época: de 5 pra 20h no máximo, da geração do PS1 (VII) até o XIII virou uma palhaçada e os jogos demoravam dezenas e mais dezenas de horas pra terminar, o XII e o XIII em particular são ginormes, o XV é bem rapidão tho.

Além do FFIII, jogos da série que me marcaram foram o FFIV, FFVI e o FFX. Eu pretendo jogar o FFIX, o FFII e o FFXII quando tiver um tempinho a mais, acho que JRPGs não podem ser jogados em grandes intervalos de tempo.

Meu favorito da série é o Final Fantasy VI, que ainda quero jogar novamente. Acho que é o jogo com o melhor vilão, uma trilha sonora maravilhosa (já que, sinceramente, não dá pra rankear) e um setting bem legal. Se contar os spin-offs eu gosto bastante do Final Fantasy Tactics, é com certeza o jogo com melhor história na série, além do fato de ser tactics contribuir bastante pra dar uma variada no gameplay.

Mas é, eu preciso estar numa vibe exata pra jogar Final Fantasy, acho que Shin Megami Tensei por exemplo é uma série bem mais tragável e até falo que é a melhor de JRPGs mas Final Fantasy ainda está no meu coração.

Mas é, acho que vou pegar um FF pra jogar algum dias desses antes das aulas começarem de novo.

vlw flw té mais!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

CARROS

Eu, como todo homem hétero com mais de 20 anos que cursa engenharia, tive uma fase em que gostava de carros.

É o clássico: os pais fazem o filho gostar de carros quando ainda crianças pra ele ter aquele hobby de homem macho alfa AAAAAAUUUUUUUUUUUUUU sem necessariamente a mãe achar ruim: não é tão violento quanto gostar de armas de fogo e não é tão machista quanto gostar de revista de mulher pelada.

Mas é, eu gosto de carros.

Sempre tive meus Hot Wheels e eu gostava dos muscle cars quando criança, mas quando comecei a acompanhar Initial D (lá pelo ensino médio), eu obviamente peguei gosto pelos JDM, os carros feitos pro mercado interno japonês.

Enfim, vou listar meus carros favoritos aqui e um breve motivo de porque eu gostar de cada um deles. Só botei os esportivos porque tenho o espírito de um adolescente que acha que um dia vai acelerar algum carro pra além dos 200km/h.

Subaru Impreza WRX STI (2006)


Acho que o Impreza dessa geração é o que conseguiu melhor balancear o design estranho típico da Subaru com uma coisa que fosse mais aceitável, tanto a geração antes e a geração depois também são bem bonitas, só não a geração atual do Impreza.

Nissan Fairlady Z (1ª geração)


Eu particularmente amo todos os Nissan Z até os de hoje, mas esse design dos Coupé da década de 70 eram bem charmosos, razão pela qual também amo o Dino.

Honda NSX (1ª geração)

"vídeo do Ayrton Senna dirigindo essa máquina pelo Circuito de Suzuka usando mocassins"

É, talvez, o meu carro dos sonhos caso eu ganhe na loteria.

Ferrari Dino 246 GT

Sempre foi meu carro favorito da Ferrari, mesmo não tendo o logo do cavalo. Se fosse pra gastar uma grana numa Ferrari que seja nessa, sem os excessos agressivos do design dos supercarros de hoje e também um pouco antes dos experimentalismos do design europeu dos anos 80. 

Uma Ferrari V6 sem o logo da Ferrari pra ostentar, stealth wealth at it's best.

Ford GT (2005)


Acho que por tirar o design de um carro de corrida, o Ford GT não tem aquele design de BADBOY típico dos supercarros do século XXI. Eu acho lindo tanto o GT40 (que foi o carro de corrida dos anos 60 que inspirou o GT) quanto o GT de 2005, o GT de agora é zoado justamente por adotar esse design agressivo em vogue faz tempo no setor.

Porsche 911


Assim como o Fairlady, eu amo todas as gerações do 911 (na imagem acima é o 991) mas nesse caso eu realmente não tenho um favorito. O 991 eo o 997 são lindos mas o 911 original tem o charme dos clássicos, eu aceitaria qualquer um deles na real.


Menções honrosas

  • O Toyota Celica original é um carro que adoro por ser meio que a versão dos Pony cars americanos feito pelos japoneses;
  •  Ford Maverick, porque foi o esportivo mais famoso da história do Brasil, além de eu gostar bastante dos pony cars;
  • Aston Martin DB9: o Ford Fusion antes do Ford Fusion;
  • O Mini original porque é o cúmulo da britanicidade.
  • Gurgel BR 800, pra ter um pouco de patriotismo nessa lista.

Enfim, acho que é isso.

Eu sempre curti design de carros, motores e tudo mais mas não o bastante pra querer fazer isso da vida, design utilitarista tem seu charme e é por isso que faço Engenharia Naval.

vlw flw té mais!