Toda semana, na frente da estação Vergueiro logo abaixo das escadarias que davam em frente ao meu colégio, era distribuído o jornal Metro News.
O Metro News é o típico jornal gratuito que vive do lucro dos anunciantes, eles jogavam lá as notícias essenciais da última semana e enchiam de propaganda pra viabilizar a produção do jornal, simples e fácil.
Era quase um ritual, eu nunca pegava o jornal porque sabia que um amigo meu que era de outra sala viria com ele no intervalo das aulas, então ficávamos resolvendo as palavras cruzadas por poucos minutos até que ele tivesse que vazar pra sala dele de volta, mas ele deixava o jornal com a gente. As diversões do jornal eram basicamente o resumo esportivo (que nunca tinha nada que fosse novo), os anúncios óbvios de prostituição que eram a coisa mais humor de ensino médio possível, as já citadas palavras cruzadas e as tirinhas.
As tirinhas eram horríveis, é o humor mais baby boomer possível: era sempre aquela coisa que permeava qualquer tipo de humor voltado para homens no começo dos anos 2000: "odeio minha mulher", "me arrependo de ter filhos", "odeio meu trabalho", "penso mais com meu pinto do que com meu cérebro", etc. Você com certeza já viu algo com esse tipo de humor.
E eu nunca fui uma pessoa de ficar ofendida, mas certamente ficava minimamente incomodado com esse tipo de humor forçado que pressupõe que mulher é burra e a geração mais jovem é perdida, chegando às vezes a beirar uma vulgaridade que me deixava até estupefato de alguém ter tido o culhão de escrever tamanho sacrilégio e publicar.
Esses dias eu tive esse leve flashback às minhas manhãs de 2012/2013 e quis lembrar como era o senso de humor horrível que a geração dos baby boomers têm até hoje, até que achei o subreddit r/boomershumor, achei incrível como esse tipo de humor não tem fronteiras.
É sem graça, perpetua tudo que há de ruim na sociedade e é um triste retrato de pessoas que não realizaram nada na vida e culpam família, mulher, sociedade e qualquer coisa que seja pelo próprio fracasso, é uma coisa triste.
Eu não quero aqui falar que não tem nada de certo na geração dos boomers, toda a produção cultural dos anos 60~70 foram de uma riqueza imensa e a música hoje basicamente bebe daquela fonte até hoje, direta ou indiretamente.
É a consciência retrógrada da geração que antes fora eleita pela revista Time como "People of the Year" e agora bota um panaca no poder, é o tipo de pessoa que fala que os jovens de hoje em dia se ofendem facilmente mas só de ouvir "identidade de gênero" já começa a chiar.
Um dos meus maiores medos é me tornar também um tiozão e fazer piadas machistas a torto e direita sem se importar com os outros, acho que é aquilo que falei da sensibilidade no outro post, que é uma qualidade que é muito subestimada mas é o mínimo que devemos ter pra viver em sociedade decentemente.
Obviamente que não defendo também os Millennials (e as gerações subsequentes) com muito ardor. Toda a cultura do cancelamento de ostracizar a pessoa por falar x coisa é o sacrilégio e não foram raras as vezes que eu senti vergonha real de estar nessa geração entre os Millennials e a geração Z, mas acho que isso é papo pra outro post.
Eeeh, acho que perdi um pouco o fio da meada mas eu fiquei tão de cara com umas tirinhas que apareceram no meu feed do FB que decidi escrever este post. Um bom boomer falaria que estou de mimimi e que me ofendo fácil, pau no seu cu.
Eu ia botar uma tirinha aqui pra ilustrar o tipo de humor torpe que vi mas não quero dar publicidade, nem ruim, pro indivíduo que faz essas coisas.
Acho que estou virando cada vez mais um millennial, preocupante. Culpo as minhas bandas underground por isso.
vlw flw té mais
10 anos de blog e continuo escrevendo a mesma besteira de sempre, consistência é chave mermão.
domingo, 26 de abril de 2020
terça-feira, 21 de abril de 2020
Sons randômicos DO JAPÃO
Puta merda, vou falar do Japão de novo.
Uma coisa que é pouco falada, de todas, TODAS as coisas do Japão, é como o povo lá gosta de feedbacks e avisos e sonzinhos pra tudo. Tem um motivo pra celulares com teclas ainda serem usados lá (não tanto quanto antes, mas consideravelmente): as teclas te dão aquele cliquezinho que te dá a segurança que elas foram apertadas. E nisso dá pra explicar todas as demais coisas que clicam e dão aquele prazer tátil só de ficar brincando, as lapiseiras também são meio assim.
Enfim, além dessa coisa tátil também tem os sons e barulhinhos que você ouve em todos os lugares no Japão, o que me deu saudade outro dia foram os apitos na faixa de pedestres pra sinalizar pra quem tem visão prejudicada (ou quem usa smartphone, aliás não atravessem a rua sem olhar que muito motorista no Japão é ruim):
Dos barulhos que aparecem no vídeo eu só ouvi os cuckoo e o piu-piu (lá por 1:13 do vídeo) tanto em Tokyo quanto em Kofu.
Outra grande saudade minha são os sonzinhos que tocavam nas estações e nos trens que peguei, algumas estações tinham musiquinhas próprias que eram características do local (tipo a estação onde o Osamu Tesuka morava tocar a música do Astro Boy).
Os midi tão meio jogados (a não ser que você saiba ler em japonês) mas mostra mais ou menos que estação que cada coisa toca, além das musiquinhas de abrir/fechar porta, aviso, etc. Mas o que me marcou é que eu NUNCA usei fone de ouvido enquanto andava por Tokyo, só usava mesmo nas viagens de ônibus e nos netcafés, então, CARALHO, esses primeiros três sons (que tocavam em toda estação) eram sinônimo de começo de aventura, era a abertura pro anime que eram os meus dias de folga em Tokyo. Esses jingles só tocavam mesmo na linha Yamanote, que é a linha que liga todas as outras, então qualquer lugar que eu fosse eu meio que ouvia as músicas.
Além desses sonzinhos em vias públicas, obviamente que as lojas não poderiam estar de fora dessa nostalgia:
Esse midi tocava toda vez que alguém entrava em um Family Mart (minha rede favorita de konbinis, pau no cu do Seven Eleven) e como era o estabelecimento comercial mais próximo de onde eu morava em Yamanashi e também era a única coisa na estação onde fiquei em Tsukuba, nada era tão aconchegante quanto entrar em um Famima e ouvir esse jingle com um IRASHAIMASEEE~ e, como estava um frio do caralho na época, sentir o ar quente de dentro da loja junto com o leve cheiro de bentôs requentados e nikuman.
Na moral que posso fazer um post inteiro sobre o Family Mart (e provavelmente farei um dia) mas é como se fosse uma ilha de conforto, em qualquer lugar que você fosse no Japão, sempre tinha um Family Mart com comida e bebida quentinha pra você se sentir melhor. Famima > Seven Eleven > Lawson, acabei só indo uma vez no Daily Yamazaki e no Mini Stop então não posso julgá-los.
Also also also, fica aqui minha eterna gratidão às konbinis que tinham lugar pra sentar e comer os bentôs em paz. Obrigado Famima no lado do nosso apato em Yamanashi, obrigado Seven Eleven de Kofu depois da ponte.
Agora indo pros jingles propriamente ditos:
Toda grande loja no Japão tinha um jingle, e de todos eles esse foi o que mais ficou na minha cabeça. Eu juro que só fui uma vez na BicQlo e fiquei lá por menos de uma hora, mas essa música me assombra até hoje. Eu fiquei HORAS na Yodobashi de Akiba, na BIC Camera e nos Shoppings da Aeon e todos tinham jingles, mas nenhum era tão pegajoso quanto esse da BiqQlo em Shinjuku. De todos os empregos insalubres que eu aceitaria pra morar no Japão, o de atendente na BicQlo é um dos que eu recusaria.
Essa é a música da Yodobashi, se não me engano é alguma música de natal americana só que mais rápida e com as letras obviamente modificadas. Eu juro que esse jingle não me marcou muito, apesar de eu ter ficado horas e horas na Yodobashi de Akiba.
Enfim, acho que de sons randômicos que me fazem lembrar do Japão é isso mesmo. Tem também os anúncios falados de próxima estação e tal da linha Yamanote que podem ser ouvidos nesse soundboard interativo mas acho que já é fora do escopo de "sons".
Falando do midi do Family Mart me deu uma saudade danada das konbinis e, INFELIZMENTE, terei que falar delas em algum post só. Eu juro por tudo que mais amo que, dentre tudo que eu poderia trazer do Japão pro Brasil sem pensar na viabilidade econômica ou cultural, eu traria as konbinis. Nisso por mais que eu tenha asco da coisa de família cristã e o caralho que a Hirota tenta por algum motivo promover, eu tenho que admitir que as konbinis que implantaram até agora pegam uns 30% da vibe de uma konbini real do Japão, não o bastante pra passar mas também não tão ruim pra bombar direto.
Ahhhh me prolonguei demais e ninguém vai ler essa merda, pois bem.
vlw flw té mais.
EDIT: Esqueci de uns que são quase um crime se não citar, tipo o Book-Off, aqui tá meio que um compilado com alguns que até já citei e outros que esqueci:
Uma coisa que é pouco falada, de todas, TODAS as coisas do Japão, é como o povo lá gosta de feedbacks e avisos e sonzinhos pra tudo. Tem um motivo pra celulares com teclas ainda serem usados lá (não tanto quanto antes, mas consideravelmente): as teclas te dão aquele cliquezinho que te dá a segurança que elas foram apertadas. E nisso dá pra explicar todas as demais coisas que clicam e dão aquele prazer tátil só de ficar brincando, as lapiseiras também são meio assim.
Enfim, além dessa coisa tátil também tem os sons e barulhinhos que você ouve em todos os lugares no Japão, o que me deu saudade outro dia foram os apitos na faixa de pedestres pra sinalizar pra quem tem visão prejudicada (ou quem usa smartphone, aliás não atravessem a rua sem olhar que muito motorista no Japão é ruim):
Dos barulhos que aparecem no vídeo eu só ouvi os cuckoo e o piu-piu (lá por 1:13 do vídeo) tanto em Tokyo quanto em Kofu.
Outra grande saudade minha são os sonzinhos que tocavam nas estações e nos trens que peguei, algumas estações tinham musiquinhas próprias que eram características do local (tipo a estação onde o Osamu Tesuka morava tocar a música do Astro Boy).
Os midi tão meio jogados (a não ser que você saiba ler em japonês) mas mostra mais ou menos que estação que cada coisa toca, além das musiquinhas de abrir/fechar porta, aviso, etc. Mas o que me marcou é que eu NUNCA usei fone de ouvido enquanto andava por Tokyo, só usava mesmo nas viagens de ônibus e nos netcafés, então, CARALHO, esses primeiros três sons (que tocavam em toda estação) eram sinônimo de começo de aventura, era a abertura pro anime que eram os meus dias de folga em Tokyo. Esses jingles só tocavam mesmo na linha Yamanote, que é a linha que liga todas as outras, então qualquer lugar que eu fosse eu meio que ouvia as músicas.
Além desses sonzinhos em vias públicas, obviamente que as lojas não poderiam estar de fora dessa nostalgia:
Esse midi tocava toda vez que alguém entrava em um Family Mart (minha rede favorita de konbinis, pau no cu do Seven Eleven) e como era o estabelecimento comercial mais próximo de onde eu morava em Yamanashi e também era a única coisa na estação onde fiquei em Tsukuba, nada era tão aconchegante quanto entrar em um Famima e ouvir esse jingle com um IRASHAIMASEEE~ e, como estava um frio do caralho na época, sentir o ar quente de dentro da loja junto com o leve cheiro de bentôs requentados e nikuman.
Na moral que posso fazer um post inteiro sobre o Family Mart (e provavelmente farei um dia) mas é como se fosse uma ilha de conforto, em qualquer lugar que você fosse no Japão, sempre tinha um Family Mart com comida e bebida quentinha pra você se sentir melhor. Famima > Seven Eleven > Lawson, acabei só indo uma vez no Daily Yamazaki e no Mini Stop então não posso julgá-los.
Also also also, fica aqui minha eterna gratidão às konbinis que tinham lugar pra sentar e comer os bentôs em paz. Obrigado Famima no lado do nosso apato em Yamanashi, obrigado Seven Eleven de Kofu depois da ponte.
Agora indo pros jingles propriamente ditos:
Toda grande loja no Japão tinha um jingle, e de todos eles esse foi o que mais ficou na minha cabeça. Eu juro que só fui uma vez na BicQlo e fiquei lá por menos de uma hora, mas essa música me assombra até hoje. Eu fiquei HORAS na Yodobashi de Akiba, na BIC Camera e nos Shoppings da Aeon e todos tinham jingles, mas nenhum era tão pegajoso quanto esse da BiqQlo em Shinjuku. De todos os empregos insalubres que eu aceitaria pra morar no Japão, o de atendente na BicQlo é um dos que eu recusaria.
Essa é a música da Yodobashi, se não me engano é alguma música de natal americana só que mais rápida e com as letras obviamente modificadas. Eu juro que esse jingle não me marcou muito, apesar de eu ter ficado horas e horas na Yodobashi de Akiba.
Enfim, acho que de sons randômicos que me fazem lembrar do Japão é isso mesmo. Tem também os anúncios falados de próxima estação e tal da linha Yamanote que podem ser ouvidos nesse soundboard interativo mas acho que já é fora do escopo de "sons".
Falando do midi do Family Mart me deu uma saudade danada das konbinis e, INFELIZMENTE, terei que falar delas em algum post só. Eu juro por tudo que mais amo que, dentre tudo que eu poderia trazer do Japão pro Brasil sem pensar na viabilidade econômica ou cultural, eu traria as konbinis. Nisso por mais que eu tenha asco da coisa de família cristã e o caralho que a Hirota tenta por algum motivo promover, eu tenho que admitir que as konbinis que implantaram até agora pegam uns 30% da vibe de uma konbini real do Japão, não o bastante pra passar mas também não tão ruim pra bombar direto.
Ahhhh me prolonguei demais e ninguém vai ler essa merda, pois bem.
vlw flw té mais.
EDIT: Esqueci de uns que são quase um crime se não citar, tipo o Book-Off, aqui tá meio que um compilado com alguns que até já citei e outros que esqueci:
segunda-feira, 13 de abril de 2020
A arte de ser culto e gostar de coisas ruins
Eu tenho uma certa admiração por pessoas que são cultas (ou têm bom gosto, apesar disso ser relativo) e mesmo assim assumem gostos por coisas questionáveis, sem querer esconder ou chamar de "guilty pleasure".
Seja uma pessoa que seja amante de Jazz mas defenda a genialidade da Britney Spears ou um ávido leitor de Hegel que também ame Nicholas Sparks, eu particularmente não aplico esse conceito pra gente que gosta de anime e mangá em geral porque esse pessoal começou de algum lugar, e posso apostar que não foi Lain ou Evangelion.
Mas enfim, eu já admito aqui que não sou culto, ultimamente ando lendo bem pouco (ano passado eu só terminei dois livros e eram bem curtinhos), não tenho tanto gosto por qualquer mídia pra ser assistida, seja anime, séries ou filmes e vocês já conhecem meu gosto musical.
O negócio é que ultimamente eu desenvolvi quase que uma obsessão por mídia assumidamente ruim (ou pelo menos não culta) ou direcionada pro público infantil: o anime do Digimon, Super Sentai (que é a série que deu origem aos Power Rangers no ocidente), uns mangás bem ruinzões de Twitter, música de idol (Momoiro Clover e Shiritsu Ebisu Chuugaku especificamente), até comecei a ler Kimetsu no Yaiba e uns outros fight-shounen e outras coisas que não são lá benquistas pelo público (ou pela crítica).
Depois de muito tempo tentando me tornar um ser superior através do consumo de cultura, decidi me jogar nas coisas menos pretensiosas desse mundão, desencanei de tentar ler Ulysses ou Hobsbawn e decidi ler mangás bem tosquinhos de comédia romântica enquanto ouço música de idol, me senti melhor? Eh, nem tanto.
Eu realmente queria ter como anime favorito uma coisa tão ruim, mas tão ruim, que nenhuma outra pessoa neste mundo partilhe da minha opinião:
Enfim, eu vou voltar aos meus mangás com nota média abaixo de 8 no Baka Manga Updates enquanto ouço algum álbum com média abaixo de 3 no RYM.
valeu, falou, té mais
Seja uma pessoa que seja amante de Jazz mas defenda a genialidade da Britney Spears ou um ávido leitor de Hegel que também ame Nicholas Sparks, eu particularmente não aplico esse conceito pra gente que gosta de anime e mangá em geral porque esse pessoal começou de algum lugar, e posso apostar que não foi Lain ou Evangelion.
Mas enfim, eu já admito aqui que não sou culto, ultimamente ando lendo bem pouco (ano passado eu só terminei dois livros e eram bem curtinhos), não tenho tanto gosto por qualquer mídia pra ser assistida, seja anime, séries ou filmes e vocês já conhecem meu gosto musical.
O negócio é que ultimamente eu desenvolvi quase que uma obsessão por mídia assumidamente ruim (ou pelo menos não culta) ou direcionada pro público infantil: o anime do Digimon, Super Sentai (que é a série que deu origem aos Power Rangers no ocidente), uns mangás bem ruinzões de Twitter, música de idol (Momoiro Clover e Shiritsu Ebisu Chuugaku especificamente), até comecei a ler Kimetsu no Yaiba e uns outros fight-shounen e outras coisas que não são lá benquistas pelo público (ou pela crítica).
Depois de muito tempo tentando me tornar um ser superior através do consumo de cultura, decidi me jogar nas coisas menos pretensiosas desse mundão, desencanei de tentar ler Ulysses ou Hobsbawn e decidi ler mangás bem tosquinhos de comédia romântica enquanto ouço música de idol, me senti melhor? Eh, nem tanto.
Eu realmente queria ter como anime favorito uma coisa tão ruim, mas tão ruim, que nenhuma outra pessoa neste mundo partilhe da minha opinião:
- "Como assim você não gosta de Pupa? É o melhor anime do Tomomi Mochizuki!"
- "A segunda season de Gundam 00 é melhor que a primeira, o filme então é melhor ainda."
- "O anime de Chaos;Head é melhor que Steins;Gate."
- "Eu leio hentai pela história."
Enfim, eu vou voltar aos meus mangás com nota média abaixo de 8 no Baka Manga Updates enquanto ouço algum álbum com média abaixo de 3 no RYM.
valeu, falou, té mais
domingo, 5 de abril de 2020
Animes esquecidos
Eu ia postar no Twitter sobre isso mas achei uma boa ideia de post aqui, já que posso escrever mais e é um assunto que sempre me vejo lembrando.
Na época que eu era otaku... tá bom, MAIS otaku, e acompanhava todos os animes sazonais lá pela virada dos 2000 pra começo de 2010, eu assisti animes que logos depois foram esquecidos por todo mundo e hoje em dia foram totalmente esquecidos, quando muito alguns possuem uma fanbase "cult following" e são lembrados ocasionalmente em imageboards, mas são animes que por via de regra você vai ter dificuldade de encontrar produtos até no Japão, eu sei porque tentei pra alguns.
Chaos;Head
É o prequel pra um dos melhores animes da última década: Steins;Gate, eu acompanhei o anime porque a Kanako Itou cantava a abertura e eu gostava dela desde Higurashi e School Days. O anime é rushado pra caralho, não faz o menor sentido e simplesmente não é bom, tanto que quando começou o hype por Steins;Gate eu simplesmente ignorei já que tive a péssima experiência com Chaos;Head, obviamente que me arrependi depois.
Black Cat
Esse eu assisti já depois do mangá e do anime terem terminado mas é um dos shounen genéricos que eu mais gosto. O anime por algum motivo tem um final diferente nada a ver com o mangá, sendo que foi feito bem depois dele, e perde vários detalhes aqui e ali, mas não é um anime ruim RUIM, só é aquela típica adaptação de um mangá secundário da Jump, nada excepcional.
Chrno Crusade
Outro que assisti só depois que terminou e tenho a coleção completa do mangá (lançado pela Panini) mas não lembro quase nada da história, lembro que era sobre umas freiras que usavam armas pra exorcizar demônios ou algo assim, lembro também que o final é bem emocionante e é isso aí, acabou por aí o que lembro sobre a obra.
Gakkou no Kaidan
Se você assistia os animes que passavam na Cartoon Network, vai se lembrar desse anime com outro nome: Histórias de Fantasmas. na moral que era um anime bem trash mas era interessante e bem diferente dos outros animes que passavam na CN na época, a animação claramente não era das melhores mas a abertura é uma música bem legal do Hysteric Blue.
Sayonara Zetsubou Sensei
Era um anime de humor muito bom mas muito japonês também, não era nada de comédia Gintama ou Grand Blue, era totalmente humor japonês. Foram três temporadas e uns OVAs que infelizmente não cobriram o final do mangá, onde todo o nonsense da obra toda é justificado com o maior mindfuck já visto na história dos mangás de comédia. O destaque do anime eram as aberturas e encerramentos cantadas, na maioria, por dubladoras do elenco e pelo lendário Ohtsuki Kenji.
Haibane Renmei
Pegaram umas obras que o Yoshitoshi Abe fez por diversão e transformaram num anime. É um anime que amo de coração mas que não é lembrado fora dos círculos de apreciação por coisas comfy :3, a abertura é instrumental, o encerramento faz você pensar que está num sonho, enfim, o anime é lindo mas acho que um remake com uma animação realmente boa faria bem pra essa obra.
Higashi no Eden
Cara, é um anime com abertura feita pelo Oasis. O conceito do anime e a história são bem legais, mas o character design e a animação em si acabam prejudicando a qualidade, eu sempre achei os personagens muito shoujo-like pro setting mais seinen que é o anime.
Zankyou no Terror
Anime criado e dirigido por Shinichiro Watanabe, soundtrack de Yoko Kanno e encerramento com letras da Ichiko Aoba e cantado pela Aimer, e ainda assim é um anime completamente medíocre. Acho que é um daqueles casos que o fim estraga absolutamente tudo, mas também peca em vários outros fatores: o pacing é zoado, os personagens são completamente sem sal e o plot chega a ser absurdo em algumas partes pra proposta que o anime quer entregar. Mesmo assim acho difícil falar que esse anime é necessariamente ruim, ele definitivamente não é bom mas poderia ter sido bem melhor.
Buso Renkin
Eu tinha esquecido completamente desse anime mas é um daqueles bem secundários da Jump que só conseguiu ser publicado até o final porque o autor tinha feito uma grande obra antes, no caso foi Rurouni Kenshin. Pra falar a real eu sequer assisti o anime, só li o mangá mesmo, mas a abertura é demais, melhor música de superação já vista numa abertura de anime.
Menções honrosas
vlw flw té mais, vou lá ver mais uns animes.
Na época que eu era otaku... tá bom, MAIS otaku, e acompanhava todos os animes sazonais lá pela virada dos 2000 pra começo de 2010, eu assisti animes que logos depois foram esquecidos por todo mundo e hoje em dia foram totalmente esquecidos, quando muito alguns possuem uma fanbase "cult following" e são lembrados ocasionalmente em imageboards, mas são animes que por via de regra você vai ter dificuldade de encontrar produtos até no Japão, eu sei porque tentei pra alguns.
Chaos;Head
É o prequel pra um dos melhores animes da última década: Steins;Gate, eu acompanhei o anime porque a Kanako Itou cantava a abertura e eu gostava dela desde Higurashi e School Days. O anime é rushado pra caralho, não faz o menor sentido e simplesmente não é bom, tanto que quando começou o hype por Steins;Gate eu simplesmente ignorei já que tive a péssima experiência com Chaos;Head, obviamente que me arrependi depois.
Black Cat
Esse eu assisti já depois do mangá e do anime terem terminado mas é um dos shounen genéricos que eu mais gosto. O anime por algum motivo tem um final diferente nada a ver com o mangá, sendo que foi feito bem depois dele, e perde vários detalhes aqui e ali, mas não é um anime ruim RUIM, só é aquela típica adaptação de um mangá secundário da Jump, nada excepcional.
Chrno Crusade
Outro que assisti só depois que terminou e tenho a coleção completa do mangá (lançado pela Panini) mas não lembro quase nada da história, lembro que era sobre umas freiras que usavam armas pra exorcizar demônios ou algo assim, lembro também que o final é bem emocionante e é isso aí, acabou por aí o que lembro sobre a obra.
Gakkou no Kaidan
Se você assistia os animes que passavam na Cartoon Network, vai se lembrar desse anime com outro nome: Histórias de Fantasmas. na moral que era um anime bem trash mas era interessante e bem diferente dos outros animes que passavam na CN na época, a animação claramente não era das melhores mas a abertura é uma música bem legal do Hysteric Blue.
Sayonara Zetsubou Sensei
Era um anime de humor muito bom mas muito japonês também, não era nada de comédia Gintama ou Grand Blue, era totalmente humor japonês. Foram três temporadas e uns OVAs que infelizmente não cobriram o final do mangá, onde todo o nonsense da obra toda é justificado com o maior mindfuck já visto na história dos mangás de comédia. O destaque do anime eram as aberturas e encerramentos cantadas, na maioria, por dubladoras do elenco e pelo lendário Ohtsuki Kenji.
Haibane Renmei
Pegaram umas obras que o Yoshitoshi Abe fez por diversão e transformaram num anime. É um anime que amo de coração mas que não é lembrado fora dos círculos de apreciação por coisas comfy :3, a abertura é instrumental, o encerramento faz você pensar que está num sonho, enfim, o anime é lindo mas acho que um remake com uma animação realmente boa faria bem pra essa obra.
Higashi no Eden
Cara, é um anime com abertura feita pelo Oasis. O conceito do anime e a história são bem legais, mas o character design e a animação em si acabam prejudicando a qualidade, eu sempre achei os personagens muito shoujo-like pro setting mais seinen que é o anime.
Zankyou no Terror
Anime criado e dirigido por Shinichiro Watanabe, soundtrack de Yoko Kanno e encerramento com letras da Ichiko Aoba e cantado pela Aimer, e ainda assim é um anime completamente medíocre. Acho que é um daqueles casos que o fim estraga absolutamente tudo, mas também peca em vários outros fatores: o pacing é zoado, os personagens são completamente sem sal e o plot chega a ser absurdo em algumas partes pra proposta que o anime quer entregar. Mesmo assim acho difícil falar que esse anime é necessariamente ruim, ele definitivamente não é bom mas poderia ter sido bem melhor.
Buso Renkin
Eu tinha esquecido completamente desse anime mas é um daqueles bem secundários da Jump que só conseguiu ser publicado até o final porque o autor tinha feito uma grande obra antes, no caso foi Rurouni Kenshin. Pra falar a real eu sequer assisti o anime, só li o mangá mesmo, mas a abertura é demais, melhor música de superação já vista numa abertura de anime.
Menções honrosas
- Eu ia botar uns Gundam mas é injusto, só de carregar o nome da série já garante que vai ter merch do anime em qualquer lugar no Japão;
- Robotics;Notes eu prefiro esquecer já que foi uma das minhas maiores decepções, fica a lição que da trilogia ";" só Steins;Gate é bom mesmo;
- Acho que Trigun, Higurashi e NHK ni Youkoso têm uma fanbase significativa, então não cabem nessa lista.
vlw flw té mais, vou lá ver mais uns animes.
quarta-feira, 25 de março de 2020
CORONGA VAIRUS
BOA NOITE MEUS QUARENTENADOS!
Caralho, que loucura hein. Duas semanas atrás a possibilidade de uma quarentena nessa escala era meramente um exercício mental e agora olha onde nós estamos.
Mas enfim, eu me encontro em exílio a algumas estações de distância do meu querido apartamento e sem perspectivas de voltar pra lá no futuro próximo. Eu imaginei o período de quarentena como uma boa hora de por minha vida nos eixos já que ainda tenho meus afazeres e agora não preciso gastar tempo no transporte público, não posso dizer que as coisas estão andando como o planejado mas também não está tudo explodindo pelo caminho, estou dando meus pulos.
Eu nem quero falar sobre a Poli mas eu já não tinha ido nos últimos dois dias de aula antes da quarentena, na quinta eu não fui porque tava com dor de barriga por ter comido algo com leite e sexta não fui porque um maluco do meu curso testou positivo pro CORONGA e eu não tava afim de passar doença pros meus pais.
As aulas virtuais que tão rolando, pelo menos no caso da Naval, estão sendo até que consistentes. Não é como se a galera fosse pras aulas normalmente então não mudou muita coisa, o estudo individual com material tirado do cu é uma habilidade que todo politécnico deve ter.
No mais eu não estou fazendo muita coisa útil, eu queria aproveitar pra ler uns livros e jogar uns jogos que não teria chance em outra ocasião mas eu acabo só lendo uns mangás e dormindo quando não estou estudando ou vendo videoaulas. Ah, mas eu peguei o Kimetsu no Yaiba pra assistir já que 11 entre 10 pessoas que conheço, sendo otakus ou não, falaram MUITO bem, acho que isso não acontece desde Shingeki no Kyojin, e mesmo então foi bem menos gente no hypetrain.
Eu acabo saindo de casa eventualmente pra fazer compras e essas coisas e é louco ver como as ruas parecem estar num estado perpétuo de feriados de fim de ano, tive até curiosidade de ver como está a Liberdade e a Paulista, mas prefiro ficar na segurança do meu abrigo anti-pandemia encrustado em um bairro de classe média alta que faz panelaço todo dia, ah que saudade da Liberdade.
Enfim, é isso aí. Protejam-se, lavem as mãos e não sejam cuzões.
valeu, falou.
Caralho, que loucura hein. Duas semanas atrás a possibilidade de uma quarentena nessa escala era meramente um exercício mental e agora olha onde nós estamos.
Mas enfim, eu me encontro em exílio a algumas estações de distância do meu querido apartamento e sem perspectivas de voltar pra lá no futuro próximo. Eu imaginei o período de quarentena como uma boa hora de por minha vida nos eixos já que ainda tenho meus afazeres e agora não preciso gastar tempo no transporte público, não posso dizer que as coisas estão andando como o planejado mas também não está tudo explodindo pelo caminho, estou dando meus pulos.
Eu nem quero falar sobre a Poli mas eu já não tinha ido nos últimos dois dias de aula antes da quarentena, na quinta eu não fui porque tava com dor de barriga por ter comido algo com leite e sexta não fui porque um maluco do meu curso testou positivo pro CORONGA e eu não tava afim de passar doença pros meus pais.
As aulas virtuais que tão rolando, pelo menos no caso da Naval, estão sendo até que consistentes. Não é como se a galera fosse pras aulas normalmente então não mudou muita coisa, o estudo individual com material tirado do cu é uma habilidade que todo politécnico deve ter.
No mais eu não estou fazendo muita coisa útil, eu queria aproveitar pra ler uns livros e jogar uns jogos que não teria chance em outra ocasião mas eu acabo só lendo uns mangás e dormindo quando não estou estudando ou vendo videoaulas. Ah, mas eu peguei o Kimetsu no Yaiba pra assistir já que 11 entre 10 pessoas que conheço, sendo otakus ou não, falaram MUITO bem, acho que isso não acontece desde Shingeki no Kyojin, e mesmo então foi bem menos gente no hypetrain.
Eu acabo saindo de casa eventualmente pra fazer compras e essas coisas e é louco ver como as ruas parecem estar num estado perpétuo de feriados de fim de ano, tive até curiosidade de ver como está a Liberdade e a Paulista, mas prefiro ficar na segurança do meu abrigo anti-pandemia encrustado em um bairro de classe média alta que faz panelaço todo dia, ah que saudade da Liberdade.
Enfim, é isso aí. Protejam-se, lavem as mãos e não sejam cuzões.
valeu, falou.
quinta-feira, 12 de março de 2020
Formatura (não minha)
Eu entrei na Poli em 2015 e, se tivesse feito tudo certo, deveria ter me formado no fim do ano passado.
Sem entrar em mais detalhes sobre as escolhas erradas que fiz durante meus primeiros cinco anos de Poli, no último sábado eu fui pra festa de formatura da turma que se formou agora.
Eu paguei quase 500 reais achando que o buffet seria bom, mas não foi, então enchi meu cu de bebidas alcoólicas e botei pra dentro uma mistura de engovs e epoclers na esperança que a ressaca não viria no dia seguinte, mas veio. Mas a real é que eu me diverti, as coisas que consumi não justificaram o preço que gastei mas ter encontrado praticamente todos os amigos que entraram comigo em 2015 (mesmo que maioria não estivesse se formando) foi bem legal, até deu uma motivação pra me esforçar um pouco mais pra me formar.
Eu bebi vários drinks que só beberia em eventos assim, já que são absurdamente caros pra se comprar em bares, tirei várias fotos com meus amigos em um estado deplorável e participei de um momento marcante com os amigos que estavam se formando, foi legal.
Eu nem sei direito quando eu vou me formar e também estou ainda ponderando pra que área eu devo seguir depois de sair da Poli mas a formatura da faculdade me fez esquecer um pouco o futuro e fez lembrar esses últimos cinco anos da minha vida.
Aconteceu tudo nesses meus cinco anos de Poli até agora, eu não guardo muitos arrependimentos mas ficaram aí algumas lições pro Yoiti do futuro não cometer as mesmas cagadas que o Yoiti do passado fez.
De certa forma dá pra falar que amadureci, só comparar os posts que fazia em 2013 e agora, e mudei bastante minha visão de mundo apesar de eu não ter abraçado completamente a vida universitária, dá pra contar nos dedos as festas que fui e minha vida social também não ficou muito animada, apesar de eu ter feito várias amizades nesses últimos anos.
E as amizades definitivamente foram o ponto alto da faculdade, eu sei que qualquer lugar que fosse eu arranjaria amigos, mas é aquele negócio né, não arranjaria os amigos que tenho hoje. É aquela coisa de Ichigo Ichie que os encontros entre duas pessoas nunca é igual e é tudo fruto das situações, e a Poli foi a situação onde me encontrei durante esses anos.
Eu não quero me estender demais aqui já que um post de despedida mesmo só vai vir daqui um tempo (que espero não ser muito longo) mas com a partida de grande parte dos meus amigos dessa faculdade, não dá pra deixar de ficar um pouco saudosista da época que eu dividia a sala com eles.
Agora eu tenho que voltar aos estudos para ganhar o diploma timbrado pela USP e aquele brochezinho maneiro que a Poli dá pra todos os formandos.
vlw
flw
té mais
Sem entrar em mais detalhes sobre as escolhas erradas que fiz durante meus primeiros cinco anos de Poli, no último sábado eu fui pra festa de formatura da turma que se formou agora.
Eu paguei quase 500 reais achando que o buffet seria bom, mas não foi, então enchi meu cu de bebidas alcoólicas e botei pra dentro uma mistura de engovs e epoclers na esperança que a ressaca não viria no dia seguinte, mas veio. Mas a real é que eu me diverti, as coisas que consumi não justificaram o preço que gastei mas ter encontrado praticamente todos os amigos que entraram comigo em 2015 (mesmo que maioria não estivesse se formando) foi bem legal, até deu uma motivação pra me esforçar um pouco mais pra me formar.
Eu bebi vários drinks que só beberia em eventos assim, já que são absurdamente caros pra se comprar em bares, tirei várias fotos com meus amigos em um estado deplorável e participei de um momento marcante com os amigos que estavam se formando, foi legal.
Eu nem sei direito quando eu vou me formar e também estou ainda ponderando pra que área eu devo seguir depois de sair da Poli mas a formatura da faculdade me fez esquecer um pouco o futuro e fez lembrar esses últimos cinco anos da minha vida.
Aconteceu tudo nesses meus cinco anos de Poli até agora, eu não guardo muitos arrependimentos mas ficaram aí algumas lições pro Yoiti do futuro não cometer as mesmas cagadas que o Yoiti do passado fez.
De certa forma dá pra falar que amadureci, só comparar os posts que fazia em 2013 e agora, e mudei bastante minha visão de mundo apesar de eu não ter abraçado completamente a vida universitária, dá pra contar nos dedos as festas que fui e minha vida social também não ficou muito animada, apesar de eu ter feito várias amizades nesses últimos anos.
E as amizades definitivamente foram o ponto alto da faculdade, eu sei que qualquer lugar que fosse eu arranjaria amigos, mas é aquele negócio né, não arranjaria os amigos que tenho hoje. É aquela coisa de Ichigo Ichie que os encontros entre duas pessoas nunca é igual e é tudo fruto das situações, e a Poli foi a situação onde me encontrei durante esses anos.
Eu não quero me estender demais aqui já que um post de despedida mesmo só vai vir daqui um tempo (que espero não ser muito longo) mas com a partida de grande parte dos meus amigos dessa faculdade, não dá pra deixar de ficar um pouco saudosista da época que eu dividia a sala com eles.
Agora eu tenho que voltar aos estudos para ganhar o diploma timbrado pela USP e aquele brochezinho maneiro que a Poli dá pra todos os formandos.
vlw
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té mais
sexta-feira, 6 de março de 2020
Mangás
Eu parei de comprar mangás.
Eu compro mangás desde os 5 anos de idade, no caso foi o volume 5 do Shaman King, e desde então eu já comprei mais de 600 volumes de mangás, com preços que variam dos R$2 que paguei por cada volume de Uzumaki no Anime Friends até R$70 que paguei no Omoide Emanon que importei do Japão.
Mas depois de uns mangás que comprei antes de viajar pro Japão, e obviamente os mangás que comprei no Japão, eu parei de comprar mangás.
Eu não sei bem porque mas a ideia de gastar uma grana em mangás que, em sua maioria, eu já tinha lido pela internet, parou de fazer sentido pra mim depois que fui pro Japão. Eu ainda tenho um enorme prazer em pegar um tempinho pra folhear meus mangás favoritos, é uma experiência bem mais legal que simplesmente ir no Mangadex pra procurar por um capítulo que eu goste, mas colecionar mangás é um hobby bem caro.
Por que eu parei de comprar mangás? Eu sinceramente não sei, acho que é um misto de simplesmente NÃO TER MAIS ESPAÇO pra botar mangás no meu quarto, além dos preços terem aumentado absurdamente nos últimos anos e que minha ida pro Japão acabou me dando outro vício: figures (que não vou falar sobre, ainda). Além disso tudo eu meio que parei de comprar livros também depois que comprei o Kindle, não é como se eu tivesse abraçado o Marie Kondo Lifestyle mas carregar o peso dos livros é meio ruim.
Eu nem posso ser muito poético falando que, sei lá, eu comprava mangás pra suprir a vontade que tinha de ir por Japão, porque simplesmente eu só parei de comprar mangás sem pensar muito sobre o assunto. Acho que através dos anos eu consegui acumular uma boa biblioteca de mangás, com muitos dos essenciais pra se ter, e nos últimos anos eu tava comprando mais por obrigação do que por vontade, eu não sei onde eu tava com a cabeça pra comprar a coleção inteira de Ga-Rei e Knights of Sidonia.
Ainda tenho esperanças de trazerem Blue Period pro Brasil, aposto no bom gosto dos editores da Panini (ou da JBC, depois de Punpun não duvido de nada) pra fazerem isso, mas até lá eu não pretendo botar minha mão no bolso pra comprar mangás tão cedo assim.
Um parêntese sobre Blue Period, mangá sobre o qual já escrevi um post que ficou horrível: Este é o meu mangá favorito que está sendo lançado no momento, e deve ser o melhor mangá que tive o prazer de acompanhar, mais até que Historie no auge. Se lançarem esse mangá no Brasil eu facilmente pagaria um preço mais salgado pra ter uma edição mais bonita, com páginas coloridas no começo e tudo mais, só peço que todo mundo leia esse mangá, é uma obra tão sensível e bonita que eu indico pra otakus e quem nunca leu mangá da mesma maneira.
Enfim, é issae.
vlw flw té mais!
Eu compro mangás desde os 5 anos de idade, no caso foi o volume 5 do Shaman King, e desde então eu já comprei mais de 600 volumes de mangás, com preços que variam dos R$2 que paguei por cada volume de Uzumaki no Anime Friends até R$70 que paguei no Omoide Emanon que importei do Japão.
Mas depois de uns mangás que comprei antes de viajar pro Japão, e obviamente os mangás que comprei no Japão, eu parei de comprar mangás.
Eu não sei bem porque mas a ideia de gastar uma grana em mangás que, em sua maioria, eu já tinha lido pela internet, parou de fazer sentido pra mim depois que fui pro Japão. Eu ainda tenho um enorme prazer em pegar um tempinho pra folhear meus mangás favoritos, é uma experiência bem mais legal que simplesmente ir no Mangadex pra procurar por um capítulo que eu goste, mas colecionar mangás é um hobby bem caro.
Por que eu parei de comprar mangás? Eu sinceramente não sei, acho que é um misto de simplesmente NÃO TER MAIS ESPAÇO pra botar mangás no meu quarto, além dos preços terem aumentado absurdamente nos últimos anos e que minha ida pro Japão acabou me dando outro vício: figures (que não vou falar sobre, ainda). Além disso tudo eu meio que parei de comprar livros também depois que comprei o Kindle, não é como se eu tivesse abraçado o Marie Kondo Lifestyle mas carregar o peso dos livros é meio ruim.
Eu nem posso ser muito poético falando que, sei lá, eu comprava mangás pra suprir a vontade que tinha de ir por Japão, porque simplesmente eu só parei de comprar mangás sem pensar muito sobre o assunto. Acho que através dos anos eu consegui acumular uma boa biblioteca de mangás, com muitos dos essenciais pra se ter, e nos últimos anos eu tava comprando mais por obrigação do que por vontade, eu não sei onde eu tava com a cabeça pra comprar a coleção inteira de Ga-Rei e Knights of Sidonia.
Ainda tenho esperanças de trazerem Blue Period pro Brasil, aposto no bom gosto dos editores da Panini (ou da JBC, depois de Punpun não duvido de nada) pra fazerem isso, mas até lá eu não pretendo botar minha mão no bolso pra comprar mangás tão cedo assim.
Um parêntese sobre Blue Period, mangá sobre o qual já escrevi um post que ficou horrível: Este é o meu mangá favorito que está sendo lançado no momento, e deve ser o melhor mangá que tive o prazer de acompanhar, mais até que Historie no auge. Se lançarem esse mangá no Brasil eu facilmente pagaria um preço mais salgado pra ter uma edição mais bonita, com páginas coloridas no começo e tudo mais, só peço que todo mundo leia esse mangá, é uma obra tão sensível e bonita que eu indico pra otakus e quem nunca leu mangá da mesma maneira.
Enfim, é issae.
vlw flw té mais!
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