domingo, 27 de janeiro de 2019

Mass of the Fermenting Dregs

Estou neste momento num ônibus de volta para Kofu. Fiquei três dias em Tokyo e foi completamente animal.

O show do Mass of the Fermenting Dregs foi MUITO FODA. 

A começar que quem abriu o show foi o fucking Tricot, banda que amo de coração também, apesar de terem tocado mais músicas novas (que não conheço), elas abriram o show com Oyasumi e foi intense as fuck, o engraçado é que a banda atrai uma legião de gente que parece fã de idol, com toalhinha no pescoço e tudo mais, pelo menos esse pessoal deu um ânimo ao show.

Depois veio dois caras fazendo comédia stand-up. Sim, entre duas das bandas mais importantes pro underground japonês dos últimos 10 anos estava uma apresentação de comédia stand-up. Os caras apresentaram o típico humor japonês mas consegui rir de algumas coisas, e com a reação do público acho que é seguro dizer que os caras eram bons pra quem realmente entendia as piadas.

Depois entrou a banda, A BANDA, Mass of the Fermenting Dregs. Vocês não sabem como eu esperava ver essa banda, e todo o hype se pagou: teve mosh, teve bater de palmas sincronizado com a bateria e teve A NATSUKO SUBINDO NO BUMBO E TOCANDO LOCAMENTE O BAIXO COM A BAQUETA. AAAAAAAHHHHHHHH VOCÊS NÃO SABEM COMO EU ESTAVA ESPERANDO POR ISSO. Sério, eu falei: "se a Natsuko não subir no bumbo, meu dinheiro foi usado à toa", pois bem, cada centavo do ingresso teve seu valor.

Enfim, outras coisas sobre essa ida a Tokyo que quero falar:

Gastei um caralho pra ficar parecido com um hipster local, e pela opinião dos meus amigos a empreitada foi um sucesso.

Gastei outro caralho pra pegar uma Miku de pelúcia num fliper em Akihabara, consegui (com uma ajudinha da staff).

Fui no Pokémon Center em Ikebukuro e comprei um Umbreon e um Leafeon de pelúcia, estava pensando seriamente em pegar um Leafeon gigante pra dormir abraçado mas acabei miando da ideia.

Eu simplesmente amei Shimokitazawa, eu tava querendo achar a rua que o Kinoko Teikoku gravou o MV do Chronostasis faz um tempão já e pensei comigo mesmo: "nem fodendo que o pessoal do hostel vai conhecer Kinoko Teikoku, vou mostrar o vídeo pra eles e perguntar onde fica", eis que chego no Hostel e tava tocando Kinoko Teikoku, e nos três dias que fiquei SÓ TOCOU KINOKO TEIKOKU, o recepcionista me indicou onde ficava a rua no Maps e fui lá, tirei foto, gravei vídeo e OBVIAMENTE andei o trajeto que a Chiaki Sato fez ouvindo Chronostasis, me senti hipster pra caralho.

Eeeeee acabou que gastei tanta grana com outras coisas que o meu Switch vai ter que ficar pra próxima, fiz umas continhas rápidas e levando em conta que vou ainda três vezes pra Tokyo, se eu comprar meu Switch mais jogos e o case que estou querendo, sepá que fico sem dinheiro pra sobreviver, mas tenho certeza que vai sobrar grana pra comprá-lo no final da minha estadia aqui, ESPERO.

Enfim, por hoje é só mas acho que o próximo post não vai demorar muito, meu próximo show é dia 3/2 (Uminote), depois 10/2 (festival com Shinsei Kamattechan, Tricot e Eastern Youth) e depois 20/2 (Kaneko Ayano), estou numa puta maratona de shows e só quero sair dessa vivo.

Vlw flw
Até o próximo show.

PS: to com preguiça de botar vídeo do Tricot mas pra falar que não botei video, o MOTFD upou o vídeo da última música que eles tocaram no show que fui, pena que não da pra me ver.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

For Tracy Hyde

Na moral que eu tava fazendo um post de como eu estava cansado e como já tava dando no saco o meu trabalho e tudo mais.

Foda-se.

Fui pra Shinjuku no último dia 11, foi uma decisão de última hora ir na manhãzinha do dia 11 pra passear pelo bairro e ver o show de uma banda que eu gosto pra depois dormir num Net café e voltar pra casa na manhã do dia seguinte. Achei que seria arriscado, já que eu tinha tirado só o dia 11 pra folgar, mas meti o loco e já saí falando "vim pra esse país pra passear, não pra descansar".

E foi a melhor ideia que tive nessa viagem até agora.

Eu não vou falar do passeio em Shinjuku em si, que foi praticamente só eu me perdendo pelos cantos e ficando admirado com tudo, mas vou falar do show.

Eu comprei o ingresso do show por causa da banda "For Tracy Hyde" que é relativamente nova (foi criada em 2015, em 2016 trocou de vocalista pra atual) mas a headline era uma banda de Singapura chamada "Sobs", que eu já tinha ouvido e gostado, mas não o bastante pra viajar 150km pra ver. As duas outras bandas, "Laura Day Romance" e "17 year old and Berlin Wall" eu nunca tinha ouvido.

A casa de shows era pertinho da estação de Shinjuku (onde cheguei) e aproveitei pra no caminho pegar uma caneta permanente pra pedir autógrafos do pessoal do For Tracy Hyde, na moral que eu já sabia que era meio ridículo fazer isso com uma banda indie mas FODA-SE VIM DE OUTRA PROVÍNCIA E SOU O GRINGO PERDIDO DO ROLÊ!

O primeiro show foi do "Laura Day Romance" e era um indie pop padrão mas muito bem feito, as melodias eram bem legais e a vocalista tinha uma voz que encaixava super bem.

Depois veio "17 year old and Berlin Wall" e meu deus, descobri da melhor maneira possível o porquê do My Bloody Valentine distribuir protetores auriculares nos shows, shoegaze puxado pra noise ao vivo É ALTO PRA CARALHO, acho que esse foi o show que menos curti mas foi o que mais me impressionou na parte técnica, os caras mandavam bem demais, eu achava que a vocalista com aquela voz kawaii não ia encaixar na vibe da banda, me enganei.


Então veio For Tracy Hyde e AAAAAAAAAHHHHHH, eu amo essa banda. Primeiro que sou apaixonado pela vocalista Eureka, depois que eles alternam o som deles entre um shoegaze mais puxado pra Chapterhouse e um indie pop, o instrumental deles é genial e o último álbum que a banda lançou é um álbum-conceito super interessante, meio que com estrutura de filme que é tipo uma ode a Tokyo. O show deles durou só 6 músicas mas tocaram a minha favorita "Atatakakute Amai Umi" que é a mais pesada pro shoegaze que a banda já fez. Cantei o refrão dessa e do "Her Sarah Records Collection", tava deveras emocionado lá na grade.


Passado o show do For Tracy Hyde e chega a hora do headline entrar: Sobs. A banda toca um indie pop bem legal e acho que estão mais na vibe twee pop dos anos 80/90, eu não achei que ia gostar tanto mas a vocalista sabe muito bem como agitar um público diferente do usual, mesmo não sabendo a língua local.


Enfim, acabado o show eu fui na mesinha onde estavam vendendo o merch das bandas e comprei uma camiseta e o último cd do For Tracy Hyde, quem tava atendendo o pessoal era a própria vocalista e ela percebeu que eu era gringo sem eu nem ter falado nada e falou em inglês comigo, como eu não sabia se o inglês dela ia muito além disso eu fui falar com o guitarrista e expliquei que eu era do Brasil e vim de Yamanashi pra Tokyo só pra ver a banda, o cara soltou um "NO FUCKING WAY!" e me levou pra cada membro da banda pra eu pedir autógrafos (mas acho que a gente esqueceu de um membro). 

Eu bati um papo com o guitarrista e foi super legal, acho que foi nesse momento que eu realmente vi o porquê de gostar de música underground japonesa, os caras tão ali, eles descem do palco e falam com todos que querem falar com eles, junte a isso o fato de que no próprio show eu ter visto um pessoal de outras bandas underground que conheço, a gente tem aí um cenário musical super coeso onde as bandas se conhecem e se ajudam, acho isso do caralho.

Enfim, depois do show eu fui prum Net café e dormi, super feliz com meu cd autografado e minha camiseta super cool de uma banda que ninguém no Brasil provavelmente ouviu falar.

Foi o melhor dia da viagem? Com certeza. Eu já tinha ido pra Tokyo com meu primos pra ver o Comiket e o Gundam de Odaiba mas puta que pariu, assistir a um show e depois conversar com uma banda que pra mim só existia no Youtube foi muito mágico, foi aí que percebi que eu realmente vim pro Japão pra ver shows.

O show me deu ânimo pra trampar, agora sei que meu dinheiro ganho será bem gasto.

Então é isso galera, vou num show ainda dia 25 e acho que vai ser melhor ainda já que é uma banda que amo bem mais (desculpa For Tracy Hyde, mas MOTFD ainda domina meu coração hipster).

Vlw flw té mais.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Unboxing dos meus primeiros dias em terras nipônicas

Neste momento estou debaixo das cobertas no ape, faz -1°C lá fora e é umas 9h da manhã. Estou numa cidade do interior do Japão.

Por onde começar? Ah sim, estou morando e trampando numa cidade no interior de Yamanashi, a uma distância de 3h de trem de Tokyo. 

Meu trampo é basicamente empilhar e limpar caixas de doces de uma fábrica local que distribui pro país todo, o turno é das 19h às 4h e por incrível que pareça dá pra tirar uma boa grana com isso, pra se sustentar no Japão pelo menos.

As pessoas que vieram aqui pelo mesmo esquema (que já citei nuns posts anteriores) são bem legais, eu vim praticamente sozinho na viagem mas já na escala em Dubai uma galera veio conversar comigo, nice guys, o pessoal com quem estou dividindo o apê também é bem legal e pela primeira vez na minha vida eu me vi andando num grupo 100% japa (não tão japa se for contar com o fato de que estamos no Japão).

Agora, breves pensamentos dessa minha estadia na terra do sol nascente (até agora):
  1. Aqui o pessoal usa moeda pra caralho, e por isso eu andei gastando mais que deveria só por achar que as moedas valiam igual no Brasil;
  2. Gastei uma boa grana tentando pegar uma figure no fliperama E CONSEGUI;
  3. Tem tanto refrigerante diferente neste país que estou experimentando um por dia e estou longe de gabaritar a lista (por enquanto o Cheerio de melão está ganhando);
  4. As lojas de conveniência aqui são incríveis: os caras vendem desde comida, bebida e artigos pra barbear até roupas íntimas, cosméticos, ingressos pra shows e passagens de avião. Realmente conveniente;
  5. Eu sempre tento falar o máximo de japonês pra ver até onde as pessoas acham que sou um nativo, um cara tentou me vender um filtro de água por meia hora e deve ter entendido minhas respostas monossilábicas como sinal de reclusão social ao invés de falta de domínio da língua;
  6. Comprei um aquecedor e dei graças a deus que fiz isso, melhor coisa que comprei neste país;
  7. Tem uma loja chamada Book-Off que é tipo uma mistura de sebo e brechó que vende TUDO de usados que você pode imaginar, passei duas horas lá e nem vi a parte de roupas... e comprei quase todos os CDs do Judy and Mary (por 200¥ cada, uma pechincha);
  8. Vai ter um show do Mass of the Fermenting Dregs que eu queria ir desde que remarcaram, que era um show promovendo o comeback da banda depois de anos de inatividade, com o Tricot como supporting act,  mas foi adiado por causa de um tufão, descobri ontem que dava pra comprar ingresso em QUALQUER LOJA DE CONVENIÊNCIA DO JAPÃO, logo que soube corri pro 7-eleven e garanti o meu, não estou acreditando até agora que vou pro show;
  9. Tá frio para um caralho, outro dia trampei fora da fábrica numa incrível temperatura de -5°C! O que a gente não faz pra pagar nossos shows;
  10. Como eu estou trampando praticamente só quando tá escuro, meu tempo livre é todo no período em que está claro fora, o que na moral é ótimo se você quiser passear pela cidade;
  11. Acho que o melhor jeito de discernir quem é japonês de quem é de fora é a vestimenta, parece que todo jovem japonês prefere estilo à praticidade, e como estou sempre de moleton e jaqueta impermeável é fácil ver que não sou daqui, mesmo assim tenho a impressão que a japonesada aqui ainda acha que sou daqui até eu abrir a boca;
  12. Tem uma escola aqui do lado e todo dia, exatamente 12:00 e 17:00 toca o famoso sinal de escola japonesa;
  13. Tem uma máquina de venda de bebida a cada esquina neste país;
  14. As pessoas são realmente muito educadas, eu achava até então que isso era exagero das correntes de FB mas eu cedi meu lugar na fila pra uma mulher e ela me agradeceu umas cinco vezes;
  15. Comprei minha jetstream 4 cores + lapiseira por 600¥ (o que dá tipo 20 conto) sendo que no Brasil cobram pelo menos 70 conto pela mesma coisa, um roubo;

Enfim, na moral que esse post tá sendo escrito faz uns bons quatro dias e sempre adiciono mais coisa, vou postar e depois eu falo mais.

Vlw flw té mais

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Me voy para el Japón

Eu vou pro Japão.

Acho que por estar de repente tão animado com essa viagem eu já devo ter visto mais de 20 vídeos sobre o Airbus A380 e como a classe econômica da Emirates é, além de uma caralhada de vídeos de coisas nipônicas que eu sinceramente nunca achei que ia ver na vida.

EU ESTOU NUM ESTADO EUFÓRICO
Sério, já faz uma cota que eu tava bem deprimido, como vocês podem bem ver nos últimos posts, as coisas não andam as melhores na minha vida pessoal, nem na vida acadêmica e a situação do país então nem se fala, por isso que eu até tinha meio que esquecido da viagem e estava até pronto pra ter meu visto negado.

Mas ele veio.

Fui pegar meu passaporte nesse feriadão que teve, e de repente caiu a ficha que no mês que vem eu estarei a bordo de um A380 indo pro aeroporto de Narita, com escala em Dubai, pra ficar bons três meses trampando e, no tempo livre, conhecer um pouco o Japão.

Eu quero é que se foda tudo, só quero ver meus shows (alguns pelo menos) e conhecer um pouco a terra de onde meus antepassados vieram. Eu não estou botando TODAS AS EXPECTATIVAS DA MINHA VIDA nessa viagem já que né, vou ficar trampando a maioria do tempo, mas acho que pode ser daquelas coisas que vou levar pra vida: vou trampar pela primeira vez na vida (meio tardio, eu sei), vou estar num país que não faço ideia de como me comunicar decentemente e num lugar onde, se eu ficar de boca fechada, posso bem me passar por um legítimo nativo.

Vai ser meio foda de atualizar o blog durante a viagem mas com certeza por postar pelo menos uma vez por mês aqui, além de INÚMERAS fotos no instagram, INÚMERAS. Vou ficar nojento mesmo.

abraços
vlw flw té mais

Se a merda ficar séria por aqui eu fico por lá mesmo, falando sério.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Intervales

A primeira vez que fiquei longe, ou melhor: "longe", dos meus pais foi em 2009 quando o meu colégio levou a gente num "estudo do meio" (vulgo passeio) pra Intervales, que é um parque cheio de cavernas pra galera explorar.

Foi tudo muito novo, acho que essa é mais uma daquelas experiências que foram o gostinho de liberdade que tive antes de ir pra faculdade.

Mas enfim, viagem de um bando de moleque de 13 anos pra um lugar no meio do mato é o que parece ser, nada muito extraordinário. O meu quarto e mais um outro acabaram sendo mandados pra um chalé na puta que pariu já que o principal tinha lotado com o resto da galera, aí acabou que foram seis nego pra esse chalé, mais um monitor e o motorista do ônibus.

Acho que o legal de ter sido mandado pro chalé isolado com mais outro quarto, um monitor e o motorista é que a gente acabou ficando mó amigo, acho que se tivéssemos ficado todo mundo no mesmo lugar ia acabar sendo uma putaria e eu acabaria ficando no meu quarto mesmo com o pessoal que conhecia.

Lembro das várias trilhas que andamos, a maior delas com uns 15km se não me engano, além de várias cavernas legais pra caralho, uma cachoeira também, e meu eu de 13 anos ficou tão encantado com a viagem que até um tempo atrás eu tinha uma vontade de voltar lá um dia com meus amigos, afinal é um passeio legal que não parece ser tão caro assim, além de fugir daquela coisa que VIAGEM DE UNIVERSITÁRIO PRECISA SER JOGOS OU PRAIA AAAAHHHHHHHH.

A comida lá era a típica comida simples de interior, simples mas sempre boa, a sobremesa era uns picolés de origem duvidosa que, como todos nós sabemos, é o melhor tipo de picolé. Os caras da agência até tentaram agradar a gente fazendo meio que umas "baladinhas" (agora não lembro se foi uma ou mais): basicamente deixaram a gente num salão com umas músicas eletrônicas tocando e luzes, AH AS LUZES PISCANDO, como vocês devem ter imaginado, só quem se esforçou muito achou aquilo minimamente divertido, imagina você numa balada e todo mundo lá tá sóbrio! Nem a garotada de 13 anos tava muito animada com a ideia mas oh well, melhor que nada.

Na moral que nem tenho muito o que falar sobre essa viagem, um fato curioso é que o monitor que ficou com a gente no chalé, saudoso Tio Pica-Pau, me chamou de Shidochi durante a viagem inteira depois que viu o meu nome, e eu achei tão legal essa aglutinação do meu nome (japonês) e sobrenome que acabei adotando ele pra usar como nick, quando não uso "Tesslakane" (que tirei de outro lugar que não convém falar agora).

Eu escrevi essa memória que me veio outro dia porque me peguei lembrando das trilhas que andei naquela viagem e da pausa que a gente deu numa clareira onde metade do pessoal se jogou no chão de cansaço, e tava chovendo, acho que hoje eu teria desmaiado naquela ocasião.

Enfim, por hoje é só.
vlw flw
té mais pessoal

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Aruyue

Eu acabei escrevendo uns quatro posts pós-eleições e todos eles estavam muito deprês para serem postados, acho que as horas ouvindo Belchior também não ajudaram muito pra melhorar a situação.

Mas enfim, sobre o que falar? Ah sim, algo randômico.

As vezes eu tenho vontade de comer hambúrguer barato, de rede tipo Burger King ou McDonald's (que na real que não é tão barato assim) e nas últimas vezes eu sempre ando me arrependendo disso.

Hoje eu peguei a promoção lá de pegar um combo do Quarteirão com o McChicken e meu deus, o queijo tava com gosto de chulé, eu quero dizer, já comi muito queijo ruim na vida mas o cheddar que tava naquele lanche era literalmente o pior queijo que já tive o desprazer de comer, junte a isso o fato das fritas terem me dado hipertensão, o McChicken estar mais seco que a porra da bandeja que ele veio e o chá mate ser adoçado com aspartame, novamente me arrependo de ter comido fast food.

A última vez que tive a brilhante ideia de comer fast food aqui perto foi quando peguei lá o cupom do BK pra dois Whoppers com fritas, tava tudo horrível naquela merda. O foda é que isso só acontece mesmo quando como nas lojas perto de casa, quando saio com o pessoal essas comidas tão sempre OK, mas aqui perto de casa é uma tragédia, deve ser karma por trair meu amado Suki-Ya.

Esse ciclo de erro-arrependimento-esquecimento acontece também quando vou bandejar, eu acabo as vezes indo comer no bandejão da química e toda vez que vejo aquele arroz horrível e o feijão aguado me dá um arrependimento tamanho que vocês não fazem ideia, mas mesmo assim eu vivo comendo lá.

O negócio é que quando vou comer no McDonald's/BK ou até mesmo no bandejão da química, eu estou fazendo uma aposta: por mais que o SukiYa no primeiro caso ou o bandejão central no segundo apresentem alternativas bem mais seguras e historicamente constantes quando comparadas aos seus concorrentes, o desejo de mudança me faz querer comer algo diferente do normal, mesmo com os altos riscos da comida ser objetivamente pior.

Mas é claro, é muita inocência minha falar que o ciclo é sempre erro-arrependimento-esquecimento, acho que na maioria das vezes a gente pode substituir o esquecimento pela mais simples "esperança", do tipo: eu sei que deu merda nas últimas 152 vezes mas dessa vez pode ser diferente, talvez o Burger King tenha aprendido a fazer batatas fritas crocantes! O McDonald's mudou a solução daquela merda que eles chamam de queijo! O bandejão da química trocou o arroz horrível deles e dessa vez não terei que comer o arroz integral-um-pouco-menos-horrível!

Mas falo tudo isso inutilmente, eu sei que nas próximas vezes que eu ficar com fome por aqui eu vou comer SukiYa mas, um dia terei aquela vontadezinha de comer fast food, e novamente eu irei me arrepender.


Como disse Chiaki Sato (do Kinoko Teikoku) quando cantou Aruyue:
Se eu sofro sem aprender com meus erros é porque sei que este mundo que sempre amei está aqui.

Enfim, é isso aí.
Vlw flw, te mais!

sábado, 20 de outubro de 2018

Fort Collins, CO

Um tempo atrás eu tinha criado um verdadeiro fascínio pela tal da juventude americana, a mesma que eu já citei no post sobre millennials, e isso de alguma forma se juntou com a vontade que eu tinha de criar uma banda de shoegaze.

Um dia eu peguei pra ver o background de uma banda americana de dreampop que eu gosto, no caso Candy Claws, e vi que eles criaram a banda bem jovens, quando estavam fazendo faculdade ainda, e eram de uma cidade universitária do meio do Colorado: Fort Collins. Quando me dei por conta eu já tava vendo que cursos que a Universidade lá (Colorado State University) oferecia, o preço dos aluguéis dos apartamentos, além de bistrôs e livehouses legais pra visitar num fim de semana.

Quero dizer, foi a mais inútil masturbação mental que fiz nos últimos anos, eu já tinha feito exatamente isso pro bairro de Shimokitazawa em Tokyo mas eu acho que estou mais propenso a visitar Tokyo que uma porra duma cidade no meio do Colorado.

Outra coisa é que não faço ideia se o conceito de cidade universitária nos States é o mesmo que aqui no Brasil, se for eu dispenso qualquer que seja a Campinas ou São Carlos (nada contra, tenho até amigos que são...) yankee que Fort Collins venha a ser.

E do mais alto da minha imaginação me vem aquela imagem que deve ser só legal pra quem vê de fora, por menos de 10 minutos: vários jovens universitários, hipsters num nível que poucos chegaram, tocando violão no campus dum caralho duma cidade no meio do Colorado, eles são fãs de Neutral Milk Hotel e provavelmente são veganos também, os mais normais tocam violão/guitarra, tem um que toca trombone, outro toca shamisen e mais outro é o maluco do cello, sempre tem o maluco do cello.

Na moral que lendo o que escrevi agora me deu vontade de bater nos caras do Candy Claws ao invés de ser amigo deles. Acho que vou manter minhas fantasias no bairro de Shimokitazawa em Tokyo já que pelo menos eu sei que os caras das bandas que curto pelo menos não são vegans (NADA CONTRA, TENHO ATÉ AMIGOS QUE SÃO), apesar das fotos de qualquer churrasco japonês serem o bastante pra dar depressão pra qualquer brasileiro.

Mas enfim, escrevo isso numa tarde que eu deveria ou estar numa optativa de oceanografia ou bebendo até cair na Peruada, escolhi voltar pra casa e dormir.

 vlwflw té mais