domingo, 24 de junho de 2018

TOP 6 FILMES DO YOITI

Eu tava na procura de um site que catalogasse todos os filmes que vi e onde eu pudesse dar notas (que são totalmente aleatórias) pra rankear mais ou menos todos eles. Acabei descobrindo que o rateyourmusic também tem um extenso catálogo de filmes e acabou que optei por isso mesmo, senão seria mais um login/senha pra lembrar.

Alías, como vocês vão ver, eu não sou "cinéfilo" ou pseudo intelectual o suficiente pra ficar usando termos técnicos, então não fique puto pela inserção de uns "daora" ou "do caralho" ou ainda "puta que pariu, que filme fodaaaa".

Até agora cataloguei 185 filmes, sendo que a média de nota dada é de 3.05 (de um total de 5) e com desvio padrão de 0.97. Desse todo aí apenas seis filmes ganharam nota máxima, e vou falar deles aqui:

1 - Perfect Blue (1997)

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O que posso falar desse filme? É o melhor filme de anime já feito na história, assim como todo filme do Satoshi Kon, Perfect Blue daria um ótimo filme ocidental, não há a maioria dos clichês dos animês e a direção é simplesmente maravilhosa.O filme se trata de um thriller psicológico muito loco que aborda a transição de uma idol para o mundo do cinema, ela começa a ser stalkeada, tem uns mental breakdowns e como todo filme do Kon há também o ênfase na tênue separação entre real e não-real. Eu sou péssimo pra falar de coisa complicada mas fica a dica, filmão.

2 - Mononoke Hime (1997)

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O melhor filme do Studio Ghibli. Pode enfiar tua nostalgia no cu, Mononoke Hime é melhor que Viagem de Chihiro DE LONGE, quem é Chihiro em terra de San? Eu amo esse filme de maneira que nem dá pra explicar, toda a relação entre humano e natureza aqui é focada de maneira bem mais, uh, natural do que viria a ser nas animações pós-2000, aqui foi o auge do Estúdio Ghibli sinceramente. Outro da Ghibli que merece menção honrosa é Porco Rosso, simplesmente 10/10 também.

3 - Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (2001)

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/a/a0/Le_fabuleux_destin_d%27Am%C3%A9lie_Poulain.jpg

Sim, é praticamente o atestado de que sou um puta hipster (vanilla, já que um hipster TRU botaria Godard aqui). É bonitinho, tem tudo o que você deve ter visto naquele vídeo sobre teoria das cores no Youtube e tem também a Audrey Tautou que é uma das minhas atrizes favoritas de todos os tempos. Acho que mais que história, que não é o forte (e nem o enfoque) do filme, a visão romantizada de Montmartre (bairro de Paris) é legal demais :3, óbvio que lá não deve ser assim mas a estética do filme todo é muito legal, TUDO NESSA PORRA É VERMELHO E VERDE... e acho isso 10/10.

4 - Blade Runner 2049 (2017)

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/a/af/Blade_Runner_2049.png/250px-Blade_Runner_2049.png

Eu tava descrente numa sequência pro Blade Runner, o filme já tava perfeito como era, mas puta que pariu, eu tava errado. Você já deve ter ouvido tudo o que eu poderia falar sobre o filme: longo pra cacete, meio chato, não é uma sequência boa pro primeiro filme, efeitos especiais e fotografia DO CARALHO, etc. Acho que dá pra repetir que A FOTOGRAFIA NESTE FILME É DO CARALHO, vai tomar no cu, esse filme deve ter sido o mais bonito já criado pela humanidade. Vale ressaltar aqui que dá pra ver esse filme tranquilamente sem ter visto o primeiro, tem umas referências aqui e ali mas o plot é autoexplicativo. Com certeza o melhor filme que já tive o prazer de ver nos cinemas.

5 - Lost in Translation (2003)

http://la-screenwriter.com/wp-content/uploads/2012/07/mpw-24563.jpg

É um filme, ambientado em Tokyo, com a Scarlett Johansson e o Bill Murray, com a trilha sonora praticamente toda de shoegaze. Sinceramente, esse podia ser o filme mais bosta da história que eu ainda gostaria e daria 10/10, MAS NÃO É BOSTA, a Sofia Coppola fez aqui uma verdadeira obra de arte ambientando uma história de... quase romance? entre dois personagens ocidentais em Tokyo, usando a própria cidade (e a cultura japonesa) como uma personagem sem apelar pra estereótipos.

6 - The Godfather (1972)

https://cdn-images-1.medium.com/max/580/0*9kZ68wExkrUDFn4U.jpg

Pra quem me conhece essa é a escolha mais óbvia da lista, é meu filme favorito desde meus 12 anos. Sim, é uma visão totalmente romantizada da máfia italiana nos Estados Unidos e sim, teve uma caralhada de livros e filmes que mostravam melhor a realidade do que acontecia no submundo americano mas vai me dizer que você assiste Game of Thrones pelas referências históricas?
Acho que mais do que a máfia, O Poderoso Chefão fala sobre família, não a porra da "tradicional família centrada na figura do casal heterossexual" mas a família de sangue, caralho (que, acreditem, não é sinônimo pra máfia). Acho que aquela fala no trailer pro game Mafia 3 resume bem o conceito de família que a máfia aparentemente promovia: "Família não é com quem você nasce, é por quem você morre", e isso é bem reforçado nos filmes, fosse no assassinato do marido da Connie no primeiro filme e do Freddo no segundo por traição ou a maneira que Michael trata o filho do Sonny no terceiro filme pra sucedê-lo como chefe da família ou ainda a maneira como Michael trata Al Neri quando o conhece no livro, em todos esses acontecimentos o papel da família é ressaltado e também como a família "de sobrenome" nem sempre é família mesmo. Enfim, acho que é um clássico que todos deveriam ver e, pessoalmente, é o melhor filme que já assisti.

Enfim, tá aí meu top 6 best movies ever. A trilogia inteira do Poderoso Chefão vale a pena ser assistida (até o horrendo terceiro filme) e o livro também é muito bom, acho que foi o primeiro filme e primeiro livro decentes que tive na minha vida. Vale notar também que, tirando Poderoso Chefão e Blade Runner 2049, todos os filmes possuem pelo menos uma protagonista feminina, só por curiosidade mesmo.

Acho que por hoje é só, se quiser ver minhas ratings no RYM é só procurar meu username "Tesslakane" lá que você acha.
Ahoy!
vlw flw
té mais 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A banda mais underground que eu gosto, por enquanto

Sim, vai ser mais um post sobre música japonesa, eu sei que vocês não gostam mas foda-se, meu território aqui.

Outro dia, depois de horas de exploração, acabei descobrindo mais uma banda nova: BOaT. Apesar de parecer que fui atraído pelo nome completamente navalesco, foi a salada de gêneros diferentes com que eles experimentaram que me atraiu, saindo de um pop-rock bem padrão Judy And Mary, passando por algumas influências de reggae e dub até chegar num negócio meio post-rock.

Devo admitir, tirando talvez Usagi (que é conhecido só por ser precursor do Midori), BOaT talvez seja a banda mais underground que gostei a ponto de ouvir a discografia completa, e vocês nem imaginam a dificuldade que tive em achar tal a discografia. Depois de não obter resultados no TPB e no rutracker, acabei por apelar pro VK (famoso Facebook russo) onde, por incrível que pareça, consegui achar dois álbuns (de um total de quatro lançados pela banda), mas num bitrate horrível, horrível. Acabou que achei a discografia completa da banda num drive que um cara tinha compartilhado numa thread arquivada da board de música do 4chan, onde cheguei por total acidente.

Beleza, BOaT era formada por três mulheres e dois homens, sendo duas vocais femininas (guitarrista e baixista) e um vocal masculino (guitarra solo), a banda acabou durando cinco anos e produziu quatro álbuns, além de diversos splits e compilações. Depois que a banda acabou, os dois guitarristas acabaram indo pra uma banda instrumental "Natsumen" que obteve um sucesso um pouco maior que BOaT, mesmo sendo bem mais experimental por natureza. A joia de tudo isso aí é o último álbum que o BOaT lançou: RORO.

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Quem tá familiarizado já deve ter entendido agora a dificuldade de achar esse álbum, RORO é um tipo de navio que transporta carga sobre rodas (roll-in/roll-out), agora imaginem o que achei procurando "boat roro" no Google. Na verdade a gente até acha umas coisas sobre o álbum (não links de download) mas o pensamento me divertiu.
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RORO é o que considero um álbum quase perfeito, batendo de frente com álbuns bem mais conhecidos do "cânone informal de melhores álbuns do Japão" como o Long Season do Fishmans, Num-Heavymetallic do Number Girl e Three Out Change! do Supercar. RORO é um puta álbum foda, ele compartilha de um tema que sempre esteve presente nos álbuns da banda e também está presente na discografia do Natsumen: o Verão. É legal ver como eles representam o Verão em cada release, seja misturando reggae/dub com um pop-rock ou um surf-rock ou ainda um post-rock que é interessante pra dizer o mínimo, isso já no último álbum deles.

O amor em usar o Verão como tema se estendeu ao Natsumen (Natsu é Verão em japonês) onde o som é um Jazz experimental totalmente instrumental, o que era meio que a tendência natural pro som da banda visto o decrescente uso de vocais nas músicas.

O líder do BOaT/Natsumen acabou sendo uma figura relativamente influente no meio musical japonês, a ponto de ter composto uma música pra Kaela Kimura, que por sua vez é uma das cantoras japonesas mainstream que mais se comunicam com artistas de gêneros diferentes.

Enfim, se você chegou até aqui por que não ouvir o melhor álbum da banda? Aqui está:


Sim, a maneira mais fácil de ouvir este álbum é pelo Youtube (assim como várias outras bandas underground do Japão), como RORO saiu por uma label indie então acho que não tem muito perigo em tirarem o vídeo do ar.

Pois bem, é isso aí, escrevi este post inteiro no Evernote nos trajetos de casa pra USP então sepá tem erro aí, mas to com muita preguiça e muito fodido nas provas pra ficar checando essas coisas.

vlw flw, té mais
PS: o próximo post será sobre cinema.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quase um Jamie Oliver brasileiro

Acho que é seguro dizer que não sei cozinhar.

A começar pelas carnes, já foram três churrascos seguidos que, por algum motivo, fui encarregado de salgar as carnes e quase que metade das pessoas saíram com pressão alta, FOI MAL GALERA. O ponto da carne pelo menos eu acerto, PRA MIM, que é o ponto da carne mal passada mas quente o suficiente pra ter matado qualquer tênia ou bactéria (pelo menos na minha imaginação).

Minhas tentativas de cozinhar em casa também foram todas fracassadas, a começar pela carne de porco cozida em chá preto e marinada em sakê (que vi num mangá), maluco, minha casa ficou cheirando a sakê e sei lá mais o que ia na marinada daquela merda por umas duas semanas, a carne ficou comestível mas acho que errei um pouco a mão na marinada, não dava nem pra sentir gosto do porco.

No mais, eu poderia enumerar mais umas quatro ou cinco receitas que vi em mangás e tentei fazer na vida real mas deram muito errado, mas rapaz, vocês não têm ideia do que aconteceu nessa quarta.

Tava eu lá, quarta de manhã, sem aula por causa da greve dos caminhoneiros, morrendo de fome e com três ovos na geladeira, ora pois, vamos fazer um ovo cozido já que frito faz mal.

Fervi a água com o ovo por uns seis minutos, fui fazer a maracutaia pra tirar a casca do ovo rolando ele e PLOFT, o filho da puta estourou. Beleza, caguei nessa merda, vou lá pegar outro ovo pra fazer de novo.

Fervi o caralho por oito minutos, fui descascando e aquela merda tava mole ainda, ah vai tomar no cu, nisso a parte de cima do ovo descolou junto com a casca e deixou a gema à mostra, crua pra cacete, beleza, não dá mais pra cozinhar na água esse caralho, daí tive a ideia da vida: botar no microondas. Tá aberto mesmo né, não é como se fosse explodir né hahaha...

Menos de um minuto na magnífica máquina essencial para todo universitário e tiro o ovo: quentinho, gema cozida e AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA-
A GEMA EXPLODIU, CARALHO!
PUTA. QUE. PARIU. AQUELA MERDA SE ESPALHOU PELA COZINHA INTEIRA.
MEU CABELO FICOU AMARELO.
MEU ÓCULOS ME SALVOU DE UMA CEGUEIRA PREMATURA.
GANHEI UMA QUEIMADURA ACIMA DO MEU OLHO DIREITO (não estou zoando).

Enfim, depois de um ovo no lixo e outro explodido acabei desistindo da ideia de comer ovo, mesmo com um terceiro ovo na geladeira. Acabei tomando um banho pra tirar os restos de gema do meu cabelo e também pra dar uma boa olhada na minha vida pra ver onde que deu tudo errado a ponto de eu conseguir ter explodido UM OVO COZIDO. Com certeza não posso me chamar de adulto ainda.

Eu ia tirar uma foto do ovo explodido e da cozinha mas comecei a rir e ficar com pena de mim mesmo ao mesmo tempo.

é isso por hoje, vlwflw, té mais

terça-feira, 29 de maio de 2018

Navegar (pela internet) é preciso

Hoje, depois de DEZ FUCKING ANOS, volto a usar a porra do Chrome.
Um pouco de contexto pra vocês:

Eu sempre fui um hipster desgraçado, como você já deve ter notado, e uma coisa que sempre priorizei foi a privacidade na internet e a liberdade de escolha no uso dos softwares, por isso que desde os tempos de Orkut eu sempre experimentei de usar os mais diversos navegadores de Internet.

Comecei minha jornada saindo do Internet Explorer (que deus o tenha) e partindo pro Mozilla Firefox, depois fui pro Opera e lá fiquei por uns 5 anos ATÉ OS FILHOS DA PUTA LARGAREM A PLATAFORMA PRESTO E IREM PRO CHROMIUM, VAI TOMAR NO CU! Na moral, o Opera foi o melhor navegador que usei na minha vida, pra você ter ideia a maioria das inovações em navegador até 2012 foram eles que implementaram: abas, rolagem suave, tela de início com as thumbnails de sites que você escolhe, etc. pra completar o Opera ainda vinha com um cliente de torrent, um cliente de email e um cliente de irc, TUDO ISSO INCLUSO NO NAVEGADOR, PUTA QUE PARIU QUE SAUDADES DO OPERA ANTIGO. Enfim, a lua de mel durou até a versão 12 quando o Opera largou a engine Presto, que foi a que trouxe todas as novidades pro mercado, e decidiu virar um navegador baseado na engine Chromium, ou seja: virou uma cópia norueguesa do Chrome.

Apesar de ter usado só o Opera de 2007 até 2013, lembro ainda de quando lançaram o primeiro Beta do Chrome, a Google na época ainda não era a dominante global em todo segmento possível como é hoje então acabei testando o Chrome Beta lá em 2008. Achei o visual clean e tudo mais mas odiei, era Beta afinal e tava todo cagado ainda, voltei pro Opera.

Pois bem, o Opera cagou e depois de persistir por um ano com um navegador defasado acabei voltando pro Firefox, e cá estamos nós até hoje, ou melhor, até ontem.

Desisti... parcialmente.

Não sei se fui eu que caguei no meu Firefox mas ele tá TERRÍVEL com a plataforma blogger, tive mais outros problemas de compatibilidade com essa caralha de navegador mas desisti, vai tomar no cu. Acabei testando o novo Opera pensando "já que essa merda agora é baseada em Chromium então compatibilidade não deve ser problema", errei, errei feio. Por fim tentei o Chromium mas como essa merda não é atualizada automaticamente eu acabei desistindo, vai tomar no cu, vou de Chrome mesmo.

Eu já uso Facebook, Instagram, last.fm, My Anime List, Rate Your Music, Youtube, tenho um notebook com Windows 10 e ainda um celular com Android e todos os apps possíveis da Google, não vai ser eu usando Chrome ou não que vai me prevenir deles saberem a cor da minha cueca.

Por mais que eu esteja aqui vomitando desculpas, só usei o Chrome pra dar uma olhada, por enquanto o Firefox é meu rei (sei lá por quanto tempo tho).

Eu posso ter ido pro mau caminho dos navegadores mas TENTEM ME CONVENCER DE IR PRO MAU CAMINHO DOS CLIENTES TORRENT E PLAYERS DE MÚSICA, jamais, eu disse, jamais vou usar as merdas default do Windows, pau no cu deles.

vlw flw té mais

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mementos

Ontem fez um ano da morte do meu amigo Romito, e por mais que eu achasse que, inevitavelmente, me esqueceria dele cedo ou tarde, tem um memento dele que vejo todo dia antes de sair de casa: uma garrafa de vodka Balalaika que ele deixou na minha casa nos meados de 2016.

Eu odeio festas, não gosto de qualquer bebida destilada e não sou muito fã de qualquer droga (por mais que você pense o contrário quando lê este blog), mas eu tinha uma curiosidade genuína em conhecer uma festa da FFLCH. Depois de experiências broxantes em algumas festas da Poli eu achava que minha vibe era mais humanas e menos playsson, foi nessa que eu e meus amigos da TdT decidimos ir numa festa da FFLCH.

Como toda boa festa, o esquenta foi no meu apê. O Romito chegou portando umas 10 garrafas, dentre Balalaikas, Catuabas e uma motherfuckin' Para Tudo! (que deve ter sido a pior substância que já ingeri na vida), a gente achou que aquilo tudo overkill então deixamos uma garrafa de Balalaika no armário de destilados aqui (que por sinal não toco faz alguns meses). A festa foi legal e tal, aposto que escrevi um post descrevendo-a à exaustão, mas acho que foi uma das últimas lembranças que tenho dele antes da hospitalização, lembro de uma ocasião quando cobrei dele uma dívida antiga e ele falou que a garrafa de Balalaika era o pagamento.

Como a gente nunca foi do tipo de trocar presentes, a garrafa de Balalaika acabou sendo um dos únicos mementos materiais que tenho dele hoje, já pensei diversas vezes sobre o que fazer com a garrafa: acabar com ela numa data especial junto com o pessoal da TdT em homenagem ao Romito ou simplesmente deixá-la no cantinho especial como uma lembrança para sempre? Passar ela pra frente pra outro membro da TdT ou ficar comigo? Eu já não sei e acho que esse pode ser um assunto a se discutir em uma noite fria enquanto comemos no SukiYa na São Joaquim.

Lembro até hoje que desde os tempos do ensino médio, uma das minhas fantasias para a faculdade era voltar de uma festa dirigindo (sóbrio obviamente) e parar com toda a TdT no SukiYa lá pelas 3h da matina pra um Gyu Don Negui Tama M com Kara Ague e uma Coca gelada, lá discutiríamos a vida amorosa de um, o sucesso acadêmico de outro, a falta de noção de mais outro mas no final, debruçados sobre tigelas enormes de porcelana com restos de arroz, nos sentiríamos em casa e com um pouco de saudades dos tempos menos complicados do Ensino Médio.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Porque venero a voz da Chiaki Sato

Eu ia postar alguma coisa pro dia das mães e não deu, tive prova no dia seguinte, mas fica aí um abraço pras mães dos leitores deste blog, e pras mães que leem este blog também por favor leiam algo melhor.

Se você já leu alguns posts deste magnífico blog e se deparou com postagens sobre música japonesa, com certeza você sabe de duas coisas:
  1. Eu idolatro a Shiina Ringo, apesar das cagadas que ela anda fazendo nos últimos álbuns;
  2. A maior decepção da minha vida foram os álbuns lançados pelo Kinoko Teikoku depois que eles foram pra uma major label.
Pois falemos do Kinoko Teikoku! VOCÊ QUE ODEIA QUANDO EU FALO DE MÚSICA JAPONESA PODE VAZAR, mas eu juro que vou falar com.. err... menos termos "técnicos" pra ser mais acessível aqui.

Kinoko Teikoku começou com um grupo de amigos que se conheceram numa faculdade budista de ciências humanas lá perto de Tokyo, não achei direito quais cursos eles faziam mas tome o "faculdade budista" com mesmo impacto que "faculdade católica" faria aqui no Brasil. A banda se formou em 2008 e lançou a primeira demo em 2011, sendo que a vocalista Chiaki Sato lançou um EPzinho em 2010. Acho que você pode falar que a banda é uma mistura de shoegaze com Radiohead eu acho? Um indie rock mais voltado pro shoegaze em outras palavras, depois foi pra um dream pop e depois pra um indie rock genérico mas enfim.

Outro dia me perguntei: "qual é a minha cantora favorita? Sem contar composições e talento pra tocar instrumentos." e me vi forçado a falar que é a Chiaki Sato, a voz dela é limitada mas puta que pariu, que voz linda.

Ouçam essa música, puta que pariu, sempre choro (ainda mais depois que vi a letra). A voz da Chiaki Sato é tão suavinha e de certa forma andrógina que me comove.

Ouçam essa agora! Caralho, dá pra sentir ela FULL 10000%PISTOLA e a forma como ela anda na corda bamba do gritar/cantar no refrão sempre me faz gritar junto o NANKA ZENBU MENDOUKUSEEEEEEEEE (que quer dizer literalmente "FODA-SE TUDO"), não tem música melhor pra cantar quando estou puto.

E é isso que eu amava nas releases do Kinoko Teikoku: EMOÇÃO, sentir na música a tristeza dela com as desilusões da vida ou a raiva que ela sente do ex (eu estou inventando os motivos), mesmo quando a música era mais pesada pro Shoegaze (tipo Eureka) a voz da Chiaki ainda brilhava, e brilhava mais que qualquer uma, em músicas assim a voz dela toma forma de um instrumento, o canto sussurrado dela me dá calafrios sempre que ouço:

E reforço de novo a tristeza que tenho quando ouço as músicas novas da banda, são músicas que na maioria nem fazem proveito da voz da Chiaki, além de serem genéricas pra cacete.

Enfim, é isso. Tenho quase certeza que já fiz um post sobre Kinoko Teikoku mas foda-se, eu peguei pra ouvir eles de novo esses dias e deu vontade de falar sobre a voz da Chiaki Sato, que mulher.

vlwflw té mais

segunda-feira, 30 de abril de 2018

O que é este blog

Este blog já está fazendo sete aninhos e acho que fiquei devendo um post introdutório, vamos lá:

Olá visitante! Se você veio parar neste blog, eu só consigo pensar em três motivos:
  1. Você me conhece e ficou curioso em ver as besteiras que escrevo online;
  2. Você chegou aqui através do Google, procurando alguma coisa sobre música japonesa alternativa;
  3. Você estava procurando alguém falando mal da, ó grandiosa e ilustríssima, Escola Politécnica da USP.
Se você chegou de outra forma parabéns! Eu não faço ideia do porquê de você estar aqui.

Enfim, pra você que chegou agora só falo uma coisa: não leia os primeiros dois ou três anos deste blog, eu era um moleque serelepe COM UMA AUTO ESTIMA DA PORRA e falava muita bosta, muita bosta mesmo, só não deleto os posts por respeito às memórias que tive nesse período, vai que bato a cabeça e esqueço do meu ensino médio né.

Outra coisa é que de 2015 pra cá meus post se dividem em relatos do meu dia a dia e opiniões randômicas sobre games, animes, mangás, livros, música japonesa e, raramente, política. Eu pensei seriamente em organizar tudo por tags mas fiquei com preguiça, você vai perceber que isso é recorrente por essas terras.

Pela primeira vez desde.. muito tempo... acabei mudando um pouco o layout da sidebar ao lado, botei uns links de coisas que escrevi em outros lugares (Rate Your Music e My Anime List no caso), a lista de "Melhores álbuns já criados pela humanidade" é particularmente interessante, fui botando alguns álbuns que eu gosto (nunca mais de um por artista)  e escrevendo mini-reviews, está sendo um processo legal, a lista está sempre mudando. Os outros dois links são reviews que fiz com meu inglês lastimável, não me julgue. Acho que vou linkar este post aí no lado também.

Aliás, se você chegou aqui pela música japonesa por favor me add no last.fm e no RYM, meu username nos dois é tesslakane. É foda como é difícil achar gente pra discutir a genialidade da Shiina Ringo ou a raiva sentida depois do Kinoko Teikoku ter fugido do shoegaze no álbum que eles lançaram em 2014, normies nunca entenderão essa dor.

Pois bem, eu criei esse blog pra escrever merda mesmo, por isso não fico divulgando aos quatro ventos (apesar de eu ter botado links no meu perfil do FB, Instagram e RYM) e é por isso também que as postagens aqui falam de assuntos tão desconexos, não bastasse meu dia a dia monótono, tenho ainda que falar de música japonesa underground! Eu estou praticamente pedindo pro pessoal não ler essa merda.

Valeu, falou.
Me chamem pra beber uma cerveja ou tomar um café.