sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Otakus, why?

Então, parece que voltei a escrever numa frequência decente, deve ser o fato de que já não dou uma foda pra o que acontecerá com minhas notas, ou porque ficar de desculpa já não cola mais, enfim.
Eu tava voltando da Poli, passando pela Liberdade, e um neckbeard otakão me para:
"Sumimasen, onde você comprou essa camisa do Nippon?"
Eu fiquei meio perplexo e demorei um pouco pra digerir o que acabei de ouvir.
- Ah, comprei na Adidas mas acho que agora é meio difícil de encontrar.
"Arigatô, vou procurar."
Man, MAN, o maluco era ocidental ainda, porra, eu não sou japonês, o maluco não era japonês e NÃO ESTAMOS NA PORRA DO JAPÃO, CARALHO.
Depois do desenrolar dessa cena fiquei um bom tempo com uma expressão genuína de WTF na cara.
Quase falei pro cara parar de falar bosta em japonês que isso só fazia dele um retardado weaboo, mas não falei por receio do cara tirar uma katana da mochila e me golpear falando NIPPOOOOON BAAANZAAAAIIIIII, sei lá né.
Queria escrever só isso mesmo, não é sempre que essas merdas acontecem comigo, não é sempre mas é frequente.
vlwflw
té mais

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Poli, Ulysses e opiniões

Oi pessoal, o calor continua foda né? Pois é.
Hoje tive aula de mecânica, peguei carona na caçamba de uma caminhonete e fiquei falando bosta nas side lines dum torneio de futebol aqui na Poli. Sepá estamos vendo aqui o início de uma nova vida universitária do menino Yoiti! Espero que com elas venham notas minimamente decentes e sobretudo COLEGAS DE SALA NÃO CUZÕES, não que os meus atuais sejam, far from it, imagina, não tem UM cuzão na minha sala, tem pra caralh- OQUÊ?! QUEM DISSE ISSO?
Enfim, estou meio fodido neste semestre, se tirei essa caralhada de vermelhas sem Fallout 4, imagina depois dessa porra sair. Até falei pra minha mãe que tava pensando em trancar a Poli, ela acabou levando a sério de mais, e no fim levei um tabefe, como sempre.
Eu estou como sempre procrastinando lendo merda inútil na interwebs e ouvindo música japonesa (menos agora já que o calor insuportável não me deixa usar headphones e minha viadagem em relação à qualidade de som não me deixa ouvir nos speakers do PC), acho que vou pegar algum livro pra ler e meio que justificar essa procrastinação, "porra, eu procrastinei mas adquiri cultura!", o foda é que eu sempre decido ler Ulysses, e como outros milhares de leitores frustrados, eu acabo desistindo de ler não muito longe da página 200... de 1000. Eu por exemplo acabei desistindo depois de ler repetidas vezes a sentença "panela de carne do Egito", antes disso eu lembro do principal sentar num sabonete que ele tinha comprado e esquecido no bolso da calça, curioso no mínimo.
Ah, o pessoal da Naval tá sugerindo pra eu botar imagens nos posts.
Bem, foda-se, não ligo pra opinião de vocês. Não lembro sequer a última vez que postei imagem nessa porra.
vlwflw amo vcs

domingo, 20 de setembro de 2015

QUE CALOR DA PORRRRAAAAAAAAAAA

Cês sabem a definição de semana bosta?
Pois bem, eu acabei de descobrir que não sabia. Saíram as notas das provas que fiz antes da semana da pátria e tá fazendo um calor da porra em São Paulo, é nessas horas que o arrependimento de não ter ido pra UFSC bate na porta, sim sim lá deve estar um calor do caralho mas é a UFSC, e no campus de Floripa tem praia. Caralho, eu mataria por uma praia hoje.
Mas enfim, parece que os cuzões pessoal da minha sala descobriu meu blog,
OI PESSOAL, BLZ?
PODEM SAIR JÁ
Nem é preciso dizer que eles ficaram arrastando pra caralho né? Bem, quem mandou fazer um blog e mantê-lo por uns bons 5 anos...
Agora falando de coisas que ninguém que lê esse blog vai entender: uma das minhas bandas atuais favoritas, o Kinoko Teikoku, vai lançar o primeiro álbum por uma gravadora grande (vulgo "major debut" no Japão) e tenho quase certeza que vai ser uma bosta, quero dizer, eu ouviria qualquer coisa que fosse cantada pela Chiaki Sato (que tá fazendo aniversàrio hoje! Woohoo :3) mas porra, os dois primeiros álbuns da banda são bem próximos do meu conceito de 10/10 e eles praticamente cagaram em tudo só pra arranjar contrato com gravadora grande no álbum que lançaram no ano passado e no último single que é asqueroso, isso se aplica a outras bandas também, Shinsei Kamattechan principalmente.
Eu já nem sei o que esperar do cenário musical do Japão, toda banda minimamente decente tá soltando altas bostas, acho que já é hora de explorar o cenário underground de outros países, do Brasil incluso.
E é issaê pessoal, vou lá fazer uns trabalhos e estudar, porque there ain't no rest for the wicked.
vlwflw té mais
Tá um calor da porra, usem filtro solar viu.
Se hidratem bem também.
flw

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

DPs, JAM e MGS5

Oi pessoal! Faz tempo que não posto aqui né?
Enfim, nesse meio tempo sem postar vocês já sabem né, aconteceu muita merda. E muita merda lê-se DUAS MÃEFODENDO DEPÊS.
Cálculo e Química, dois nabos.
Não quero ficar me martirizando na madrugada de um feriado prolongado, mas eu me fodi e yadda yadda yadda...
Enfim, tive minhas crises existenciais politécnicas, se eu estava no lugar certo e essas caralhas, o que era menos devido às minhas péssimas notas e mais devido à minha vontade de querer estar na praia e não num ambiente de bosta cheio de crime e pessoas tristes aka Poli-USP. Essas crises são recorrentes.
Aliás, se me permitem a dica: o segredo é não ver só o presente mas principalmente ver o futuro, não o profissional (que não parece nada promissor) mas sim a sexta-feira que terá um happy hour camarada e uma festa open bar com bebidas de procedência duvidosa.
AAAAHHHHHHH acho que esses lamentos todos são falta de Judy and Mary, nos últimos anos sempre deu certo ouvir JAM quando eu ficava triste.
Aliás comprei MGS5, jogo do caralho.
Mas Fallout 4 é melhor.
vlwflw
té mais

sábado, 18 de julho de 2015

Por que eu parei de ir a eventos de anime

Minha história com eventos otakísticos começou em 2008, me primeiro Anime Friends, desde então eu já perdi a conta de quantas vezes fui pra um AF ou Comix Fest. Anime Dreams e Ressaca Friends foram dois eventos que nunca fui, apesar de serem, alegadamente, bons.
Lembro até hoje de pegar fila naquele Mart Center em 2008, todo feliz com dois amigos meus do colégio. Na época eu tinha 12 anos, gastei uma boa grana comprando um verdadeiro carregamento de Mupys (que veio até com uma bolsa térmica), dois model kits de Evangelion e muitos mangás, muitos mesmo. Eu era bobão (mais que hoje, antes que alguém fale algo), meus amigos eram também e acabamos nos divertindo vendo cosplayers bem feitos pela primeira vez na vida, jogando os MMORPGs mal feitos da LevelUp e comendo alguma coisa sobretaxada e de qualidade duvidável, tudo eram flores nessa época.
Até que comecei a me sentir deslocados nesses eventos, puta que pariu, ás vezes eu me perguntava se o pessoal lá se esforçava em parecer retardado ou era coisa da comunidade mesmo. Eu parei de me divertir nesses eventos por uma série de fatores, a música que eu ouvia já não eram só aberturas e encerramentos de animês (e quando eram, os animês não eram os mais conhecidos), os eventos começaram a ser tomados por fãs de K-pop, o preço dos ingressos já não fazia o desconto das lojas valerem a pena, desorganização total do evento, etc. etc. etc.
O foda é que eu amo mangá, amo mesmo, já devo ter mais de 500 volumes (parei de contar nos 440~), amo música japonesa (o que vocês devem ter percebido faz um tempo, espero) e amo comprar essas merdinhas inúteis que vêm do Japão.
Mas odeio o público que frequenta esses lugares.
E isso não se reserva a eventos de animê, eu moro na MÃEFODENDO LIBERDADE, A MECA DA CULTURA OTAKU DESSA PORRA DE PÁIS, e passei a odiar esse bairro, caralho. Antes eu gostava de ir no Shopping Sogo pra ver YGO e comprar besteira, agora só vou lá pra comprar mangás no caminho pro metrô e pra comer.
Eu tinha um ódio por quem odiava otaku na época do Orkut mas agora eu passo a entender essas pessoas. É a pior fanbase que existe na face da terra, e isso se agravou pra caralho depois da disseminação total do Kpop, puta que pariu, eu achava que Visual Kei era ruim até ver o Kpop, santo cristo.
E olha, vocês podem achar que sou o maior racista deste grandioso país quando se trata de coreanos mas a música do underground deles é muito boa, boa mesmo apesar de ser cópia do underground de Tokyo. QUÊ! QUEM FALOU ISSO?!
Mas enfim, eu queria só falar mesmo isso, eu tava até pensando em botar o link desse post na minha timeline mas aposto que algumas pessoas iriam me olhar torto pro resto da vida após ler essa porra toda, quero dizer, se você quer um desafio: vá até à Praça da Liberdade num sábado de tarde e grite: KPOP É UMA MERDA!, é claro que fãs de Kpop não estão na lista das pessoas mais ameaçadoras do mundo mas sei lá né, a união faz a força.
vlw flw até mais

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Random Mumblings I - Como eu queria ser uma menina alt que mora em Shimokitazawa

Voltay galera, faz um tempo hein?
Enfim, a última vez que escrevi nessa porra foi na semana antes das P2, agora estou escrevendo umas semanas antes das RECs.
Isso mesmo: RECs.
Peguei REC caralho, não posso falar que me esforcei muito pra não acontecer isso, e também não é como se eu quisesse ter um histórico perfeito na Poli (já estou na engenharia que quero, não pretendo ir pra pegar duplo diploma, etc.), na verdade só o fato de eu não ter bombado direto em uma matéria já é um milagre por si só.
Mas enfim, não é sobre a minha tragédia diária mundana que eu queria falar nesse post, ou não era só isso que eu queria falar pelo menos.
Como vocês sabem, eu tenho um Instagram, não é a coisa mais legal do mundo mas a partir dele eu sigo umas cantoras que gosto bastante do Japão, e o interessante é que como são artistas bem desconhecidas, são elas mesmas que usam a conta. Dentre as cantoras (ou diria, as músicas? Fica muito estranho) estão Ikkyu Nakajima do Tricot, Ichiko Aoba e Yoko Tatejima do harafromhell.
A Yoko Tatejima em especial é interessante, o harafromhell é uma banda extremamente desconhecida, ela só veio a ficar um pouco mais conhecida quando o cara que organiza o Next Music From Tokyo gostou da banda e levou eles pra tocarem no Canadá. A música da banda é bem genérica, bem happy-go-round, vocais normais, instrumental básico, mas eles têm um feeling bem legal, quase nostálgico. Naturalmente seus álbuns são dificílimos de serem encontrados já que praticamente só é possível adquirir um CD deles nos próprios shows.
Agora falando de outra coisa nada a ver: o estilo Shoegaze, experimental com origens na Inglaterra dos anos 80~90, era chamado de "Scene that celebrates itself" pela imprensa musical da época, já que os músicos shoegazers ajudavam uns aos outros, iam nos shows, etc. Mas uma hora eles decidiram sair desse estilo (muito incomodados com a imprensa) e bem, deu merda.
O que acontece no Japão hoje é um renascimento do Shoegaze, como estilo musical e comportamento da cena toda como artistas, uns ajudam aos outros e a imprensa musical já não incomoda mais ninguém hoje.
"E Yoiti, o que você quer dizer com essa porra toda?"
Eu quero dizer que a cena musical do Japão de hoje é o que a cena musical britânica dos anos 80~90 não pôde ser e isso me lembra muito Paris dos anos 20 em uma escala reduzida, onde escritores, pintores e artistas possuíam muito mais contato entre si que hoje.
Ok ok, posso estar exagerando já que o universo do underground musical de Tokyo não se compara com o universo cultural de Paris nos "roaring 20s", mas é alguma coisa.
"E Yoiti, por quê você citou a Yoko Tatejima especificamente lá em cima?"
Porque invejo essa mulher, não faço ideia de onde ela arranja o dinheiro pra se manter numa cidade cara como Tokyo, não sei quanto se ganha fazendo shows por Shimokitazawa mas ela posta fotos bebendo com muitos integrantes de bandas underground: Kinoko Teikoku, Uminote, Microcosm, etc.
Eu sei que a vida de uma pessoa é bem mais interessante pelo Instagram dela mas porra, dar festinhas no apê e ir pra praia pra passear com uma galera que vive no meio artístico, tocando o mesmo tipo de música que você deve ser muito foda.
Sei lá, esse deve ser mais ou menos o feeling de se fazer humanas no Japão, maioria das pessoas na cena musical indie de Tokyo fizeram alguma faculdade de artes ou sequer fizeram faculdade. Eu não sei se a maconha não chegou ao Japão hahhahaha mas parece que humanas tem uma fama melhor lá.
Aliás, o Japão é um país depressivo pra caralho, mas se eu fosse uma menina japonesa eu faria alguma faculdade de artes sem pestanejar, as possibilidades lá pra essa área são bem maiores que aqui no Brasil. Não que alguma área tenha maiores chances aqui no Brasil pra começar.
Bem é isso ae, eu queria falar essas coisas antes das RECs.
"Você queria falar basicamente que queria ser uma menina japonesa Shoegazer em Tokyo?"
Sim, não nessa vida, mas na próxima quem sabe. Estou bem feliz sendo um aspirante a Engenheiro Naval nipo-brasileiro, só faltas umas mina- AHAM, enfim, vocês entenderam.
Ah, enfim, é isso aí que eu queia falar.
Quero dizer, eu posso ter um insight genial comparando o underground de Tokyo de hoje com a Inglaterra dos anos 80 e Paris dos anos 20, mas me respondam: QUEM SE IMPORTA COM ISSO?!
Eu me importo, e pra mim isso já é o bastante pra escrever aqui.
vlwflw vou lá estudar.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Desabaffs de um politécnico

Então galera, recebi minhas notas das primeiras provas.
4.8 em Cálculo I
5 em Álgebra Linear I
3.6 em Química Tecnológica (vulgo PQI)
8.4 em Física I
Não saiu a nota de Introdução à Computação (vulgo MAC) ainda, mas acho que fui bem. Como cês podem ver, a maioria das notas foi uma bosta, só que contando com o fato que a média na Poli é 5 eu acho que estou medíocre, não bosta, medíocre.
Enfim, minha segunda semana de provas começa ESTA SEXTA FEIRA, e estou escrevendo neste blog que ninguém lê, pois é.
Eu almocei na FAU (linda) hoje e na semana passada, os banheiros lá são no mínimo curiosos: tem um com H na porta e outro com S, fiquei um tempo esperando alguém (com sexo definido) entrar em algum, acabou que entrei no H e tinha mictório lá dentro, safe zone graças a deus. Depois de voltar pra casa e ver o jogo do Barça vs Bayern que pensei que H poderia ser de He e S de She, nem fodendo que eu iria pensar isso na hora.
Outra coisa é que vai ter InterUSP no próximo feriado (que nem lembro quando vai ser) em Itajubá, esse caralho é InterUSP (Inter Universidade de SÃO PAULO) e os putos me botam essa porra na puta que pariu (aka MG), bem foda-se, não ia mesmo. Enfim, a Atlética da Poli agita o "Orgulho Politécnico" e tenta fazer com que usemos a "camisa azul e amarela", apesar de eu ter comprado o moletom da Atlética (lindão, diga-se de passagem), eu nunca senti o tal orgulho, nunca senti o mesmo orgulho que sinto pelo Santos por exemplo campeão paulista 2015, chupa, apesar de eu ter mais motivos pra sentir orgulho de ser politécnico. Dito isso tudo, eu tenho orgulho do meu Centro Acadêmico, isso pode soar meio retardado mas eu gosto do pessoal da Naval (crau!) e sendo a única competição que o meu CA participa o Integrapoli, acho ela muito mais hype que quaisquer jogos universitários.
E aliás, na Poli tem muito cara tonto, daqueles que você não se pergunta apenas como que eles chegaram até a Poli mas também como não morreram por castigo divino. No campus Butantã pelo menos, a maior concentração de pessoas que eu daria um murro na boca está na Poli, se a Medicina fosse no mesmo campus talvez minha opinião mudaria. Algo me diz que a dificuldade do vestibular pra um determinado curso tem uma relação direta com a imbecilidade média na faculdade.
Eu sou retardado também, sou politécnico, mas acho que isso se deve mais a outros fatores.
Enfim pessoal, falou.
Té mais